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Moradores reclamam que água servida no Rio tem gosto de terra molhada

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Um relatório sobre a qualidade da água servida à população da capital fluminense e de cidades da Baixada Fluminense, divulgado nesta quinta-feira (4) pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), revela que o nível de geosmina na Estação de Tratamento do Guandu está acima do limite, alterando o gosto da água, que, em alguns casos, sai das torneiras com coloração marrom. Os testes foram realizados nos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro e divulgados hoje pela companhia de abastecimento.

O problema começou a aparecer no dia 19 de janeiro deste ano, com a população de vários bairros reclamando da cor escura da água e do gosto de terra molhada que persiste até agora. Apesar de relatórios da Cedae afirmarem, por várias vezes, que os resultados dos testes estavam dentro dos padrões, a população continuava a reclamar diariamente do gosto da água. O problema da geosmina já tinha aparecido no verão do ano passado, causando diversos transtornos a milhões de consumidores.

Geosmina

A geosmina é um composto orgânico produzido por micro-organismos presentes no solo, como bactérias e fungos, ou na água, como as cianobactérias. No solo, a geosmina pode ser liberada após uma chuva breve. É justamente essa liberação que está associada ao que se costuma chamar de cheiro de terra molhada. No ambiente aquático, a liberação da geosmina está associada à alteração do gosto e do odor da água, que causa desconforto para o consumo.

Os padrões estabelecidos pela Portaria 2.914 do Ministério da Saúde, indicam que o nível máximo de gosto da água fique no grau 6 (fraco ou moderado). O monitoramento, no entanto, apontou grau 8 (moderado) em dezenas de bairros da cidade, conforme aponta o relatório.

Investigação

No início da semana, o Ministério Público e a Defensoria Pública do Rio de Janeiro abriram investigação sobre a situação da água distribuída no estado. Os dois órgãos querem que não se considerem apenas os laudos feitos pela própria Cedae.

Após um ano, a geosmina voltou a provocar problemas para os consumidores. No dia 19 de janeiro, moradores de diversos bairros do Rio e da Baixada Fluminense voltaram a reclamar da qualidade da água, afirmando que estava com mau cheiro, gosto ruim e coloração escura.

Cedae nega

Nesta terça-feira (2), o presidente da Cedae, Edes Fernandes de Oliveira, afirmou que bebe água da torneira e que sentir gosto e cheiro de terra na água depende da percepção olfativa de cada pessoa.

Oliveira enfatizou que bebia água da torneira normalmente e que não percebeu qualquer cheiro e gosto diferentes. “Eu confio plenamente nos técnicos da Cedae, na Estação de Tratamento do Guandu. Fui gerente da Estação do Guandu, sei o trabalho que se realiza lá. Para mim, na minha região, não está chegando água com gosto e odor. Vocês devem estar percebendo que algumas regiões estão reclamando e outras, não”, afirmou.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Geral

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Manual ajuda empresas a atuarem contra fake news

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A divulgação de notícias falsas – as fake news – resulta a cada ano, em todo o planeta, em prejuízos de quase R$ 500 bilhões. Boa parte desse montante é arcado por empresas. Diante desse cenário e com o objetivo de criar uma espécie de anticorpo social contra o problema – que vem ganhando escala por meio da internet – a Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) elaborou um manual que pretende transformar os empregados das empresas “em verdadeiros agentes imunizadores contra notícias falsas na sociedade”.

O Manual Prático de Combate à Desinformação nas Empresas é o primeiro material de educação midiática que a Aliança Aberje de Combate às Fake News disponibiliza para o setor produtivo no Brasil, explica à Agência Brasil o diretor-geral da Aberje, Hamilton dos Santos.

Segundo o diretor, a ideia inicial do projeto foi aproveitar uma “iniciativa inspirada pelas lideranças de comunicação das grandes empresas para promover a instrução informativa dos funcionários dessas mesmas organizações” – todas ligadas à Aberje.

“Trata-se aqui de um universo nada desprezível de 6 milhões de trabalhadores. Em outras palavras, é um esforço inicial para transformar esses empregados em verdadeiros agentes imunizadores contra notícias falsas na sociedade”, detalha.

Manual

O manual apresenta nove capítulos que ajudam as empresas a identificar suas vulnerabilidades informativas, de forma a aumentar o nível de consciência midiática dos seus funcionários, a engajar lideranças contra notícias falsas e, sobretudo, a estabelecer planos de prevenção e contingência em relação a fake news.

Para isso, conta também com um glossário dos principais termos sobre o tema. Possibilita, ainda, que seja feito um check-up interno para identificar o nível de preparação dessas organizações. Também indica as principais agências de checagem no Brasil e apresenta uma relação de treinamentos e jogos gratuitos.

Custo pesado

Citando um estudo da Universidade de Baltimore, nos Estados Unidos, Santos diz que notícias falsas custam US$ 78 bilhões por ano para toda a sociedade mundial. “É quase meio trilhão de reais. As fake news se tornaram, portanto, um novo e pesado custo de transação na economia mundial”, argumenta ao explicar que os custos de transação são valores necessários à realização de uma atividade, mas que não fazem parte direta do sistema de produção, tais como acerto de contratos, questões regulatórias, burocracias internas, monitoramentos e segurança.

“Quanto mais o setor produtivo é obrigado a pagar por essas questões, menos competitivo ele é”, completa ao explicar que o combate às fake news busca fazer da educação midiática uma ferramenta para eliminar a desinformação, e que, além de divulgar o manual para as empresas, a Aberje pretende em breve lançar um dossiê com os principais desafios e propostas sobre as notícias falsas na sociedade.

De acordo com o diretor, esse dossiê apontará também o papel do setor empresarial como um dos principais árbitros dessa desordem informacional. “Pretendemos investir em mais palestras e em parcerias na checagem de fatos que afetem especificamente o setor organizacional”.

Edição: Nélio Neves de Andrade

Fonte: EBC Geral

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