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Manejo da broca-do-fruto do cupuaçuzeiro é tema de curso em área rural de Manaus

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O cultivo do cupuaçuzeiro traz perspectivas de vantagens econômicas para os agricultores, porém enfrenta alguns problemas para a sua expansão e um deles é a praga causada pelo inseto broca-do-fruto (Conotrachelus sp.). Para apresentar informações a fim de auxiliar agricultores e técnicos a enfrentar esse problema, a Embrapa Amazônia Ocidental está realizando o curso Manejo da broca-do-fruto do cupuaçuzeiro, no dia  22 de junho. 

A broca-do-fruto causa danos nos frutos que inviabilizam a comercialização do cupuaçu. O inseto tem grande potencial reprodutivo e tem se alastrado entre os cultivos. O  abandono das áreas afetadas pela praga e a falta de erradicação dos frutos infestados contribui para que o ciclo da praga tenha continuidade. Diante dessa situação, a proposta do curso é levar ao conhecimento dos agricultores as características da praga, as formas de disseminação, os danos causados e o manejo adequado para evitar a infestação.

A programação conta com orientações técnicas sobre a cultura do cupuaçuzeiro, informações para reconhecimento da praga da broca do fruto e os danos causados por ela, assim como medidas de controle para esse problema. O curso é ministrado pelas pesquisadoras da Embrapa Amazônia Ocidental, Ana Maria Santa Rosa Pamplona e Aparecida das Graças Claret de Souza. As atividades acontecem durante manhã e tarde na comunidade do Ramal Rio Branquinho, localizado na rodovia BR 174, km 67 em Manaus, AM.  

O curso está sendo viabilizado por meio de dois projetos coordenados pela Embrapa Amazônia Ocidental:  Transferência de tecnologia para a melhoria dos sistemas produtivos de agricultores familiares, financiado com recursos de emenda parlamentar do deputado federal José Ricardo Wendling (PT-AM) e o projeto Melhoramento genético do cupuaçuzeiro – fortalecimento da cadeia produtiva para a Amazônia.

O cupuaçuzeiro é uma importante fruteira da região norte, principalmente para a agricultura familiar. Pode ser plantado tanto em monocultivo como em consórcio com culturas anuais e perenes. O fruto pode ter aproveitamento total, com uso da polpa para consumo em sucos ou produtos culinários,  as sementes para a produção do cupulate ou extração de gordura para uso industrial, e a casca para a confecção de artesanatos ou triturada para o uso em compostagem.

Fonte: Embrapa

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AGRO & NEGÓCIO

Workshop aborda experiências para Inovação Social na Amazônia

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Começou nesta terça-feira (28/6) o Workshop Inovação Social: Contribuições dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na Amazônia, promovido pela Embrapa. O evento ocorre no período de 28,29 e 30 de junho, no auditório da Inspetoria Laura Vicuña, bairro Aleixo, em Manaus, AM. Mais de 80 pessoas participam do evento, que contará com palestras, rodas de conversas, exposições de experiências e a sistematização das inovações apresentadas por agricultores, pesquisadores e agentes sociais.

Na abertura do evento, o pesquisador Everton Cordeiro, chefe-geral da Embrapa Amazônia Ocidental, saudou os participantes manifestando satisfação pela realização do primeiro grande evento presencial após dois anos que assumiu o cargo. Disse que a grande missão da Embrapa é melhorar a qualidade de vida dos produtores rurais e enfatizou a importância das redes de relacionamentos para se alcançar objetivos.  

O coordenador do evento, Lindomar Silva, pesquisador da Embrapa, explicou que o Workshop tem por objetivo promover a troca de experiências, fazer uma escuta ativa e semear novas ideias. “O impacto que a gente espera é que o diálogo ativo entre pesquisadores, comunidades rurais, ribeirinhas, quilombolas e indígenas na construção de alternativas participativas, com a integração de diversas instituições e, também, tecnologias formuladas pela Embrapa”, comentou Lindomar.

A Embrapa possui 34 portfólios de projetos de pesquisa sendo um estratégico para a inovação social na agricultura com carteira de projetos. Os portfólios são instrumentos de apoio gerencial para organização de projetos em temas estratégicos, com a missão de direcionar a produção de soluções em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) para demandas nacionais e suas interfaces com as demandas regionais.

A representante deste portfólio, pesquisadora da Embrapa, Christiane Amancio, mostrou como foi construída a agenda e as atividades em inovação social na Empresa. Segundo ela, o maior desafio é construir redes mais sólidas dessas comunidades e dar valorização ao patrimônio cultural alimentar local, como uma alternativa na diversificação da dieta.

Durante a abertura do evento, a representante da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Faepam), Liliane Valente, destacou sobre a importância das pesquisas voltadas para o fortalecimento e alcance das ODS e, sobretudo, a importância das iniciativas inovadoras que visam fortalecer o ecossistema local, promovendo no Amazonas o fomento à cultura empreendedora, à agricultura local e, principalmente às pesquisas.

“Como é importante para a Fapeam participar de um encontro como esse, que desperta vocações regionais, onde as comunidades e agricultores apresentam suas ações inovadoras construídas por eles próprios. Que os desafios apresentados possam transpassar pelos setores econômicos, políticos, sociais e ambientais”, acrescentou Liliane.

Durante o evento serão apresentadas  iniciativas de inovações disponibilizadas por instituições públicas e privadas, construídas por ações das próprias comunidades e agricultores que possuem potencial para contribuir para o alcance dos ODS, que são uma agenda mundial composta por 17 objetivos e 169 metas a serem atingidos até 2030, que estão diretamente relacionadas aos desafios ambientais, políticos e econômicos mais urgentes presentes no mundo contemporâneo.

Programação – O primeiro dia focalizou a experiência dos agricultores familiares, dando ênfase nas redes e parcerias. O segundo dia terá como foco a participação feminina e a inovação social em comunidades indígenas e tradicionais e o terceiro dia será dedicado às discussões e propostas das contribuições das instituições públicas para o alcance da inovação social na Amazônia.

Lançamento de livro – Na quarta-feira (29/6), às 19h, será lançado o livro “50 anos do Instituto de Pesquisa e Experimentação Agropecuária da Amazônia Ocidental (IPEAAOc)”, uma publicação comemorativa ao cinquentenário da criação do Instituto, instituição precursora da Embrapa no Amazonas, e relata os primórdios da pesquisa agropecuária no Amazonas. O Instituto existiu de 1969 a 1973 e promoveu várias ações de pesquisa, que focaram nos principais produtos amazônicos com alta demanda pela população e com grande potencial para gerar renda e emprego no meio rural: seringueira, guaranazeiro, juta e culturas alimentares, principalmente arroz, feijão e mandioca.

Apoio do evento – Para a realização do Workshop, a Embrapa contou com o patrocínio do Governo do Estado do Amazonas por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), via Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos e Tecnológicos no Estado do Amazonas (Parev – Edital n° 005/2021).Conta com apoio da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Rede de Recursos Humanos e Inteligência para Sustentabilidade na Amazônia (Rhisa) e da Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno (Copime).

Fonte: Embrapa

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