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Mourão diz que ‘falha na comunicação’ foi principal erro do governo na pandemia

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Hamilton Mourão avalia que a falha na comunicação foi principal erro do governo federal na condução da pandemia
Marcos Corrêa/PR

Hamilton Mourão avalia que a falha na comunicação foi principal erro do governo federal na condução da pandemia

Apesar de elogiar a postura do governo Bolsonaro na pandemia, o vice-presidente, Hamilton Mourão , criticou o Planalto pelas escolhas no enfrentamento ao novo coronavírus. Mourão admitiu que o “maior erro” do governo foi não ter feito uma campanha “firme” para orientar a população sobre a Covid-19. As declarações foram feitas durante entrevista ao programa Roberto D’Avila, da Globonews, na noite dessa terça-feira, e reproduzidas pelo site G1.

Além da pandemia, Mourão também foi questionado, durante a entrevista, sobre o envolvimento dos militares com a política e, ainda, as polêmicas na área do meio ambiente.

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“Eu vou dizer para ti qual é o nosso maior erro, na minha visão: a questão de comunicação desde o ano passado. De campanhas de esclarecimento à população. Acho que esse foi o grande erro, uma campanha de esclarecimento firme, como tivemos no passado, de outras vacinas, mas uma campanha de esclarecimento da população sobre a realidade da doença, orientações o tempo todo para a população. Eu acho que isso teria sido um trabalho eficiente do nosso governo”, declarou.

Mourão evitou críticas diretas ao presidente Bolsonaro, que desde o início da pandemia condenou o uso de máscaras, o distanciamento social, além de fazer propaganda da cloroquina, um medicamentos comprovadamente sem efeito contra a Covid.

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“O presidente tem a visão dele. Eu não coloco nas costas do presidente essas coisas que têm acontecido. Não é tudo nas costas dele. Cada um tem a sua parcela de erro nesse pacote todo aí. É um país desigual: desigual regionalmente e desigual socioeconomicamente. É um país continental”, afirmou.

Militares na política

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Se Mourão ensaiou uma espécie de mea culpa do governo ao analisar as ações na pandemia, preferiu sair pela tangente sobre outros assuntos delicados. No caso do envolvimento de integrantes das Forças Armadas diretamente no governo, o vice-presidente classificou como “missão constitucional”.

“Eles (militares) estão com a visão de que tem que estar voltado para suas ações de defesa da pátria. Garantir defesa da ordem quando acionados”.

Mourão também fez afagos ao ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que recentemente estave envolvido numa polêmica, após ter participado de um evento político ao lado do presidente. General da ativa, pelas normas militares Pazuello não poderia fazer parte do evento. Após pressão de Bolsonaro, o Exército decidiu não punir Pazuello e, de quebra, ainda estabeleceu sigilo do processo por 100 anos.

“Pazuello, eu conheço, tenho apreço, me ajudou em momentos difíceis. O Pazuello deveria ter compreendido que estava em função política (ao ocupar o ministério), já tinha atingindo o patamar mais elevado (na hierarquia do Exército) e era hora de ir para a reserva. Teria mais liberdade de manobra para trabalhar. É o ponto focal da questão”, desconversou.


Também questionado sobre as ações polêmicas do ministro Ricardo Salles no Meio Ambiente, Mourão procurou enfatizar mais seu papel no Conselho Nacional da amazônia Legal: “Trabalhar com pessoas não é simples. […] A função que tenho no conselho é para criar sinergia. Palavra-chave é ‘cooperação’. Compete a mim fazer trabalho de conhecimento, dizer: ‘Vamos agir da forma correta'”.

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Polícia desarticula quadrilha responsável por contrabando de 1 tonelada de ouro

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Ouro apreendido pela Polícia Federal
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Ouro apreendido pela Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) está investigando uma quadrilha que, segundo estimativa da corporação, entre 2017 e 2019, contrabandeou mais de uma tonelada de ouro retirada de garimpos ilegais do Norte do Brasil. O esquema contava com a participação de um agente da PF que trabalhava em um aeroporto e ajudava no embarque ilegal do produto. Nesta terça-feira, agentes da PF e homens da Receita Federal deflagraram uma operação e prenderam três pessoas do bando.

Na casa de um dos presos, a polícia apreendeu mais de R$ 200 mil em dinheiro.

Um quarto integrante da quadrilha continua sendo procurado. As prisões aconteceram em São Paulo. Foram cumpridos ainda 21 mandados de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro, Angra dos Reis, São Paulo, São José do Rio Preto(SP), Piracicaba(SP), Mirassol(SP), e em Belo Horizonte, Minas Gerais. Batizada de Operação Ruta 79 (rota em italiano e o número uma referência à posição do elemento químico ouro na tabela periódica), a ação contou com 120 agentes da PF, além de homens da Receita Federal. Segundo a PF, a investigação começou com a prisão de um agente da corporação. Ele ajudava na passagem do ouro ilegal da área pública para a área restrita do aeroporto, viabilizando crimes de contrabando e descaminho. Durante as investigações,foram apreendidos cerca de 17,778 kg de ouro e joias avaliadas em mais de um milhão de dólares.

De acordo com a PF, a quadrilha usava “mulas”, pessoas aliciadas para realizar o transporte ilegal do ouro, para levar o metal à Itália, com uso de documentação falsa de fictícias empresas sediadas no Paraguai.

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Nova modalidade: Entregadores de aplicativos de delivery são suspeitos de ‘golpe da maquininha’ em clientes no Rio Ainda segundo a PF, o bando também usava mulas para trazer clandestinamente para o Brasil joias adquiridas na Ásia e nos Estados Unidos.

Em fevereiro de 2020, os agentes apreenderam 16 quilos de ouro que estava sendo desembarcado clandestinamente em um aeroporto brasileiro e que havia sido embarcado no Panamá. Segundo a polícia, os investigados vão responder por crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa, contrabando, descaminho e receptação.

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