AGRO & NEGÓCIO

MELANCIA/CEPEA: Temperaturas elevadas prejudicam lavouras do RS

Publicados

em


Cepea, 21/1/2021 – O forte calor e o baixo volume de chuvas têm prejudicado as lavouras de melancia em Arroio dos Ratos e Encruzilhada do Sul, no estado do Rio Grande do Sul. Neste mês, algumas localidades chegaram a registrar sensação térmica de 44°C. Esse cenário tem afetado a qualidade das frutas, principalmente a casca, que apresenta queimaduras. Além disso, segundo colaboradores do Hortifruti/Cepea, o clima seco vem favorecendo o aparecimento de tripes, diminuindo a produtividade. De acordo com informações do Climatempo, até o dia 15, havia chovido apenas 25% do usual para este mês em Arroio dos Ratos. Em Encruzilhada do Sul, a situação está um pouco melhor, visto que a região recebeu quase 50% das precipitações esperadas para janeiro. Conforme colaboradores do Hortifruti/Cepea, esse cenário pode elevar os preços da melancia nas próximas semanas, principalmente daquelas que não tiveram sua qualidade muito prejudicada pelas condições climáticas. Vale lembrar que, neste mês de janeiro, o estado gaúcho deve ser o principal abastecedor do Sudeste e Sul do País, visto que a safra principal de SP já foi encerrada, bem como a primeira parte da temporada 2020/21 de Teixeira de Freitas (BA). Fonte: www.cepea.esalq.usp.br

Fonte: CEPEA

Comentários Facebook
Propaganda

AGRO & NEGÓCIO

Ministério faz alerta para conter entrada de praga quarentenária da bananeira no Brasil

Publicados

em


Produtores de banana e demais envolvidos na cadeia produtiva da fruta, foram alertados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para reforçarem a atenção na ocorrência de sintomas de Fusarium oxysporum f. sp. cubense Raça 4 Tropical (Foc R4T), considerada a maior ameaça para a bananicultura mundial.  A doença já chegou à Colômbia e esta semana o Serviço Nacional de Sanidade Agrícola do Peru (Senasa) confirmou a ocorrência de foco da doença no país.

Diante da ameaça, o Mapa  emitiu alerta de emergência fitossanitária em todo o Brasil, reforçando a importância da realização das articulações necessárias junto aos órgãos estaduais de sanidade vegetal, associações de produtores, órgãos de assistência técnica, pesquisa e outros, visando evitar prejuízos aos bananicultores nacionais, no caso de sua eventual introdução no país. 

O governo recomenda a ampla divulgação do Comunicado Técnico nº 149 elaborado pela Embrapa Amazônia Ocidental, com a participação de técnicos do Ministério, onde constam orientações atualizadas sobre a praga, identificação dos sintomas, cuidados a serem observados durante o levantamento e as providências nas eventuais suspeitas de ocorrências no país.

Em caso de identificação de sintomas característicos da praga, os produtores, responsáveis técnicos, extensionistas ou pesquisadores devem comunicar imediatamente os Serviços de Sanidade Vegetal nas Superintendências Federais de Agricultura do Ministério da Agricultura ou nas Agências Estaduais de Defesa Agropecuária nos seus respectivos estados.

De acordo com o Mapa, apesar de identificada na província de Sullana, próximo à fronteira do Peru com o Equador e longe da fronteira com o Brasil, “é necessário reforço nas ações de vigilância e prevenção para impedir seu ingresso no país”.  Reconhecida como quarentenária, a praga consta na lista de prioridades do governo para a prevenção e vigilância fitossanitária.

O  Ministério a Agricultura informa, ainda, que já está realizando tratativas com os demais países integrantes do Comitê de Sanidade Vegetal (Cosave), para tornar viáveis ações coordenadas em nível regional, e reforça a proibição do transporte de material vegetal (frutos, folhas, mudas de banana), solo e até mesmo material artesanal (bolsas, chapéus, entre outros) produzidos com folhas ou fibras de bananeira.

Cuidados redobrados – O Departamento de Sanidade Vegetal (DSV) alerta aos bananicultores sobre a importância de que não sejam adquiridos materiais de propagação de banana de origem desconhecida, uma vez que essa tem sido uma importante via de disseminação da praga nos países em que ocorre atualmente.

O procedimento correto é contactar, o mais breve possível, a Superintendência Federal de Agricultura no estado que tomará providências como a coleta de amostras e envio ao laboratório oficialmente credenciado pelo Ministério da Agricultura para a identificação do agente e adotar medidas de mitigação para evitar a disseminação do patógeno para outros plantios.

Tendo em vista que não existem cultivares resistentes à raça tropical 4, os produtores devem atentar para a proibição de importação de mudas de bananeira e helicônia de países onde a praga ocorre, principalmente da Colômbia.

Uma vez que os agentes causais da murcha-de-Fusarium podem permanecer no solo por mais 30 anos, os produtores de banana só devem utilizar mudas de origem segura e comprovada, preferencialmente produzidas in vitro, visando minimizar os riscos de introdução de pragas na área de produção.

Caso durante os tratos culturais do plantio, o produtor observe sintomas que indiquem a presenta das pragas descritas no trabalho, ele não deve utilizar as ferramentas de manejo (facão, Lurdinha, ferro de cova etc.) em outras plantas antes de realizar a desinfestação dos apetrechos com hipoclorito de sódio.  

Fonte: Embrapa

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

ENTRETENIMENTO

MATO GROSSO

Política Nacional

CIDADES

Mais Lidas da Semana