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Museu de Arqueologia da UNEMAT

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Museu de Arqueologia da Unemat

Criado através da Resolução 036/04, de 16 de dezembro de 2004, o espaço abriga o Centro de Pesquisa e Museu de Arqueologia, Etnografia, Paleontologia e Espeleologia, na cidade de Cáceres. O museu foi construído com recursos de compensação ambiental da Gás Ocidente de Mato Grosso. Parte do acervo etnográfico foi doado pela Conferência Ameríndia realizada em Cuiabá em 1989.
O acervo é composto por arte plumária, artefatos de cerâmica e materiais bélicos. O acervo arqueológico é em parte resultado das escavações do gasoduto Brasil-Bolívia, e, também resultado de escavações em sítios arqueológicos na região do Alto Paraguai e revelam rituais de sepultamento de comunidades que habitavam a região acerca de mil anos. A maioria das peças, entre adornos, anexos e urnas funerários, foram coletadas em escavações nos sítios arqueológicos de Jatobá e Índio Grande, localizados rio abaixo, a 240 km de Cáceres.
Os projetos foram desenvolvidos em parcerias entre a UNEMAT-Universidade de Mato Grosso, Instituto de Patrimônio Histórico Artístico Nacional, (IPHAN) e Universidade do Estado do Rio de Janeiro, tendo entre os apoiadores financeiros a Fundação de Amparo a Pesquisa de Mato Grosso, Fapemat. Compõe também o acervo, peças de sítios arqueológicos localizados nos municípios de Indiavaí, (MT) e Unaí (Minas Gerais) doados pela empresa Griphus Consultoria Cultural (com assessoria da Unemat).
www.unemat.br

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Estudo publicado analisou cerca de 230 genomas

Impactos do desenvolvimento

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Isabela Moreira 

 

Pela primeira vez cientistas analisaram o DNA de humanos que viveram antes, durante e depois da revolução agrícola, ocorrida há cerca de 8,5 mil anos. O objetivo é simples:  dos nossos ancestrais de forma a entender como essas alterações influenciaram a sociedade ao longo dos séculos. Até então, os únicos materiais de estudo dos pesquisadores eram ossos e restos físicos da história da Europa. Em termos de comparação, os ossos mais recentes são de 45 mil anos atrás. 

 

“Há décadas temos tentado descobrir o que aconteceu no passado”, disse Rasmus Nielse, geneticista da Universidade da Califórnia, Berkeley, nos Estados Unidos, em entrevista ao The New York Times. “E agora temos um estudo que é quase uma máquina do tempo.”

 

Nielse se refere ao uso de DNA de esqueletos antigos. A partir deles é possível saber, além dos impactos da agricultura nos humanos, a origem do genoma dos europeus contemporâneos. Para realizar o estudo em questão, publicado na Nature na última segunda-feira (23), o geneticista David Reich, da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, e sua equipe analisaram os genomas de 230 europeus que viveram entre 8,5 mil e 2,3 mil anos atrás. Os cientistas compararam esses genes com o de humanos vivos atualmente. 

 

A pesquisa sugere que, antes da revolução agrícola, a Europa era composta por populações de caçadores e coletores. Isso mudou com a chegada de um novo povo, cujo DNA lembra o das pessoas do Oriente Médio – tudo indica que eles trouxeram as técnicas de agricultura consigo ao chegar na região.

Por meio da pesquisa, foi possível desmentir alguns boatos que corriam há anos, como o de que os europeus passaram a beber leite a partir do momento em que começaram a criar gado, por exemplo. De acordo com Reich, o gene LCT, relacionado à digestão do leite, de fato se tornou mais comum do que era antes na Europa com a introdução da agricultura, mas ele só começou a aparecer com frequência há somente 4 mil anos. 

 

O estudo permitiu que os pesquisadores mapeassem as mudanças na cor da pele dos europeus. Há 9 mil anos os coletores e caçadores que viviam na Europa tinham origem africana e possuíam pele escura. Os agricultores que chegaram na região em seguida tinham a tez mais clara, o que se reforçou com um gene variante que surgiu anos depois. 

Por fim, os cientistas revelaram que após o advento da agricultura, os europeus ficaram mais baixos, principalmente no sul do continente. 

 

 

*Com supervisão de André Jorge de Oliveira

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