cultura

Mato Grosso perde Adir Sodré; “um artista nunca morre”

Publicado

Um dos maiores nomes da cultura mato-grossense, o artista plástico Adir Sodré “partiu” no início da noite desta segunda-feira (10.08) em Cuiabá.

Segundo informações, ele teria sofrido um mal súbito e caído na calçada, em frente sua casa, na rua 24 de Outubro e batido a cabeça. Testemunhas ainda tentaram reanimá-lo, mas não conseguiram.

Uma equipe do Samu foi chamada e chegou a fazer os procedimentos de reanimação, mas já era tarde.

“É uma imensa perda para a cultura mato-grossense. Um homem que sempre esteve além do seu tempo. Um artista com um potencial incrível e que teve sua arte reconhecida, não apenas em Mato Grosso, mas no Brasil e no Museu de Arte Moderna de Paris. Adir Sodré fará muita falta para a nossa cultura e para os amigos e familiares”, destacou o secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Alberto Machado, o Beto Dois a Um.

História 

 Adir Sodre nasceu em Rondonópolis (219km de Cuiabá) em 1962. Já em 1977 passou a frequentar o Atelier Livre da Fundação Cultural de Mato Grosso, onde foi orientado por Humberto Espíndola (1943) e Dalva (1935). Nos dois anos seguintes, integrou com Gervane de Paula (1962) e outros artistas, um grupo que procurava renovar a arte mato-grossense.

 Adir participou de exposições coletivas organizadas pelo Museu de Arte e de Cultura Popular da Universidade Federal do Mato Grosso (MACP/UFMT) e também de outras, coletivas: Como Vai Você, Geração 80?, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV/Parque Lage), Rio de Janeiro, em 1983, e Modernidade, Arte Brasileira no Século XX, no Museu de Arte Moderna de Paris, em 1987.

 Em sua produção, aborda temas relacionados à cultura regional e questões acerca dos povos indígenas, além e ser lembrado pelos ‘falos’ e por ter a sexualidade como tema em grande parte de sua obra.

 Na Enciclopédia do Itaú Cultural, seu trabalho é apresentado como com “diálogo constante com a tradição da história da arte, e faz referências, entre outros, aos pintores Vincent van Gogh (1853-1890) e Diego Velázquez (1599-1660). Aproxima-se também do universo dos quadrinhos, como em Almoço na Relva VII (1988). A partir da década de 1980, Adir Sodré inclui em suas obras temáticas relacionadas aos povos indígenas, à invasão causada pelo turismo em determinadas regiões do Brasil e ao consumismo, esse último exemplificado no quadro Dolores Descartável (1984)”.

 O artista é reconhecido nacionalmente por suas obras. Em 2017, um de seus quadros esteve ao lado de Pablo Picasso, Adriana Varejão e tantos outros na exposição ‘Histórias da Sexualidade’, no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand.

 *Com informações de Cuiabá de antigamente

 

Comentários Facebook
publicidade

cultura

Museu de Arte Sacra oferece visitações presenciais e tour virtual 360º

Publicado

Além de ter reaberto as portas para atividades presenciais, o Museu de Arte Sacra de Mato Grosso (MASMT) inaugurou recentemente a visitação online por meio do tour virtual 360º.  Sem sair de casa, o visitante pode conhecer, com ou sem mediação, o acervo do equipamento cultural da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).

Com suporte para navegação em 360 º, a plataforma de visitação está disponível em www.tourvirtual360.com.br/masmt.

No passeio sem mediação, o visitante fica livre para percorrer o tour da forma que quiser. Já na visita com mediação, a condução é possível quando houver a opção “videoconferência disponível ao vivo” no topo da tela no momento do acesso ao tour. O ícone indica que um mediador do museu está disponível para guiar o passeio online ao vivo.

A visita guiada online também pode ser feita por escolas e grupos. Nesse caso, deve-se solicitar antecipadamente o agendamento. O formulário para solicitação pode ser acessado AQUI. O grupo deve ter no mínimo 15 pessoas e no máximo 80 por período.

Reunindo peças sacras do período setecentista remanescentes da antiga Catedral do Bom Jesus de Cuiabá, da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, Nossa Senhora dos Passos e acervo pessoal do bispo Dom Francisco de Aquino Corrêa, o museu está localizado na Praça do Seminário, região central de Cuiabá.

Durante o período de portas fechadas devido à pandemia do coronavírus, a gestão do equipamento usou a internet para levar opções de arte, cultura e história à sociedade. Com o projeto MASMT em Casa, lives com convidados especialistas e conteúdos informativos garantiram uma programação online semanal que manteve o museu ativo.

Na retomada do atendimento presencial são seguidos todos os protocolos sanitários para evitar a transmissão da Covid-19. O acesso é realizado somente com o uso de máscaras, álcool para higienização das mãos e tapete higienizador foram disponibilizados logo na entrada e o limite de público corresponde a 50% da capacidade máxima do espaço.

Diretora e curadora do MASMT, Viviene Lozzi

“O mundo mudou e a maneira de nos conectarmos também. Neste ano de 2020, a equipe do Museu trabalhou para manter a conexão com o público, adaptando a programação à realidade e possibilitando o acesso em 360º. Continuamos promovendo o acesso à arte e, agora, de portas abertas com toda a segurança aos visitantes e aos colaboradores”, celebra a diretora e curadora do MASMT, Viviene Lozzi.

O Museu de Arte Sacra de Mato Grosso funciona de quarta a domingo, das 9h às 17h. Aos domingos a entrada é gratuita para todos.

Fonte: GOV MT

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

ENTRETENIMENTO

MATO GROSSO

Agronegocio

Política Nacional

CIDADES

Mais Lidas da Semana