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MERCADO DE TRABALHO/CEPEA: Agronegócio perde empregos em 2020, mas em menor intensidade que o País

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Cepea, 18/03/2021 – Em 2020, a população ocupada (PO) no agronegócio somou 17,3 milhões de trabalhadores, queda de 5,2% (ou de 949 mil pessoas) frente a 2019, de acordo com pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, a partir de informações dos microdados da PNAD-Contínua e de dados da RAIS. O número de ocupados no Brasil, por sua vez, registrou queda mais intensa entre 2019 e 2020, de 7,9%, o equivalente a 7,3 milhões de pessoas. Desse modo, a participação do agronegócio no mercado de trabalho brasileiro aumentou para 20,1%, contra 19,5% em 2019.

Segundo pesquisadores do Cepea, o resultado do mercado de trabalho do agronegócio em 2020 esteve atrelado às quedas nos empregos em todos os segmentos do setor, com destaque para a agroindústria e os agrosserviços.

E essa diminuição no número da população ocupada no agronegócio ao longo do ano passado ocorreu em magnitude mais elevada do que a usual, o que pode estar atrelado, ao menos em partes, à crise da covid-19. Pesquisadores do Cepea relembram que reduções abruptas ocorreram especialmente entre abril e junho de 2020, e sinais de retomada do mercado de trabalho foram observados já no terceiro trimestre, o que se confirmou no último trimestre do ano.

Perfis mais vulneráveis são mais afetados no cenário de redução de ocupações

Análises desagregadas por grupos de trabalhadores mostraram que os mais afetados foram os empregados sem carteira assinada, os com menores níveis de instrução formal e as mulheres. Esses dados corroboram o resultado de que, diante dos choques no mercado de trabalho, os trabalhadores com perfis mais vulneráveis foram os primeiros e mais afetados.

Os rendimentos médios mensais efetivos do agronegócio cresceram em 2020, com destaque para a categoria de empregadores. De acordo com pesquisadores do Cepea, essa alta pode estar relacionada também à saída do mercado de trabalhado do agronegócio daqueles indivíduos que foram mais afetados pela crise – e possuem menores rendimentos, destarte, elevando a média de rendimentos do setor.

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o mercado de trabalho do agronegócio aqui e por meio da Comunicação Cepea, com o prof. Geraldo Barros e com a pesquisadora Nicole Rennó: [email protected]

Fonte: CEPEA

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Embrapa Solos tem nova chefe geral

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A pesquisadora Maria de Lourdes Mendonça Santos Brefin será a nova chefe da Embrapa Solos (Rio de Janeiro-RJ), a partir do dia 1º de junho de 2021. Ela sucederá a também pesquisadora Petula Ponciano, que ocupou o cargo desde outubro de 2019.

Nascida no Maranhão, ingressou na Empresa em 1990 na própria Embrapa Solos. Ao longo de 31 anos, Maria de Lourdes adquiriu vasta experiência na área da pesquisa liderando diversos projetos nacionais e internacionais de pesquisa. Foi chefe-geral da Embrapa Solos, por dois mandatos, no período de 2009 a 2014. Foi supervisora de Inovação Tecnológica, coordenou o Núcleo de Apoio a Projetos (NAP) e fez parte do Comitê Técnico Interno (CTI) e do Comitê Local de Publicação (CLP). 

Maria de Lourdes Mendonça Santos Brefin é graduada em Agronomia pela Universidade Estadual do Maranhão (1986), mestre em Ciências do Solo pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (1990), mestre em Ciências Ambientais pela École Polytechnique Fédérale de Lausanne, na Suíça (1995), e doutora em Ciências, Pedologia e Geomática pela mesma instituição (1999). Possui pós-doutorado em Mapeamento Digital de Solos pela The Sydney University, na Austrália.

Sempre desenvolveu pesquisas na área de Solos em interface com Geomática, especialmente nas áreas de Pedologia Quantitativa e Modelagem Solo-Paisagem por meio de Mapeamento Digital de Solos. Tem atuado fortemente no âmbito internacional, participando e formando redes de pesquisa. É membro da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo e também do Intergovernamental Technical Panel on Soil (ITPS), da Aliança Mundial para o Solo (AMS) da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

“Minha trajetória de vida, formação e experiência como pesquisadora e como líder de PD&I nacionais e internacionais, assim como a ampla experiência em gestão institucional adquirida como chefe-geral do Centro Nacional de Pesquisa em Solos (Embrapa Solos), de 2009 a 2014, aliados à experiência em articulação que venho exercendo ao longo de minha carreira, representando a Embrapa, o Brasil e a América Latina e Caribe, além de minha recente gestão como chefe-geral da Embrapa Cocais, contribuindo para a consolidação dessa nova Unidade, me trouxeram até aqui, de volta à cellula mater, a Embrapa Solos, de cuja história faço parte desde meu ingresso na Embrapa em 1990. Esses desafios múltiplos de gestão e liderança, ajudaram a consolidar minha experiência nestes 31 anos de Embrapa, fazendo-me crer que eu possa mais uma vez contribuir, de forma agregadora e inovadora, para o fortalecimento da Embrapa Solos em seu papel preponderante frente aos desafios científicos globais e aos objetivos estratégicos e metas definidos no VII PDE”, disse Lourdes Mendonça.

Fonte: Embrapa

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