Cuiabá

Não deixe a folia do Carnaval transformar sua saúde em cinzas

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Luiz Alves

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No final do ano de 2020, a imprensa cuiabana já vinha abordando, através de entrevistas com médicos e especialistas, sobre a necessidade das pessoas se cuidarem em relação ao risco de contágio pelo novo coronavírus, para que pudéssemos todos chegar bem e saudáveis às celebrações em família no Natal e no Ano Novo. Os avisos parecem ter surtido efeito, mas, somente até as datas comemorativas, em que muita gente não resistiu à saudade e a vontade de se reunir com quem ama, o que é compreensível. 

Por outro lado, ao adentrarmos no ano de 2021, nos deparamos com as consequências dessas atitudes em massa, que viriam de qualquer forma, fosse para o bem ou para o mal. O que colhemos depois dessas duas oportunidades que tivemos de celebrar entre familiares e amigos foi o aumento do número de casos e de mortes pela Covid-19. 

Nossas equipes da Secretaria Municipal de Saúde – que compõem o Comitê de Enfrentamento à Covid-19, presidida pelo prefeito Emanuel Pinheiro – já vinham trabalhando com essa projeção. Fizemos um trabalho de divulgação prévia das informações referentes à importância de manter o isolamento, sobre como manter as medidas de biossegurança nas reuniões familiares, sobre a necessidade de redobrar os cuidados. Ainda assim, não ficamos apenas contando com que a população fizesse sua parte. Preparamos a rede para a possibilidade de segunda onda da pandemia, com a mudança nos fluxos de atendimento da atenção básica, visando garantir de forma abrangente o atendimento em todas as regiões de Cuiabá. 

Estamos fazendo nosso trabalho e, mesmo com a chegada da segunda onda, ainda estamos conseguindo garantir o atendimento médico-hospitalar aos casos leves, moderados e graves. Diferentemente de outras capitais brasileiras, nosso sistema não colapsou. Pelo contrário, se fortaleceu ao ponto de estarmos em condições de oferecer ajuda humanitária a pacientes de outros estados. 

Mas a situação pode mudar, caso a sociedade não se atente para um outro risco que se aproxima: as festas de Carnaval. Em Cuiabá, o prefeito Emanuel Pinheiro já baixou um decreto proibindo a realização de eventos carnavalescos nos dias 15 e 16 de fevereiro e transformando em úteis os dias 15, 16 e 17. O objetivo não é acabar com a festa de ninguém, mas impedir que o riso se transforme em choro, que a irresponsabilidade de alguns se transforme em culpa e remorso pela perda de um pai, de uma mãe, de um avo, de uma avó. 

A população, principalmente os mais jovens, precisam entender que não é porque seu organismo reage bem ao que parece ser um simples resfriado que o organismo das pessoas próximas de você reagirá da mesma forma. Precisamos cuidar daqueles a quem amamos, principalmente dos que fazem parte dos grupos de risco (idosos, pessoas obesas, com comorbidades), pois eles podem precisar de uma internação e, se chegarmos ao ponto de enfrentar uma terceira onda de Covid-19 pós-Carnaval, poderemos sofrer consequências gravíssimas e nos igualarmos aos estados onde os pacientes tiveram que ser levados para longe de sua terra, de sua família, na esperança desesperada de conseguir sobreviver a esta doença tão terrível. 

Já passou da hora de todos entendermos que os aumentos vertiginosos não ocorrem por acaso. Eles estão proporcionalmente relacionados com o comportamento coletivo. As pessoas têm que entender que toda vez que tem aglomeração, toda vez que nós não tomamos cuidado, vai haver o aumento do número de casos! Não tem como a Prefeitura, o Estado, a União, qualquer que seja a instância de poder obrigar ninguém a ficar em casa e se cuidar. Isso depende da consciência de cada um na sua rotina. O que o poder público pode fazer e tem feito, desde o início, é informar e conscientizar através de diversos meios de comunicação, preparar a rede pública de saúde e conduzir, com muito empenho, a campanha de vacinação contra a Covid-19, conforme a disponibilidade de doses. Algo que, em breve, esperamos ter atingido a porcentagem ideal para classificar como imunidade coletiva. 

Convido a todos, neste momento tão importante, em que começamos, aos poucos, a imunizar nossa população, priorizando os trabalhadores da saúde, a não baixarem a guarda para a covid-19 e manterem os cuidados com a higiene pessoal, com a etiqueta respiratória, se preocupando consigo mesmo e com a saúde do próximo. A vacina trouxe o início da vitória contra a pandemia, mas a luta continua, árdua e dolorosa. Não é momento de se descuidar. Não vamos deixar que a folia do Carnaval transforme em cinzas a nossa saúde, os nossos esforços, as nossas vidas. 

Ozenira Félix é secretária interina de Saúde de Cuiabá

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Emanuel sanciona lei que reconhece atividade religiosa como essencial

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O prefeito Emanuel Pinheiro sancionou nesta terça-feira (13.04), a lei 6663/2021 de autoria do vereador Renivaldo Nascimento (PSDB), que reconhece a atividade religiosa como essencial em tempos de crises sanitárias, como a pandemia da covid-19.

Na última sexta-feira (09), o prefeito já havia liberado as atividades religiosas de forma presencial, de segunda a domingo das 5h às 20h30 desde que observados os protocolos de convivência e de distanciamento social com limitação de 30% (da capacidade do local).

 “Respeitando todas as medidas de biossegurança, como distanciamento, uso de máscara e álcool em gel, iremos conter o avanço da pandemia. Peço que todos líderes religiosos fiquem atentos a isso, para que possamos enfrentar juntos a maior  crise sanitária. E com fé em Deus iremos conseguir”, comentou o prefeito.

 O autor do projeto, vereador Renivaldo destaca que: “neste momento, os templos podem e devem estar abertos para um aconselhamento individual, oração, doação de alimentos, cultos, missas, encontros e outras atividades que contribuem com o fortalecimento da fé e equilíbrio emocional das pessoas, bem como a assistência social da população”, disse.

 Em outro trecho do projeto,  consta que as instituições religiosas prestam serviços sociais importantes que, em momentos de crise, se tornam essenciais. “Temos visto nos últimos tempos em todas as catástrofes naturais, os templos religiosos participarem colaborativamente na arrecadação e distribuição de alimentos, água, roupas e itens de higiene pessoal”, complementou o vereador na justificativa.

 

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