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Modelo de produtividade dos auditores pode ser referência para o Estado

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Em tempos de expansão da modalidade de teletrabalho, o programa elaborado pela Controladoria Geral do Estado (CGE-MT) para incentivar e aferir a produtividade e o aperfeiçoamento profissional dos auditores do Estado pode ser referência para todos os órgãos e entidades do Governo de Mato Grosso. Disciplinado pela Portaria nº 0081/2019/CGE/MT, o modelo estabelece critérios técnicos e parâmetros objetivos para a aferição da produtividade com base em métrica de pontuação por tempo necessário para o desenvolvimento de cada processo, o que pode ser aplicado em qualquer área.

Pela normativa, a CGE avalia o desempenho profissional dos auditores por meio da média aritmética dos fatores capacitação (como instrutor e como aluno), qualidade (dos trabalhos finalizados) e produtividade. “A ideia é incentivar o servidor a se capacitar para fazer um trabalho bem feito e produzir com qualidade. Trata-se de um modelo construído em 2019, antes da pandemia, o qual veio a calhar neste momento em que tivemos de priorizar o teletrabalho”, ressalta o secretário-controlador geral do Estado, Emerson Hideki Hayashida.

Programa de incentivo à produtividade e ao aperfeiçoamento profissional da CGE-MT
Créditos: Reprodução

Os profissionais são avaliados e classificados com notas de 0 a 10. A classificação do desempenho profissional é estabelecida de acordo com os conceitos “superação”, “atendimento”, “atendimento parcial” e “não atendimento”, em escala decrescente.

Produtividade

Programa de incentivo à produtividade e ao aperfeiçoamento profissional da CGE-MT
Créditos: Reprodução

A produtividade é apurada com base na hora/auditor necessária para o desenvolvimento de cada trabalho, de acordo com o nível de complexidade estabelecido previamente pela chefia imediata para cada produto. “A complexidade leva em conta a quantidade de técnicas e procedimentos necessários para a realização de determinado trabalho, o volume de informações a serem analisadas e a singularidade do objeto”, salienta o secretário-adjunto de Controle Preventivo e Auditoria da CGE-MT, José Alves Pereira Filho.

Para o auditor alcançar a nota máxima de 10 pontos, é necessário obter o somatório de 250 pontos no ano, ou seja, é preciso entregar 25% a mais de trabalhos do que a média de produtos entregues em 200 dias úteis efetivos anuais (já descontadas situações como férias, licenças, recessos, pontos facultativos etc).

Capacitação

Programa de incentivo à produtividade e ao aperfeiçoamento profissional da CGE-MT
Créditos: Reprodução

Em relação ao item capacitação, cada auditor deve apresentar anualmente à chefia imediata um Plano de Capacitação Individual, elaborado com base nas atribuições do cargo, nas necessidades de capacitação constantes do Planejamento Anual de Trabalho por equipe, nas diretrizes estratégicas de capacitação definidas pela CGE-MT (temas, eixos de conhecimento e seus respectivos graus de relevância) e nas prioridades de governo.

A nota para o grau de atendimento deste item corresponderá ao grau de execução do Plano de Capacitação Individual do Auditor e obedecerá a uma escala de 0 a 10, observada a pontuação máxima de 200 pontos do somatório das modalidades de capacitação obtidas.

Para a aferição do fator avaliativo capacitação, o auditor deve apresentar a devida documentação probatória quanto à participação em eventos, seja como instrutor ou como aluno, com a devida indicação da carga horária cumprida e período de realização, por exemplo.

Qualidade

No item qualidade, avalia-se o cumprimento dos requisitos profissionais e dos normativos legais aplicáveis ao trabalho. Cada produto entregue pelo auditor recebe uma nota correspondente ao seu grau de atendimento no fator avaliativo de qualidade, em escala de 0 a 10 pontos. A nota final deste item é o resultado da média aritmética de todas as notas atribuídas no período avaliado.

Benefícios

Ao final do período de avaliação, os profissionais que alcançarem o conceito “superação” são contemplados com o benefício de trabalho presencial em 6 horas de forma ininterrupta e 2 horas de home office, bem como de compor o banco de talentos para cargos de chefia no âmbito da CGE-MT.

Já os que atingirem o conceito “atendimento” passam a ter o benefício de trabalho presencial em 7 horas de forma ininterrupta e 1 (uma) hora de teletrabalho.

Além disso, os auditores são classificados em ordem decrescente de desempenho profissional, o que determina preferência de lotação, preferência para realização de cursos disponibilizados com vagas limitadas para a CGE-MT; preferência para licença de qualificação profissional e preferência para escolha de datas de férias no setor de lotação.

