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Museu Rondon

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Museu Rondon na UFMT, a instituição mantém um acervo relacionado à cultura indígena do Estado.

O Museu Rondon contou com a colaboração de várias etnias na construção do seu acervo, que é composto de 1.253 peças cadastradas, catalogadas e informatizadas, tendo como maior riqueza a variedade cultural representada em suas coleções.
A formação do acervo iniciou-se em 1972 com a participação de experientes sertanistas como os irmãos Orlando e Cláudio Villas Boas, os missionários da Missão Anchieta-Salesiano, bem como antropólogos e indigenistas da FUNAI que atuavam nas áreas indígenas. O museu também conta com doações de particulares.
Um fato relevante é o acervo da Coleção Panará, que é formada por peças colocadas pelos índios em um tapiri, em uma aldeia abandonada como retribuição aos brindes deixados pela equipe de atração da FUNAI, coordenada pelos irmãos Villas Boas que destinaram esse rico material ao recém fundado Museu Rondon.
Significante também é a coleção Padre Edgard Schmidt, que contém plumárias do povo Rikbaktsa, coletadas logo após os primeiros contatos pacíficos com esses índios. A coleção Bakairi, acervo composto por várias máscaras do ritual do Yakuigade.
Também a coleção Bororo, criteriosamente coletada por técnicos indigenistas que tiveram décadas de experiência com os índios, como funcionários da FUNAI. O acervo arqueológico data dos primeiros anos da fundação do museu, quando o arqueólogo Lehel de Silimon começou os trabalhos de pesquisa arqueológica conveniado com a CODEMAT. Posteriormente em 1986, com o convênio SPHAN/UFMT o acervo arqueológico foi ampliado com doações de particulares. (fonte: Museu do Índio – IPHAN)
O museu está localizado no Campus da UFMT, em Cuiabá-MT (65/ 3615-8489).
O horário de visitas é das 7h30min às 11h30min ou das 13h30min às 17h30min.

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Estudo publicado analisou cerca de 230 genomas

Impactos do desenvolvimento

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Isabela Moreira 

 

Pela primeira vez cientistas analisaram o DNA de humanos que viveram antes, durante e depois da revolução agrícola, ocorrida há cerca de 8,5 mil anos. O objetivo é simples:  dos nossos ancestrais de forma a entender como essas alterações influenciaram a sociedade ao longo dos séculos. Até então, os únicos materiais de estudo dos pesquisadores eram ossos e restos físicos da história da Europa. Em termos de comparação, os ossos mais recentes são de 45 mil anos atrás. 

 

“Há décadas temos tentado descobrir o que aconteceu no passado”, disse Rasmus Nielse, geneticista da Universidade da Califórnia, Berkeley, nos Estados Unidos, em entrevista ao The New York Times. “E agora temos um estudo que é quase uma máquina do tempo.”

 

Nielse se refere ao uso de DNA de esqueletos antigos. A partir deles é possível saber, além dos impactos da agricultura nos humanos, a origem do genoma dos europeus contemporâneos. Para realizar o estudo em questão, publicado na Nature na última segunda-feira (23), o geneticista David Reich, da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, e sua equipe analisaram os genomas de 230 europeus que viveram entre 8,5 mil e 2,3 mil anos atrás. Os cientistas compararam esses genes com o de humanos vivos atualmente. 

 

A pesquisa sugere que, antes da revolução agrícola, a Europa era composta por populações de caçadores e coletores. Isso mudou com a chegada de um novo povo, cujo DNA lembra o das pessoas do Oriente Médio – tudo indica que eles trouxeram as técnicas de agricultura consigo ao chegar na região.

Por meio da pesquisa, foi possível desmentir alguns boatos que corriam há anos, como o de que os europeus passaram a beber leite a partir do momento em que começaram a criar gado, por exemplo. De acordo com Reich, o gene LCT, relacionado à digestão do leite, de fato se tornou mais comum do que era antes na Europa com a introdução da agricultura, mas ele só começou a aparecer com frequência há somente 4 mil anos. 

 

O estudo permitiu que os pesquisadores mapeassem as mudanças na cor da pele dos europeus. Há 9 mil anos os coletores e caçadores que viviam na Europa tinham origem africana e possuíam pele escura. Os agricultores que chegaram na região em seguida tinham a tez mais clara, o que se reforçou com um gene variante que surgiu anos depois. 

Por fim, os cientistas revelaram que após o advento da agricultura, os europeus ficaram mais baixos, principalmente no sul do continente. 

 

 

*Com supervisão de André Jorge de Oliveira

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