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Mesmo com crise, MEIs crescem e impulsionam aumento de empresas ativas em 2020

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Microempreendedores Individuais representam 56% das empresas ativas no Brasil
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Microempreendedores Individuais representam 56% das empresas ativas no Brasil

O Brasil registrou um saldo positivo de 2,3 milhões de empresas abertas em 2020, de acordo com o relatório “Mapa das Empresas” divulgado pelo Ministério da Economia nesta terça-feira (02).

O número é resultado das 3,3 milhões de empresas abertas menos 1 milhão de empresas fechadas durante o ano de pandemia. De acordo com o ministério, a quantidade de empresas abertas em 2020 supera em 6% o número de 2019.

O secretário de Governo Digital do Ministério da Economia, Luis Felipe Monteiro, disse que o governo trabalha para que o número de empresas fechadas no país não aumente nos próximos meses.

“As medidas voltadas para o fortalecimento de empresas, facilitação de crédito e postergação de dívidas foram empreendidas pelo governo federal em 2020 e com isso a gente espera que não ocorra uma mudança nesse padrão de encerramento de empresas no Brasil”, disse Monteiro. 

O comércio e os serviços correspondem por 81,2% das empresas ativas do país e, em 2020, foram os setores com mais empresas abertas. Durante o ano, foram 200 mil comércios varejistas abertos, 149 mil empresas de promoção de vendas e 135 mil cabeleireiros, manicures e pedicures, por exemplo.

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“Há uma forte predominância das atividades do setor terciário da economia, relativas ao comércio e prestação de serviços, na relação de empresas em funcionamento, representando mais de 80% dos empreendimentos ativos”, diz o relatório.

A maior parte desse resultado é devido ao movimento do Microempreendedor Individual (MEI) , que representa 56,7% das empresas ativas no país. São brasileiros que criaram seu prório emprego. Foram 2,6 milhões de MEIs abertos em 2020, 8,4% a mais do que em 2019.

Redução no tempo de abertura

Em 2020, o tempo médio para abertura de empresas no país foi de 2 e 13 horas, uma redução de 43% em relação a 2019, quando levava 4 dias e 11 horas para abrir um negócio no Brasil.

No início do ano, com as medidas de distanciamento social, o tempo de abertura de empresas aumentou um pouco, mas a partir do meio do ano teve uma trajetória de queda.

O secretário especial adjunto de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Gleisson Rubin, afirmou que o objetivo do governo é que o tempo médio seja de um dia.

“Houve um repique no período de março a maio do ano passado, foi o episódio em que as medidas de isolamento e distanciamento social eram as mais abrangentes, as juntas comerciais suspenderam o atendimento presencial e ainda não estavam plenamente capacitadas para atender de forma remota os empreendedores, mas superado o período mais agudo, a chuva voltou a seu trajetória de queda”, ressaltou o secretário. 

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Lucro do Banco do Brasil aumenta 32% no primeiro trimestre

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O Banco do Brasil (BB) teve lucro líquido contábil de R$ 4,226 bilhões no primeiro trimestre, segundo balanço divulgado hoje (6) à noite. O valor representa alta de 31,9% em relação aos R$ 3,199 bilhões registrado no mesmo período de 2020.

O lucro líquido ajustado do banco, que exclui receitas e gastos extraordinários, totalizou R$ 4,913 bilhões nos três primeiros meses de 2021. O montante é 44,7% maior que o observado no primeiro trimestre de 2020.

Indicador que mede a lucratividade dos bancos, o retorno sobre o patrimônio líquido também registrou melhora. A proporção ficou em 15,1%, melhor que os 12,1% registrados no último trimestre de 2020 e que os 12,5% no primeiro trimestre do ano passado.

A receita com prestação de serviços somou R$ 6,9 bilhões, com queda de 3% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. Em nota, o Banco do Brasil informou que o recuo decorre “do atual momento macroeconômico e da dinâmica de negócios na rede”.

Carteira de crédito e inadimplência

A carteira de crédito ampliada do BB somou R$ 758,3 bilhões no primeiro trimestre, alta de 4,5% em relação aos três primeiros meses do ano passado. A inadimplência superior a 90 dias atingiu 1,95% no fim de março. Apesar de registrar leve alta em relação ao fim de dezembro, quando estava em 1,9%, o índice está abaixo dos 3,17% registrados em março do ano passado.

Esse é o primeiro balanço divulgado pela gestão do novo presidente do BB, Fausto de Andrade, que assumiu o comando da instituição financeira em março. Andrade substituiu André Brandão, que pediu demissão do cargo após instituir um programa de fechamento de 361 pontos de atendimento e de instituir um programa de demissão incentivada de 5 mil funcionários.

Edição: Fábio Massalli

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