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Bom Jesus do Araguaia e Novo Santo Antônio comemoram 21 anos com ações do Governo de MT em infraestrutura, saúde e repasses em dia

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Os municípios de Bom Jesus do Araguaia e Novo Santo Antônio, ambos localizados na região do Xingu, no Nordeste mato-grossense, e distante entre si 78 quilômetros, completam 21 anos de emancipação administrativa nesta terça-feira, 29.

O Governo do Estado comemora junto com ações de infraestrutura, saúde, especialmente no combate à pandemia da Covid-19, e repasses financeiros em dia.

Com investimentos de R$ 65 milhões, está em pavimentação 56,2 quilômetros da MT 322, com 42% dos serviços já executados, entre Novo Santo Antônio e Nova Serra Dourada. Prevista para ser concluída em maio do próximo ano, a obra permitirá a interligação dos municípios em direção à BR-158, que corta a região no sentido norte-sul.

Pavimentação da MT 322, entre Novo Santo Antônio e Nova Serra Dourada. Foto Sinfra/MT

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) enviou aos dois municípios 775 testes rápidos para detecção do coronavírus e medicamentos para o tratamento precoce, num total de 33.565 comprimidos, entre azitromicina, ivermectina e dipirona, também enviado em forma de gotas, num total de 646 frascos.

Como os medicamentos são distribuídos proporcionalmente à população de cada município, Bom Jesus do Araguaia, com 6.706 habitantes, recebeu 550 testes rápidos, 23.903 comprimidos e 461 frascos; enquanto para Novo Santo Antônio, com 2.705 habitantes, foram enviados 225 testes rápidos, 9.662 comprimidos e 185 frascos.        

Em repasses financeiros, Bom Jesus do Araguaia recebeu neste ano de 2020 (até setembro) R$ 9,069 milhões referentes a ICMS, IPVA e Fethab, além de outros R$ 1,634 milhão em assistência social, transporte escolar, convênios na área de saúde e emendas parlamentares, entre 2019 e julho deste ano.

Novo Santo Antônio recebeu R$ 6.5 milhões em repasses de ICMS, IPVA e Fethab, além de outros R$ 626,7 mil em assistência social, transporte escolar, convênios na área de saúde e emendas parlamentares.

Novo Santo Antônio, banhado pelo Rio das Mortes. Foto Prefeitura de Novo Santo Antônio  

Economia

Enquanto em Bom Jesus do Araguaia, distante 850 km de Cuiabá, a agropecuária responde por mais da metade do PIB municipal avaliado em R$ 268,53 milhões pelo IBGE em 2017, em Novo Santo Antônio, a 927 km de Cuiabá, o setor preponderante ainda é administração pública, também responsável por mais da metade do PIB de R$ 34,559 milhões.

A soja é o carro chefe da economia bom-jesuense. Em 2018, segundo o IBGE, o município colheu 360,1 mil toneladas, avaliadas em R$ 324,1 milhões. Segunda maior produção, o milho respondeu por 176 mil toneladas, enquanto o algodão, por 11,25 mil toneladas.

O município também produz sorgo (16.560 toneladas) e mandioca (2.200 toneladas). O rebanho bovino é composto por 145,5 mil cabeças, com 2.304 vacas ordenhadas e quase três milhões de litros de elite. Possui ainda um rebanho galináceo com 67,3 mil cabeças e suíno, com 7.101 cabeças.

Novo Santo Antônio, cuja população cresceu 35% em 10 anos, saltando de 2.005 habitantes em 2010 para 2.705 em 2020, possui um rebanho bovino com 53,79 mil cabeças; galináceo, com 7.615 cabeças, das quais 7.339 galinhas, cuja produção de ovos chegou a 44 mil dúzias mil dúzias; e 1.622 cabeças de suínos, com 128 matrizes.

Na agricultura, segundo o IBGE, colheu em 2018, 4.224 toneladas de milho, 3.432 de soja, 800 de mandioca e 60 de arroz.  

História

A emancipação de ambos os municípios é resultado de uma decisão plebiscitária. O de Bom Jesus do Araguaia foi realizado um mês antes (29 de agosto) antes da aprovação da Lei estadual 7.174, que o criou, pela Assembleia Legislativa. Desmembrado dos municípios de Ribeirão Cascalheira e Alto Boa Vista, o nome é uma homenagem ao santo padroeiro e à região do Araguaia.  

Já o plebiscito que aprovou a criação de Novo Santo Antônio ocorreu três dias antes, em 26 de agosto de 1999, e resultou na Lei estadual 7.173, aprovada pela Assembleia Legislativa. Desmembrada de São Félix do Araguaia e Cocalinho, já foi chamada de Santo Antônio do rio das Mortes, por ser banhada pelo rio, que nasce na serra de São Vicente e percorre 1.200 km até desaguar no Araguaia.  

(Colaboraram com informações: Karine Miranda, da Sinfra e Fernanda Nazário, da SES) 

Fonte: GOV MT

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