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Não há fiscalização que segure a população, diz diretora da Vigilância Sanitária

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O Brás possui uma taxa de 267 mortes por Covid-19 por 100 mil habitantes
Foto: Marcello Camargo/Arquivo/Agência Brasil

O Brás possui uma taxa de 267 mortes por Covid-19 por 100 mil habitantes

Maria Cristina Megid, diretora do Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo, fez um apelo, nesta sexta-feira (11) e pediu que as pessoas “deixem as compras para depois”. O pedido foi feito em coletiva de imprensa no início da tarde de hoje.

Questionada pelo iG sobre as recentes aglomerações no Brás, um dos grandes focos do comércio em São Paulo, mesmo com o aumento de internações no estado, Maria Cristina Megid explicou que as cenas são assustadoras, mas que a população precisa se conscientizar.

“Eu acho que as cenas que a gente tem visto assusta todo mundo, agora, a contenção do comércio de rua e dos ambulantes é super importante. Eu acho que a gente tem que ter um movimento muito grande mesmo, além do mais de conscientização da população, ela tem que perceber que é parte disso. Não queremos uma guerra com a população, não é esse o nosso objetivo, o nosso objetivo é que a população perceba que ela não deve estar lá naquelas filas gigantes do comércio popular. O que a gente tem solicitado é que as pessoas tomem a consciência de que deixem as suas compras para depois porque não há fiscalização de nenhum órgão público que consiga dar conta daquela massa da população”, enfatizou a diretora do Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo.

Questionados se poderiam, por exemplo, autorizar a abertura do comércio durante 24 horas, assim como no Rio de Janeiro, para evitar as aglomerações, o governo informou que as medidas cabíveis para o momento já foram tomadas

De acordo com o médico João Gabbardo, secretário-executivo do comitê de contenção do coronavírus de São Paulo, as sugestõoes do centro de contigência ao governo foram apresentadas e são suficientes para o momento.

“O governo acolheu a sugestões no sentido de aprimorar o nosso controle sobre esses eventos que ocorrem a noite, nos bares, nas baladas e nos restaurates. Se houver necessidade de novas recomendações, elas serão analisadas pelo governo”, explicou Gabbardo.

A menos de 20 dias do Natal, milhares de pessoas se aglomeram pelas vias do Brás, no Centro de São Paulo. A região do comércio popular possui uma taxa de 267 mortes por Covid-19 por 100 mil habitantes, a segunda mais alta da cidade de São Paulo, atrás apenas do Belém, distrito vizinho ao Brás, na Zona Leste (271 mortes para cada grupo de 100 mil pessoas). Os dados foram publicados pelo G1 e fazem parte de levantamento feito pela GloboNews e pelo G1 com base em dados do Programa de Aprimoramento das Informações de Mortalidade (PRO-AIM), da Secretaria Municipal da Saúde.

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Número de processos trabalhistas devido à Covid-19 chega a 24 mil

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Apesar do aumento, representam apenas 2% do total de ações nas Varas
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Apesar do aumento, representam apenas 2% do total de ações nas Varas

Segundo levantamento do  Tribunal Superior do Trabalho (TST), quase 24 mil pessoas já recorreram à Justiça por alguma ação relacionada à pandemia do novo coronavírus . Desde o ano passado até março deste ano, foram registradas 23.938 ações trabalhistas em Varas do Trabalho envolvendo a Covid-19.

A maioria pede verbas rescisórias ou fundo de garantia. O número é alto, mas representa apenas 2% do total de ações protocoladas nas Varas de Trabalho: 1.757.566, segundo informou o G1.

Em 2020, no início da pandemia, foram 21.824, já nos três primeiros meses deste ano, os tribunais acumulam 2.114 ações protocoladas por conta de divergências trabalhistas causadas pela pandemia. 

Os meses que mais registraram ocorrências foram maio e junho, com mais de 4 mil. Veja a lista mensal:

  • Janeiro de 2020: 170
  • Fevereiro de 2020: 324
  • Março de 2020: 621
  • Abril de 2020: 2.604
  • Maio de 2020: 4.310
  • Junho de 2020: 4.158
  • Julho de 2020: 2.491
  • Agosto de 2020: 2.324
  • Setembro de 2020: 1.789
  • Outubro de 2020: 1.136
  • Novembro de 2020: 999
  • Dezembro de 2020: 898
  • Janeiro de 2021: 656
  • Fevereiro de 2021: 728
  • Março de 2021: 730
  • Total: 23.938

Na comparação com março do ano passado, o número de ações em primeira instância diminuiu 26%, em contrapartida, as ações relacionadas à Covid-19 tiveram alta de 320%. Os estados que mais acionaram a Justiça por conta da pandemia foram Pernambuco e o Rio Grande do Sul.

Setores mais acionados: 

  • Indústria: 3.619 (3.335 em 2020 e 284 em 2021)
  • Transporte: 3.110 (2.864 em 2020 e 246 em 2021)
  • Comércio: 2.850 (2.575 em 2020 e 275 em 2021)
  • Turismo, hospitalidade e alimentação: 2.535 (2.332 em 2020 e 203 em 2021)
  • Serviços diversos: 2.250 (2.052 em 2020 e 198 em 2021)
  • Administração pública: 915 (767 em 2020 e 148 em 2021)
  • Seguridade social: 852 (764 em 2020 e 88 em 2021)
  • Sistema financeiro: 848 (778 em 2020 e 70 em 2021)
  • Comunicação: 684 (625 em 2020 e 59 em 2021)
  • Educação, cultura e lazer: 603 (529 em 2020 e 74 em 2021)
  • Empresas de processamento de dados: 238 (231 em 2020 e 7 em 2021)
  • Serviços urbanos: 228 (207 em 2020 e 21 em 2021)
  • Serviços domésticos: 214 (185 em 2020 e 29 em 2021)
  • Agropecuária, extração vegetal e pesca: 196 (189 em 2020 e 7 em 2021)
  • Outros: 4.796 (4.391 em 2020 e 405 em 2021)

Pagamento de verbas rescisórias e liberação do FGTS lideram a classificação de razões para acionar a justiça. Veja abaixo:

  •  Multa do artigo 477 da CLT (atraso no pagamento das verbas rescisórias): 3.846 ações
  • Levantamento / Liberação do FGTS: 3.618 ações
  • Férias proporcionais: 3.499 ações
  • 13º salário proporcional: 3.210 ações
  • Multa do artigo 467 da CLT (não quitação de verbas rescisórias): 3.187 ações
  • Depósito / Diferença de Recolhimento do FGTS: 2.512 ações
  • Saldo de salário: 2.490 ações
  • Adicional de horas extras: 2.105 ações
  • Indenização / Dobra / Terço Constitucional: 1.773 ações
  • Rescisão indireta: 1.756 ações

Especialistas afirmam que o desemprego e o temor da falência das empresas faz com que os trabalhadores acionem a justiça mais rapidamente. A tendência é que o padrão se repita este ano caso a pandemia continue a avançar, e a crise econômica se perpetue. 

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