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Moraes manda PGR opinar sobre caso de Daniel Silveira antes de analisar soltura

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Deputado Daniel Silveira (PSL) e Alexandre de Moraes. ministro do Supremo
Montagem iG

Deputado Daniel Silveira (PSL) e Alexandre de Moraes. ministro do Supremo

 O ministro do Supremo Tribunal Federal ( STF ), Alexandre de Moraes, determinou nesta terça-feira (23) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste novamente sobre os crimes cometidos pelo  deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) antes de analisar o pedido de liberdade provisoria.

“A ocorrência de diversos fatos supervenientes ao oferecimento da denúncia pode gerar reflexos na instrução processual penal”, diz Moraes no despacho.

Na manifestação, a Procuradoria-Geral dirá se acha conveniente que se acrescente novas denúncias pelos fatos cometidos pelo deputado do PSL após sua detenção.

 Após a prisão de Silveira no dia 16, foi aberta outra investigação para apurar sobre os dois celulares encontrados na cela do deputado e também sobre os crimes de desacato e infração de medida sanitária preventiva por se recusar a usar máscara quando foi detido.

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Moraes também cita que a perícia nos celulares do parlamentar, que se recusou a entregar as senhas, já foi iniciada:

“A realização de imediata perícia dos aparelhos apreendidos foi determinada, com solicitação de identificação dos proprietários dos “chips”, transcrição de todos os seus dados e remessa dos laudos para o presente inquérito. Segundo informações da Polícia Federal, o custodiado negou-se a fornecer as senhas de acesso aos aparelhos para a realização do trabalho da equipe de peritos”

Com as informações que chegarem dos aparelhos, o relator do inquérito no STF irá usá-las no novo inquérito, o que pode fazer com que Daniel não tenha sua liberdade provisória concedida.

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Mais querido e menos rejeitado, Lula supera potencial de votos de Bolsonaro

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Ex-presidente Lula supera potencial de votos de Bolsonaro em 2022, diz pesquisa
Lula Marques/Agência PT

Ex-presidente Lula supera potencial de votos de Bolsonaro em 2022, diz pesquisa

Em pesquisa que mede o potencial de voto de dez possíveis candidatos nas eleições presidenciais de 2022, o ex-presidente  Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o único que demonstra ter mais potencial político que o atual presidente,  Jair Bolsonaro (sem partido).

Menos rejeitado e mais querido, o petista está atualmente impedido de concorrer pela Lei da Ficha Limpa , embora busque mudar essa condição judicialmente. De acordo com o levantamento realizado pelo Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec), novo instituto de pesquisa de Márcia Cavallari, ex-Ibope, 50% dos entrevistados disseram que votariam ou poderiam votar em Lula , bem acima do teto de Bolsonaro, 38%. 44% afirmaram que não votariam no petista de jeito nenhum, enquanto 56% jamais votariam pela reeleição do atual presidente.

Os advogados de Lula buscam anular as sentenças que envolvem imóveis em Guarujá e Atibaia , que hoje o impedem de concorrer a cargos eletivos, mas, publicamente, o ex-presidente nega a intenção de se candidatar em 2022.

Vale destacar que a pesquisa do Ipec não calcula um possível cenário em que Lula e Bolsonaro se enfrentem, mas sim o teto e o piso de votos dos dois possíveis candidatos em 2022. As pesquisas de intenção de votos tradicionais simulam possíveis segundos turnos com dois nomes, mas a pesquisa de potencial tem outro objetivo, que é justamente medir a aceitação e a rejeição a determinado nome.

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Em vez de apresentar uma lista de candidatos e pedir que o entrevistado aponte seu preferido, o Ipec cita o nome de cada possível postulante à presidência e pergunta se o eleitor com certeza votaria nele, se poderia votar, se não votaria de jeito nenhum ou se não o conhece o suficiente para responder. A soma das duas primeiras respostas, “votaria com certeza” e “poderia votar” é usada como o potencial de votos.

Lula e Bolsonaro lideram o ranking de potencial de voto para 2022, seguidos pelo ex-juíz e ex-ministro de Bolsonaro, Sérgio Moro  (31%); Luciano Huck  (28%); Fernando Haddad  (27%); Ciro Gomes  (25%); Marina Silva  (21%); Luiz Henrique Mandetta  (15%); João Doria  (15%); e  Guilherme Boulos  (10%).

Marina, Huck, Doria, Ciro e Haddad estão empatados tecnicamente em rejeição com Bolsonaro. Enquanto o presidente não seria votado “de jeito nenhum” por 56%, os possíveis candidatos são rejeitados por, respectivamente, 59%, 57%, 56%, 53% e 52%. Já Moro repete a rejeição de Lula, 50%.

A pesquisa também apura onde os possíveis candidatos têm mais apoio. Bolsonaro encontra mais simpatizantes entre evangélicos (53% de potencial de votos), na região Sul (46%) e na faixa de renda entre dois e cinco salários mínimos (45%).

Para realização do levantamento, o Ipec ouviu 2.002 pessoas em 143 municípios do País entre os dias 19 e 23 de fevereiro. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.

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