POLÍTICA NACIONAL

Não há risco de desabastecimento de aço, diz representante de usinas

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Em encontro nesta sexta-feira (27), representantes da indústria de fabricação de aço garantiram ao presidente Jair Bolsonaro que não há risco de desabastecimento do produto no mercado interno brasileiro. Nas últimas semanas, circularam informações de que os estoques estariam baixos e de que poderia haver falta de aço, usado principalmente na construção civil, produção de máquinas e equipamentos e na indústria automotiva.

“O que nós mostramos ao presidente e aos ministros é que essas informações não procedem, porque, desde julho, a indústria brasileira está entregando mais no mercado interno do que entregava no início do ano, em janeiro, quando não existia qualquer tipo de reclamação”, afirmou o presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes. Também participaram do encontro os ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Casa Civil, Braga Netto. 

Mello Lopes explicou que, nos primeiros meses da pandemia, por causa da retração econômica, empresas que tinham estoques de aço acabaram vendendo o produto que estava parado, mas agora, com a retomada, essas companhias estão buscando recuperar a reserva do produto. “Além da demanda normal de todos os setores, todos eles estão buscando a reposição dos estoques. Existe aí um momento de ajustamento do mercado, por conta da necessidade de reposição de estoques – isso ficou muito claro para o presidente e os ministros. Não existe qualquer risco, qualquer problema”, afirmou. 

Segundo Lopes, o setor de aço no Brasil deve crescer 5,8% em 2021. Durante a reunião com Bolsonaro e auxiliares, ele defendeu a necessidade de aumentar a competitividade da indústria, o que inclui medidas de desburocratização, carga tributária e infraestrutura.

Exportação aos EUA

Em conversa com a Agência Brasil após a reunião, o presidente do Instituto Aço Brasil mostrou-se otimista com a possibilidade de flexibilizar a atual cota de exportação de aço para os Estados Unidos (EUA), com a eleição do Joe Biden, do Partido Democrata, para a Presidência da maior economia do planeta.

Em agosto, o governo de Donald Trump, que perdeu a disputa eleitoral para Biden, reduziu a cota de aço semiacabado que o Brasil tem direito de exportar para o mercado norte-americano sem imposição de tarifas, como forma de proteger a indústria interna do país, que estava em crise.  

“Eu tenho repetido que, historicamente, os democratas sempre foram considerados como os mais protecionistas, mais intervencionistas, mas fato é que as medidas mais duras de proteção ao mercado americano foram tomadas pelos republicanos”, afirmou Marco Polo de Mello Lopes.

Ele disse que vai aguardar a posse do novo presidente norte-americano para iniciar tratativas destinadas à revisão dos atuais termos do acordo entre os dois países. “O que nós vamos fazer é, tão logo esse governo esteja constituído, organizar uma missão brasileira para ir até lá e tentar convencer a administração dos democratas a uma flexibilização do acordo.”

Edição: Nádia Franco

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POLÍTICA NACIONAL

Senado: partidos indicam membros para CPI da Covid-19

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Os blocos partidários do Senado definiram os nomes dos indicados para compor a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da covid-19. A CPI, destinada a apurar eventuais omissões do governo federal no combate à pandemia, terá 11 membros titulares. A CPI também vai apurar como os estados administraram as verbas federais repassadas para enfrentar a covid-19.

Os membros titulares da comissão são: Eduardo Braga (MDB-AM), Renan Calheiros (MDB-AL), Ciro Nogueira (PP-PI), Otto Alencar (PSD-BA), Omar Aziz (PSD-AM), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Eduardo Girão (Pode-CE), Humberto Costa (PT-PE), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Marcos Rogério (DEM-RO) e Jorginho Mello (PL-SC).

Os suplentes serão Jader Barbalho (MDB-PA), Luis Carlos Heinze (PP-RS), Angelo Coronel (PSD-BA), Marcos do Val (Pode-ES), Rogério Carvalho (PT-SE), Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Zequinha Marinho (PSC-PA). Os nomes foram apurados pela reportagem da EBC junto às assessorias dos senadores e partidos.

Agora, cabe ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, decidir se as reuniões do colegiado serão presenciais, semipresenciais ou remotas. Ele, no entanto, já indicou que os encontros, a princípio, ocorrerão nas dependências da Casa.

“Uma CPI impõe atos como interrogatórios, inquirição de testemunhas incomunicáveis, reunião e exame de documentos sigilosos, perícias. Tudo isso recomenda que, por ser um trabalho investigativo, seja feito presencialmente”, disse. Pacheco frisou, porém, que a própria comissão terá a liberdade de decidir o formato do seu trabalho, e inclusive de conduzir atividades não presenciais.

Os membros da comissão deverão eleger seu presidente e o vice. A relatoria será definida em seguida. A CPI terá poderes de investigação equivalentes aos de autoridades judiciais. Primeiramente, o colegiado deverá aprovar um plano de trabalho, proposto pelo relator. Trata-se das ações da comissão para cumprir o seu objetivo. Entre elas, podem estar a requisição de informações oficiais, a solicitação de auditorias e perícias, a intimação e oitiva de testemunhas, a convocação de ministros de Estado e a realização de diligências variadas.

* Com informações da Agência Senado

Edição: Fábio Massalli

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