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Morte de 3 crianças e morcego infectado em Lucas do Rio Verde chama atenção para a raiva

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

Mato Grosso já registrou 25 focos de raiva em bovinos no primeiro quadrimestre de 2022 e confirmou nesta terça-feira (10.05) ocorrência da doença em um morcego em Lucas do Rio Verde (350 km de Cuiabá).

A raiva é uma zoonose (doença que passa dos animais ao homem e vice-versa) transmitida por um vírus mortal tanto para o homem como para o animal. Envolve o sistema nervoso central, levando à morte rapidamente.

Mais comum no gado e em cavalos, são raros os casos de infecção em morcegos. Segundo dados do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT), foram 4 casos nos últimos 10 anos.

A maior preocupação é que a raiva voltou a ser um dos assuntos mais comentados da área da saúde no último mês por causa da morte de 3 crianças na área rural do município mineiro de Bertópolis, em Minas Gerais.

A primeira morte foi de um menino de 12 anos no dia 4 de abril. O segundo caso confirmado da doença foi de uma menina, também de 12 anos, notificado no dia 5 de abril. A confirmação laboratorial foi no dia 19. A confirmação do terceiro caso suspeito foi no dia 26, em um menino de 5 anos que foi a óbito no dia 17 último, data em que a doença foi notificada.

Em Lucas ainda não havia registro de raiva em morcego, mas houve um caso positivo de raiva em bovino no ano de 2019.  Em 2021, o estado teve 27 focos em 12 meses. A Vigilância Sanitária de Lucas do Rio Verde emitiu um alerta epidemiológico após a confirmação da doença no mamífero voador.

Os morcegos são animais com hábitos noturnos, mas o que chamou a atenção em Lucas do Rio Verde é que o morcego foi encontrado durante o dia, tentando morder um animal doméstico.

Os morcegos são animais capazes de carregar uma enorme quantidade de vírus, bactérias e parasitas e transmitir para as pessoas e outros animais, principalmente os bovinos.

A raiva é transmitida quando a saliva do animal infectado entra em contato com a pele lesionada ou mucosa, por meio de mordida, arranhão ou lambedura do animal.

No caso (raro) de uma mordida de morcego infectado a uma pessoa, o tempo entre a infecção e o aparecimento dos sintomas pode variar de 30 a 50 dias.

Inicialmente os sintomas da raiva humana são leves, podendo ser confundido com outras infecções já que há sensação de mal estar e febre, por exemplo. No entanto, os sintomas podem progredir rapidamente, podendo haver depressão, paralisia de membros inferiores, agitação excessiva e aumento da produção de saliva devido aos espasmos dos músculos da garganta, o que pode ser bastante doloroso. Conheça outros sintomas de raiva humana.

Caso a pessoa tenha sido mordida por um morcego, é importante ir imediatamente para o pronto-socorro mais próximo para que a ferida seja higienizada e seja avaliada a necessidade de tomar a vacina contra a raiva.

A doença é fatal na grande maioria dos casos.

Com a confirmação do caso de Lucas, a Secretaria alerta sobre os cuidados que precisam ser tomados:

É importante que cães e gatos domiciliados estejam vacinados contra a raiva;
Se encontrar um morcego, não toque no animal e nem deixe que outras pessoas ou animais se aproximem;
Isole o morcego em um recipiente para evitar fugas e utilize baldes ou caixas;
Após isso, é preciso entrar em contato com a Vigilância Sanitária.

Prevenção:

– levar os animais domésticos para serem vacinados contra a raiva, anualmente;
– procurar sempre o Serviço de Saúde, no caso de agressão por animais;
– manter seu animal em observação se ele agredir alguém;
– não deixar o animal solto na rua e usar coleira/guia no cão ao sair.

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Saúde da mulher precisa de atenção e cuidados especiais

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Inauguração da unidade móvel de Saúde da Mulher da Santa Casa

Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

O Dia Internacional de Ação Pela Saúde da Mulher, que será comemorado neste sábado (28.05)  foi definido no IV Encontro Internacional Mulher e Saúde que ocorreu em 1984, na Holanda, durante o Tribunal Internacional de Denúncia e Violação dos Direitos Reprodutivos.

A data reacende a discussão sobre a defesa do pleno exercício dos direitos sexuais e dos direitos reprodutivos das mulheres e foi referendada também pela Organização Mundial de Saúde (OMS) visando conscientizar a sociedade acerca dos diversos problemas de saúde e distúrbios comuns na vida das mulheres e lembrar a necessidade de melhores condições de vida, no trabalho, em casa, em sociedade, sobretudo, para que a vida das mulheres não esteja sempre em maior vulnerabilidade.

Quase 70% de todas as pessoas que utilizam o Sistema Único de Saúde (SUS) são mulheres, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE. Isso reforça como o bem-estar, a qualidade de vida e a segurança delas merecem atenção, sendo fatores prioritários na rotina dos profissionais de saúde e das próprias pacientes.

A saúde da mulher exige cuidados muito próprios, que são indispensáveis para manter uma vida mais plena e livre de riscos. Os principais incluem:

  • Realização periódica de exames preventivos, principalmente contra o câncer de colo de útero a partir dos 25 anos de idade e contra o câncer de mama depois dos 50 anos;
  • Priorização da saúde mental, para evitar transtornos psicológicos (que explico melhor no item sobre burnout) e até para combater situações de vulnerabilidade (como possíveis pressões, negligências e até abusos);
  • Métodos contraceptivos, que podem ser diversos (DIU, pílula, camisinha, etc.) e demandam plena conscientização para evitar gestações indesejadas sem comprometer o bem-estar e a saúde;
  • Consultas ginecológicas, voltadas à prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, aos próprios métodos contraceptivos citados acima, aos cuidados próprios do sistema reprodutor feminino, à conscientização sobre abusos na juventude, entre outros aspectos igualmente importantes;
  • Assistência gestacional, com cuidados ligados às mudanças no organismo da mulher e à segurança do bebê durante a gravidez, por meio de uma assistência plena e humanizada;
  • Atenção à menopausa, que pode gerar alterações hormonais significativas, que devem ser assistidas para não afetar a qualidade de vida (fator que também me aprofundo neste artigo, no item sobre mudanças na saúde da mulher);
  • Estilo saudável de vida, que inclui a prática regular de exercícios, uma boa conduta nutricional, o auto cuidado, prevenção de doenças, saúde mental, entre outros aspectos decisivos (que também são cuidados importantes para os homens, mas podem fazer ainda mais diferença diante das particularidades ligadas à saúde da mulher).

Seja na prevenção de doenças, na conscientização sobre seu corpo, no combate a questões sociais, entre outros aspectos semelhantes, a saúde da mulher deve ser um compromisso de toda a sociedade.

 

 

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