POLÍTICA NACIONAL

Membro da bancada evangélica é eleito vice-presidente da Câmara

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Lincoln Portela foi escolhido pelo PL para substuir Marcelo Ramos na vice-presidência da Câmara
Paulo Sergio/Câmara dos Deputados

Lincoln Portela foi escolhido pelo PL para substuir Marcelo Ramos na vice-presidência da Câmara

Câmara dos Deputados elegeu os novos integrantes para três cargos da Mesa Diretora – as vagas de 1º vice-presidência, segunda e terceira secretarias. Só houve disputa de fato para o cargo da 1ª vice-presidência, que é do Partido Liberal, a sigla do presidente Jair Bolsonaro. Apesar de o partido ter indicado formalmente Lincoln Portela (MG), outros quatro deputados apresentaram candidaturas avulsas, incluindo a ex-ministra Flávia Arruda (DF).

Venceu a indicação da bancada, Lincoln Portela, com 232 votos. Evangélico e do Centrão, ele derrotou o candidato do Planalto e conquistou a indicação da bancada ontem. Nesta votação, prevaleceu a indicação oficial do partido.

Portela esteve reunido com o presidente Jair Bolsonaro na manhã desta quarta-feira. O encontro foi de parlamentares da Frente Evangélica com o presidente e ele postou um registro em uma rede social.

Para a segunda secretaria foi confirmado o nome do deputado deputado Odair Cunha (PT-MG) e para a terceira secretaria, Geovania de Sá (PSDB-SC). Os dois nomes foram as indicações oficiais dos partidos e não houve candidaturas avulsas.

Líderes partidários relataram que receberam a orientação do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL) de encaminhar o voto nos candidatos oficiais dos partidos. A confusão está no PL. O Planalto pediu a indicação de Major Vitor Hugo (GO), mas ele foi derrotado na escolha da bancada e a sgla ainda teve mais quatro candidatos avulsos – Fernando Rodolfo (PE), Bosco Costa (SE), Capitão Augusto (SP) e Flávia Arruda (DF). A votação acontece após Arthur Lira ter destituído do posto parlamentares que mudaram de partido. O deputado Marcelo Ramos (PSD-AM), que é crítico ao governo, perdeu a vaga da 1ª vice-presidência porque trocou o PL pelo PSD. Mas saiu acusando Lira de se dobrar aos pedidos de Bolsonaro, que falou em live que não queria Ramos na função.


Já na segunda e teceira secretarias estavam das secretarias as deputadas Marília Arraes (Solidariedade-PE) e Rose Modesto (União Brasil-MS). Elas trocaram o PT e PSDB, respectivamente.

A medida foi tomada após o ministro Alexandre de Moraes, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revogar uma decisão liminar dada por ele mesmo no mês passado que garantia a permanência de Ramos no posto. Todas as mudanças foram justificadas pela troca de partido. Ramos foi eleito pelo PL, Arraes pelo PT e Modesto pelo PSDB.

Por isso, cabe aos partidos indicarem seus candidatos – o que não impede o lançamento de candidaturas avulsas. Por isso o PL teve tantos candidatos.

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POLÍTICA NACIONAL

Pacheco diz que decidirá sobre CPI do MEC no início da próxima semana

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Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado Federal
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado Federal


O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou nesta quarta-feira que deve decidir sobre a  CPI do MEC no início da próxima semana. Pressionado pela oposição e por governistas, o senador afirmou que discutirá com os líderes do Senado sobre a abertura dessa comissão parlamentar de inquérito e de outras três que aguardam na fila. 

Segundo Pacheco, ele levará a questão ao colégio de líderes no início da semana que vem após a análise técnica dos pedidos, que será feita ao longo desta semana.

O líder da oposição, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), protocolou um pedido de CPI para investigar as suspeitas de corrupção na gestão de Milton Ribeiro no Ministério da Educação. 

Para barrar a criação do colegiado, os governistas ameaçaram ir ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso Pacheco não dê preferência a outras três comissões que já foram protocoladas à presidência do Senado.

Hoje, há três aguardando na fila: uma do líder do governo, Carlos Portinho (PL-RJ) sobre obras paradas do MEC em gestões passadas; uma de Eduardo Girão (Podemos-CE), sobre a atuação do narcotráfico no Norte e Nordeste do país, e de Plínio Valério, sobre a atuação de ONGs na Amazônia.

“O que cabe à presidência nesse instante é, sem preterir nenhuma iniciativa nem priorizar nenhuma iniciativa, tratar todas as iniciativas de senadores de forma igualitária e isonômica”, disse Pacheco, que também completou. “Tudo isso vai ser avaliado pela presidência, vamos ouvir a advocacia do Senado, a consultoria do Senado e tomar a melhor decisão que eu acredito que deva ser no início da próxima semana.”


Uma das possibilidades de Pacheco, conforme apurou O GLOBO, é instalar as quatro comissões. Assim evitaria de alguma das partes acionar o STF.

Outra possibilidade, mencionada por Pacheco hoje, é juntar a CPI do MEC com a comissão apresentada por Portinho, que quer investigar obras paradas do ministério. Segundo o presidente do Senado, há uma relação temática entre os dois pedidos.

Pacheco também afirmou que, após avaliar todos os cenários possíveis, vai levar a questão ao colégio de líderes para decidir se abertura das comissões é oportuna politicamente, devido à eleição. O senador já havia declarado que a proximidade com o período eleitoral poderia prejudicar os trabalhos de uma CPI.

“É inegável dizer que nos meses de agosto e setembro serão meses muito dedicados à questão eleitoral, então temos que avaliar o envolvimento dos partidos políticos, dos senadores, num propósito desses de investigação em diversas CPIs”, disse.

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Fonte: IG Política

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