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Mulheres relatam experiências ao viajarem sozinhas de motorhome

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Motorhome de Gilka Ribas
Motorhome de Gilka Ribas

 

Para as mulheres, viajar sozinha era um tabu e poucas se arriscavam. Porém, atualmente, com o mercado de motorhomes, houve um aumento de procura por parte delas e agora querem adquirir seu próprio veículo e realizar suas viagens.

De acordo com a Estrella Mobil, marca especializada em projetar e fabricar motorhomes, as mulheres já são cerca de 30% do total da lista de compradores oficiais, representando um aumento de 20% em comparação ao início do ano passado.

Gilka Reinert Ribas, de 60 anos, foi uma dessas mulheres corajosas que decidiu viajar com um veículo-casa, saindo muitas vezes do interior de São Paulo para Santa Catarina. A aposentada, que trabalhou 20 anos com inspeções internacionais em vigilância sanitária, explica que quando se divorciou e recebeu a aposentadoria por tempo de serviço, após ter passado por um transplante renal e câncer de mama, fez uma escolha que mudou sua vida: adquiriu um motorhome.

No início, porém, ela queria reformar seu apartamento, que já estava até com arquiteta pronta para começar as obras, quando percebeu que a vontade do seu coração era outra: queria mesmo era uma vida mais livre. Foi assim que Ribas decidiu comprar uma Kombi e reforma-lá para virar um motorhome, que recebeu o nome de Malvina, em homenagem à avó.

 

Motorhome de Gilka Ribas. Foto: Arquivo pessoal

 

Motorhome de Gilka Ribas. Foto: Arquivo pessoal

 

Motorhome de Gilka Ribas. Foto: Arquivo pessoal

 

Motorhome de Gilka Ribas. Foto: Arquivo pessoal

 

Motorhome de Gilka Ribas. Foto: Arquivo pessoal

 

Motorhome de Heloísa Velloso. Foto: Arquivo pessoal

 

Motorhome de Heloísa Velloso. Foto: Arquivo pessoal

 

Motorhome de Heloísa Velloso. Foto: Arquivo pessoal

 

Motorhome de Gilka Ribas. Foto: Reprodução/Estrella Mobil Motorhomes

 

Merlin, no motorhome de Heloísa Velloso. Foto: Arquivo pessoal

 

Motorhome de Heloísa Velloso. Foto: Reprodução/Estrella Mobil Motorhomes

 

Merlin, no motorhome de Heloísa Velloso. Foto: Arquivo pessoal

 

Motorhome de Gilka Ribas. Foto: Reprodução/Estrella Mobil Motorhomes

Para ela, todas as viagens são marcantes porque a pessoa tem a opção de escolher para onde quer ir antes de viajar, mas cita uma que a marcou: “Foi em uma ida à Praia do Rosa, em Santa Catarina, com um casal de amigos em outra Kombi que foi bastante especial”.

Assim como Gilka, a empresária da área de hospitalidade Heloísa Mader Velloso, de 56 anos, também foi atrás do sonho de conseguir o próprio motorhome. Ela conta que quando trabalhava na Flórida, nos Estados Unidos, fez sua primeira viagem e teve a certeza de que era isso que queria para a vida. Em suas viagens ela sempre está acompanhada do gato dela, chamado Merlim. A paixão pelo tipo de veículo fica ainda mais explícita ao viajar para o exterior, pois conta que “no Brasil está o meu motorhome e na Flórida eu aluguei um, o que me dá a certeza de ter meu próprio ao retornar”.

A viagem de motorhome mais marcante para ela foi na Flórida. “Chegando ao RV Park (um camping para trailers e motorhomes), o viajante que estava na vaga ao lado e outros que passavam pararam para me ajudar a estacionar e dar boas-vindas”. Ela conta ainda que este é um comportamento do viajante de motorhome onde estiver: um espírito comunitário e hospitaleiro que traduzem este movimento.

Vantagens e perigos de um motorhome

Ambas apontam que não enxergam desvantagens ao viajar em motorhome. Heloísa cita que as maiores vantagens para ela são que, desde o percurso até o destino, tudo é uma verdadeira descoberta. A liberdade de cumprir ou mudar de planos de acordo com o trajeto, e ter um carro que abriga uma casa proporciona conforto, segurança e conveniência.

Os benefícios para Gilka de viver como nômade pelas estradas afora são total liberdade, desprendimento e poder levar a casa para onde quiser e conhecer lugares e pessoas com espírito bom.

Heloísa se posiciona acerca do perigo de viajar e conta que não há perigo, pois todas as providências para a segurança do motorhome foram tomadas pela empresa. “Quanto à minha segurança, eu poderia estar em risco em qualquer hotel de luxo pelo mundo. Não penso no perigo que é um impeditivo da minha ousadia”, declara.

Já Gilka explica que, com a pandemia, as viagens foram reduzidas e, por esse motivo, não sofreu nenhum perigo, mas adiciona que com o tempo aprendeu a evitar riscos.

