AGRO & NEGÓCIO

Moringa Oleifera é tema de palestra em feira de Caprinos na Paraíba

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O pesquisador da Embrapa Pantanal, Frederico Olivieri Lisita, ministrou uma palestra sobre Moringa Oleifera durante a 1ª Caprifeira, ocorrida no início de maio no município de Barra de Santa Rosa, localizado na Paraíba.

Com o tema “O uso da moringa na nutrição de ruminantes”, durante sua apresentação Lisita destacou tópicos como as possibilidades de uso da planta, seus sistemas de cultivo e as alternativas para sua inclusão nos sistemas de alimentação animal. Segundo a organização do evento, a palestra teve como principal objetivo dar maior visibilidade à cadeia produtiva da caprinocultura.

O pesquisador explica que a planta, originária da Índia, se adaptou muito bem a diversas regiões do país, inclusive em locais ondem ocorrem longos períodos de estiagem, que é o caso do semiárido nordestino.  “Com altos teores de proteína nas folhas ela é uma ótima alternativa para alimentação de animais, incluindo os caprinos. Ela pode ser fornecida em natura ou em forma de feno ou misturada a ração: a gente colhe talos finos e folhas, tritura e deixa secar ao sol para incluir na ração. Ela vai substituir, em parte, o farelo de soja por ser uma forrageira proteica. Esta é uma alternativa interessante para locais onde ocorre períodos de estiagem: pode-se fazer o feno no período em que ocorrem as chuvas em que existe abundância de folhas na planta, armazenar e fornecer para os animais nos pedidos de pouca oferta de alimentos, por conta da seca”, afirma.

Frederico ressalta as qualidades da moringa, cuja proteína se assemelha muito à de origem animal. “Ela é considerada um alimento de alto valor muito rico em ferro e cálcio também. Temos diversas literaturas da utilização desta planta para alimentação de caprinos, sem interferir no sabor da carne nem do leite. Inclusive há registros de um aumento de macieiz na carne destes animais”, detalhou o pesquisador.

A 1ª Caprifeira é uma realização da Prefeitura de Barra de Santa Rosa, e contou com o apoio apoio do Sebrae da Paraíba. Em sua primeira edição, a feira de negócios a contou com exposição e comercialização de animais, concurso leiteiro e premiações, além de uma feira de artesanato e de produtos da agricultura familiar.

Fonte: Embrapa

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AGRO & NEGÓCIO

Congresso abordará o uso de forrageiras para melhoria de sistemas produtivos de grãos

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O uso de consórcios de plantas forrageiras como forma de melhorar a eficiência dos sistemas produtivos de grãos será tema de uma das palestras do XXXIII Congresso Nacional de Milho e Sorgo, que será realizado de 12 a 15 de setembro em Sete Lagoas (MG). O evento ocorrerá de forma híbrida, sendo presencial para convidados e on-line para os inscritos.

Apresentada pelo pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril Flávio Wruck, a palestra mostrará resultados de pesquisas com consórcios de segunda safra testados em Mato Grosso. Entre os destaques estão benefícios como a maior ciclagem de nutrientes, acúmulo de matéria orgânica e redução da compactação do solo.

De acordo com o pesquisador, para um bom plantio direto na palha são necessárias ao menos cinco toneladas de matéria seca por hectare. As pesquisas conduzidas pelas equipes da Embrapa e da Universidade Federal de Mato Grosso – campus Sinop – mostraram acúmulos superiores a 14 toneladas de matéria seca por hectare em consórcios de braquiária Paiaguás com nabo forrageiro ou em consórcios múltiplos, com até seis espécies.

Outro benefício dos consórcios está no estoque de carbono orgânico no solo. Resultados que serão apresentados indicam acúmulo de até 600 kg/ha com uso de consórcios, enquanto na testemunha com sucessão soja-algodão foi registrada uma perda de 600kg/ha.

Os resultados que serão apresentados indicarão também os benefícios da ciclagem de nutrientes, chegando a 340kg/ha de potássio disponível na palhada de consórcio com nabo forrageiro e acima de 150kg/ha de nitrogênio na palhada do consórcio de braquiária com crotalária e no sêxtuplo.

Entre os consórcios usados e que serão detalhados na palestra estão alternativas já lançadas, como o Sistema Gravataí, que consorcia braquiária com feijão-caupi, e opções em fase final de validação. Entre os exemplos estão os consórcios de capim como crotalárias, nabo forrageiro, trigo mourisco, níger ou feijão-guandu e ainda consórcios múltiplos com até seis dessas espécies juntas.

A palestra “Potencialidades e uso das forrageiras como alternativas para melhoria da eficiência dos sistemas de produção de grãos” será realizada no dia 15 de setembro, no Painel IX, sobre intensificação agropecuária sustentável. Moderado por Claudinei Kappes, da NemaBio, o Painel contará ainda com palestras sobre o Sistema Antecipe, com o pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo Décio Karam, e sobre sistemas alternativos de consórcios para melhoria da eficiência dos cultivos para usinas flex, apresentada pelo pesquisador da Embrapa Cerrados Kleberson de Souza.

Inscrições

As inscrições para o XXXIII Congresso Nacional de Milho e Sorgo podem ser feitas no site do evento no endereço www.abms.org.br/cnms/ até o dia 10 de setembro. O valor varia de R$ 100 para estudantes de graduação à R$ 280 para profissionais não associados à Associação Brasileira de Milho e Sorgo.

O Congresso Nacional de Milho e Sorgo é um evento técnico-científico, realizado a cada dois anos pela Associação Brasileira de Milho e Sorgo (ABMS). Nesta edição, a organizadora é a Embrapa Milho e Sorgo, com o tema “Brasil: 200 anos de independência – Sustentabilidade e desafios para a cadeia produtiva de grãos”.

Fonte: Embrapa

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