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MP com novo programa social sai no início de agosto, diz ministro

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Uma medida provisória com a reestruturação dos programas sociais do governo, que devem ser unificados num único programa, será publicada no início de agosto, afirmou hoje (28) o ministro da Cidadania, João Roma.

Mesmo com a publicação da reformulação, contudo, um valor médio para os pagamentos do novo programa de transferência de renda do governo ainda não foi definido.

“A questão do ticket médio e do valor desse programa será eventualmente tratado com a área econômica mais à frente”, disse João Roma. “Pretendemos que esse valor seja o máximo possível”, acrescentou.

Nesse primeiro momento, devem ser promovidas mudanças operacionais para o funcionamento do novo programa. “Existe toda uma operacionalização que precisa ser feita, fazer ajustes com Dataprev, com a Caixa Econômica Federal”, disse o ministro.

Roma já havia dito, no início do mês, que os primeiros pagamentos do novo programa de transferência de renda devem ocorrer em novembro, após o fim do auxílio emergencial.

O novo programa deve englobar, além do Bolsa Família, o programa nacional de aquisição de alimentos e iniciativas de capacitação e microcrédito, disse Roma, após ser questionado por jornalistas sobre quais programas seriam unificados. “Será um programa único”, afirmou o ministro.

As declarações foram dadas após reunião de Roma com o ministro da Economia, Paulo Guedes, que disse que o novo programa será custeado com recursos já disponíveis no Orçamento.

“Os programas sociais estão sendo feitos dentro da responsabilidade fiscal, com respeito ao teto”, disse Guedes. Ele afirmou que a reforma tributária proposta pelo governo também deve promover distribuição de renda, ao cobrar imposto sobre os dividendos das empresas.

A reforma do Imposto de Renda proposta pelo governo prevê o pagamento de 20% sobre o valor distribuído por empresas aos acionistas. Nesta quarta-feira (28), Guedes afirmou, contudo, que as empresas que aderiram ao Simples devem ficar de fora da regra. 

Edição: Lílian Beraldo

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Petróleo Brent atinge maior valor em três anos e pressiona Petrobras

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Petróleo Brent atinge maior valor em três anos e pressiona Petrobras
Fernanda Capelli

Petróleo Brent atinge maior valor em três anos e pressiona Petrobras

Os preços do petróleo voltaram a subir no mercado internacional nesta terça-feira. A cotação do barril de petróleo tipo Brent, referência global, ultrapassou a marca de US$ 80 dólares, alcançando o maior valor em três anos. O do tipo WTI também subiu. As altas ocorrem em um cenário de preocupações com o fornecimento global de energia.

Por volta de 09h50, no horário de Brasília, o contrato de novembro do petróleo Brent subia 0,44%, cotado a US$ 79,88, o barril, após ter atingido a marca de US$ 80,05.

Já o do tipo WTI para o mesmo mês avançava 0,69%, negociado a US$ 75,97, o barril, após já ter superado a marca dos US$76.

Por conta da política de preços de paridade internacional, a Petrobras reajusta o preço dos combustível em razão da alta no mercado internacional. O resultado das bolsas mundiais tende a impactar a venda no Brasil.

O petróleo se recuperou das quedas vistas no ano passado em meio a restrições recordes na produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (Opep+) por causa da pandemia. Mas a recuperação econômica global impulsionou a demanda de uma forma superior à oferta disponível.

Segundo o Goldman Sachs, os preços podem chegar a US$ 90 este ano.

A OPEP + pode até mesmo precisar considerar o aumento da produção em mais do que seu plano atual de 400 mil barris por dia por mês, disse Chris Bake, chefe de originação do Vitol Group, o maior comerciante independente de petróleo do mundo, em um webinar.

O salto para US $ 80 também ocorre em um contexto de pressão inflacionária à economia global e com os preços das commodities energéticas disparando. O gás natural, as licenças de carbono e a energia na Europa atingiram novos recordes na terça-feira, com poucos sinais de desaceleração do rali.

Os preços de referência europeus do gás para entrega no próximo mês subiram outros 10 por cento, o que significa que os custos dobraram desde meados de agosto

“Não estamos olhando apenas para o Reino Unido e a Europa, mas também para uma potencial crise de energia global que se aproxima no inverno”, disse Robert Rennie, chefe global de estratégia de mercado da Westpac.

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