Dicas para mulheres viajantes

Ribas dá algumas dicas importante para as novas possíveis viajantes: para ela, é importante ter um carro seguro, aprender a lidar com ele e escolher bem onde parar. “Acredito que, como em qualquer lugar, você precisa escolher um bom veículo e uma excelente empresa para adaptá-lo e lembrar que sendo mulher encontrará algumas dificuldades com oficinas. É preciso achar pessoas de confiança para reparos futuros”, recomenda.

Velloso também finaliza aconselhando que, para as mulheres têm o desejo de viajar, é preciso que “sigam com confiança, conquistem seu espaço e realizem seus projetos”.

Fonte: IG Turismo

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Museu subaquático em Cannes une arte e preservação da vida marinha

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Cannes Underwater Eco-Museum (Ecomuseu Subaquático de Cannes, em português)
Fotos de @jasondecairestaylor

Cannes Underwater Eco-Museum (Ecomuseu Subaquático de Cannes, em português)

O Cannes Underwater Eco-Museum (Ecomuseu Subaquático de Cannes, em português) , foi inaugurado em Cannes, França, em fevereiro de 2021. Financiado pela Mairie de Cannes e encomendado pelo prefeito, David Lisnard, o projeto levou mais de quatro anos para ser finalizado. 

Jason deCaires Taylor é o artista à frente das peças que ficam submersas no mar. O Ecomuseu Subaquático se torna o primeiro lugar que as suas obras são instaladas no Mar Mediterrâneo, apresentando uma série de seis retratos monumentais , cada um com mais de 2 m de altura e 10 toneladas de peso.

As estátuas ficam localizadas perto da ilha de Sainte-Marguerite , uma das ilhas Lérins, ao largo da costa de Cannes. As obras são colocadas a uma profundidade entre 2 e 3 metros, e descansam em áreas de areia branca, entre os prados de gramíneas marinhas posidonias oscilantes na parte sul protegida da ilha, atmosfera característica dos mares.

A pouca profundidade e a proximidade com a costa tornam o local facilmente acessível , e as águas cristalinas proporcionam condições ideais para a prática de Esnórquel (prática de mergulho em águas rasas com o objetivo de recreação, relaxamento e lazer).

Inaugurado em um contexto de pandemia, este é o único museu que você pode acessar de forma socialmente distante, usando uma máscara de mergulho sobre os olhos em vez de uma máscara sobre a boca.

Os seis trabalhos colocados na água são baseados em retratos de membros locais da comunidade , abrangendo uma gama de idades e profissões, por exemplo, Maurice, um pescador local de 80 anos e Anouk, um aluno de nove anos da escola primária.

Cada rosto foi significativamente aumentado e secionado em duas partes, a parte externa se assemelha a uma máscara. O tema das máscaras se conecta com a história da Île Sainte Marguerite, bem conhecido como o local onde o Homem com a Máscara de Ferro foi aprisionado pelo rei Luís 14 no século 17.

“A máscara também é uma metáfora para o oceano: de um lado, ela mostra força e resiliência; do outro, fragilidade e decadência. Da terra, observamos a superfície, calma e serena, ou poderosa e majestosa, no entanto, abaixo da superfície está um ecossistema frágil e perfeitamente equilibrado, um que tem sido continuamente degradado e poluído ao longo dos anos pela atividade humana”, argumenta o artista em seu site.

Antes das peças serem colocadas no mar, a localização das esculturas era em uma área de infraestrutura marítima em desuso.

Além disso, o projeto realizou uma limpeza significativa do local, removendo destroços marinhos como motores antigos e tubulações para criar um espaço para a instalação das obras de arte que foram especificamente projetadas, usando materiais de Ph neutro e aço inoxidável 316 , para atrair a fauna e flora marinhas, ajudando a área a rejuvenescer e florescer. A cada temporada, o museu vai ganhando novas formas e texturas, de acordo com a evolução de algas e outros seres marinhos no local. 

O local agora foi isolado de barcos, tornando-o seguro para mergulhadores e evitando danos por âncoras aos prados de ervas marinhas, área de habitat vital referida como os pulmões do oceano para a vasta quantidade de oxigênio que produz.

Como todos os seus projetos, Jason pretende chamar a atenção para o mar como uma biosfera frágil em urgente necessidade de proteção. Isso porque o artista tem outros museus subaquáticos de sua autoria espalhados pelo mundo, como o Museu de Arte Subaquática (Musa) , no México; Parque de Esculturas Submarinas de Molinere , em Granada; Museu Atlântico , na Espanha; Museu de Escultura Subaquática Ayia Napa (Musan) , no Chipre e o Museu de Arte Subaquática (Moua) , na Austrália. Além de outras instalações solos relacionadas ao ambiente aquático.

Para visitar o museu, é preciso de uma máscara de esnórquel, caso contrário não verá muito. Mas se não tiver, pode encontrá-los nos supermercados ou nas lojas próximas da região.

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Fonte: IG Turismo

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