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Ministra da Agricultura diz que nova safra pode reduzir preço do arroz

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A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, disse hoje (29) que o preço do arroz poderá ser reduzido com a chegada da nova safra, em janeiro. A ministra participou da live do presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais e explicou as medidas que foram tomadas para conter o preço do produto nas prateleiras dos supermercados. 

Tereza Cristina explicou que a pandemia da covid-19 desequilibrou o mercado de grãos em todo o mundo. Segundo a ministra, a pandemia provocou aumento no consumo do produto pelos brasileiros e o preço aumentou. Para conter o aumento, o Brasil autorizou a importação da Guiana e do Paraguai para equilibrar o mercado. 

“No mundo houve um desequilíbrio em vários preços dos produtos das commodities. O arroz foi um desses. Nós passamos a comer mais arroz, o auxílio emergencial fez também o aumento dessa demanda. Nós, em setembro, tiramos o imposto de importação, ele parou de subir e hoje tem ligeira queda. Vamos ter nova sofra chegando em janeiro e os preços vão reduzir”, afirmou a ministra. 

Plano Safra

A ministra também informou que todos os recursos previstos no Plano Safra deste ano foram contratados e estão sendo investidos pelo setor agrícola, por exemplo, na construção de instalações para produção de aves, suínos e confinamento de gado. 

“O Plano Safra foi um sucesso e hoje nós temos um bom problema, porque o dinheiro de investimento já terminou praticamente”.

A ministra disse ainda que os recursos do plano também estão sendo utilizados na agricultura familiar. Além disso, vários títulos de regularização de terras já foram entregues para produtores rurais que fazem parte do programa. 

“Nós estamos trabalhando para fazer assistência técnica, e o dinheiro do Plano Safra foi muito maior para esse público da pequena agricultura”.

Edição: Liliane Farias

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Enel prevê investimento de R$ 32 bilhões no Brasil nos próximos três anos

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A empresa italiana Enel , controladora da Enel Distribuição São Paulo , prevê, nos próximos três anos, investimentos de cinco bilhões de euros no Brasil. Pelo câmbio atual, esse valor é o equivalente a R$ 32 bilhões. O montante representa 12,5% do plano global de investimentos da companhia nesse período.

Nesta terça-feira (24), o presidente da Enel, Francesco Starace, afirmou que o foco dos investimentos são projetos de geração de energia , uma vez que a empresa se colocou numa posição forte no mercado brasileiro de distribuição.

A Enel controla a distribuição de energia não só em São Paulo, mas em Goiás, no Ceará e em parte do estado do Rio de Janeiro. Dessa forma, a empresa é a maior concessionária desse ramo no Brasil .

De acordo com Starace, durante entrevista virtual para apresentar o plano de investimentos para os próximos três anos, a Enel tem como objetivo equilibrar sua posição em geração e distribuição nos países onde atua.

Dessa forma, no Brasil, onde, neste momento, a posição em distribuição é mais forte, a prioridade dos investimentos é na área geração. Entretanto, Starace não descartou participação nos leilões de privatização das distribuidoras CEB, do Distrito Federal, e da CEEE-D, do Rio Grande do Sul.

“Estamos olhando distribuidoras adicionais sempre que fizer sentido para nós. Nem todos os leilões são interessantes, seja pela posição no país ou por causa, talvez, de expectativas irrealistas pelo lado dos vendedores. Mas certamente estaremos olhando tudo que estiver disponível”, disse.

A empresa adequou o volume de investimentos em distribuição às negociações com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) a respeito do reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos devido aos impactos da pandemia.

“Investimentos em distribuição estão baseados na discussão com o regulador relativa à recuperação das medidas da Covid-19 “, afirmou o diretor financeiro da empresa, Alberto De Paoli. O setor defende que os contratos devem considerar novas expectativas de consumo após a crise.

Devido a aumentos na conta de luz , a Enel São Paulo foi alvo de protestos durante a pandemia, uma vez que os clientes consideravam essas mudanças injustificadas. Em agosto, assinou um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o Procon-SP parcelando as dívidas de clientes que apresentaram queixas formais.

Nos primeiros nove meses de 2020, foi registrado um lucro líquido de R$ 256 milhões pela distribuidora, apresentando queda de 53,1% em relação ao mesmo período do ano passado, devido a impactos da pandemia.

Focado em geração de energias renováveis e na digitalização das redes de distribuição , o plano da Enel para os próximos três anos anos prevê um montante de 40 bilhões de euros (cerca de R$ 255 bilhões) investidos.

Em até dez anos, a empresa deve investir 190 bilhões de euros (cerca de R$ 1,2 trilhão), dos quais 40 bilhões de euros (R$ 255 bilhões) seriam aportados por sócios em setores como renováveis, fibra ótica e mobilidade elétrica, entre outros.

Neste plano de dez anos, o foco principal são energias renováveis e a melhoria das redes de distribuição. A meta é que em 2030 a empresa disponha de 120 GW (gigawatts) em capacidade instalada, crescimento de 2,7 vezes em relação ao parque atual da companhia.

Quanto à eletrificação do transporte , as metas são de expandir em 4,5 vezes o número de estações de carregamentos de veículos e de expandir em seis vezes a frota de ônibus elétricos até o ano de 2023.

Starace disse que, com o plano de investimentos, a empresa pretende ser reconhecida como uma ” supermajor “. Esse termo é comumente usado para classificar as maiores companhias de petróleo com ações em bolsa de valores, como a americana ExxonMobil.

Entretanto, em outro momento da entrevista, evitou a comparação com as petroleiras, mas afirmou que vê papel importante da companhia no processo de eletrificação de veículos. “Estamos a caminho de eletrificação e nós somos grandes em eletricidade.”

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