BRASIL E MUNDO

Malária, verminose e desnutrição: indígenas de Roraima sofrem sem assistência

Publicados

em


source
Com quadro de verminose e malária, criança yanomami dorme em rede na aldeia Maimasi , Terra Indígena Yanomami, em Roraima
Divulgação

Com quadro de verminose e malária, criança yanomami dorme em rede na aldeia Maimasi , Terra Indígena Yanomami, em Roraima

Com  malária e verminose, uma criança jaz na rede, na aldeia Maimasi, em Roraima. A imagem e a história do pequeno indío yanomami com as costelas expostas pela densnutrição foram obtidas pelo missionário católico Carlo Zacquini, 84, que atua entre o povo indígena desde 1968. As informações são da Folha de S. Paulo .

Zacquini é cofundador da Comissão pela Criação do Parque Yanomami (CCPY), que deu visibilidade aos problemas causados pelos brancos, promoveu atendimento em saúde e lutou pela demarcação, concluída em 1992.

A fotografia foi feita no dia 17 de abril e denuncia a falta de assistência aos povos indígenas . Segundo o missionário, uma equipe médica foi à aldeia que não recebia visitas há seis meses. Eles levaram medicamentos para malária, mas não foi suficiente para tratar todos.

Ainda segundo Zacquini, havia mais de um ano que aquelas aldeias não recebiam atendimento contra verminose. “A criança da foto e outros 16 indígenas presentes estavam com malária, a maioria deles com falciparum, a variedade mais agressiva. Os demais 84 estavam todos com sintomas de gripe e de febre”, conta. 

O território yanomami sofre com o aumento da malária e com a d esnutrição infantil crônica , que atinge 80% das crianças até 5 anos, segundo estudo recente financiado pela Unicef e realizado em parceria com a Fiocruz e o Ministério da Saúde.  

Quando visitam as aldeias, as profissionais de saúde fazem tratamentos com medicamentos. No entanto, eles não têm continuidade quando trocam de equipe. O posto de saúde mais próximo da aldeia Maimasi fica a um dia a pé de distância. O mesmo trajeto feito por helicóptero dura oito minutos, mas a princípio, isso só ocorre em casos de emergência. “Evidentemente, essa criança [da foto] é um caso de emergência!”, exclama Carlo Zacquini sobre a situação.  

A dificuldade para conseguir medicamentos é uma constante no posto. Faltam profissionais para revezamento e falta gasolina para deslocamento. Há três meses, eles usam a canoa com rabeta (motor) dos próprios yanomamis.

Você viu?

“O pessoal das equipes de saúde tem receio de denunciar essa situação, pois podem ser punidos, colocados em lugares mais penosos ou ser demitidos. Vários polos de saúde estão abandonados. Não há estoque de medicamentos para verminose na sede do Dsei (Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami), em Boa Vista. Até para malária a quantidade é limitada […] tem cloroquina para Covid , mas não para malária”, relata Zacquini.

Os indígenas também enfrentam uma grande onda de garimpo , incentivado por promessas do presidente Jair Bolsonaro para legalizá-los e pelo alto preço do minério. São cerca de 20 mil não indígenas morando ilegalmente na Terra Indígena Yanomami, contaminando os rios com mercúrio , contribuindo para espalhar Covid-19 e malária, além do álcool e da prostituição.


Comentários Facebook
Propaganda

BRASIL E MUNDO

Sucessor de Merkel será escolhido hoje; o que esperar das eleições na Alemanha

Publicados

em


source
 Angela Merkel
Reprodução

Angela Merkel



A Alemanha vai às urnas neste domingo (26) para escolher o sucessor da chanceler Angela Merkel, após ela ocupar o cargo por 16 anos. As pesquisas indicam vitória do SPD, de Olaf Scholz. Estas deverão ser as eleições mais concorridas dos últimos anos no país.

A questão ambiental é uma das que mais tem marcado a campanha eleitoral. As greves climáticas no país têm sempre muita participação e vários movimentos têm colocado o tema nas ruas para que não seja ignorado.



O “Fridays for future” é um desses movimentos e Leonie Bremer é uma das ativistas que mais se tem destacado na luta contra as alterações climáticas.São três os candidatos que podem ocupar o lugar que vai ser deixado por Angela Merkel.

Com as pesquisas a separá-los por pouco pontos, nenhum parece entusiasmar muito os alemães, que estão divididos entre Armin Laschet, da CDU de Merkel, Olaf Scholz, do SPD, atual ministro das Finanças no governo de coligação, e Annalena Baerbock dos Verdes.

Nos últimos três debates entre os principais candidatos, Olaf Sholz foi considerado vencedor numa pesquisa feita imediatamente após a discussão.

Ganhe quem ganhar, parece ser certo que vão ser necessários pelo menos três partidos para formar governo, já que dificilmente se repetirá a coligação que agora está no poder entre a CDU e o SPD.

Democratas cristãos e sociais-democratas parecem não se entender e procuram aliados. Os Verdes aparecem como boa solução, nos dois casos, mas ainda não se sabe quem será o terceiro partido a fazer parte do governo.Sete partidos têm representação parlamentar.

A Alemanha tem uma espécie de clausula de barreira sobre a entrada na câmara de debates, e os partidos precisam atingir 5% dos votos para evitar que partidos extremistas, por exemplo, consigam eleger parlamentares.

* Com informações da RTP – Rádio e Televisão de Portugal

Fonte: IG Mundo

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

ENTRETENIMENTO

MATO GROSSO

Política Nacional

CIDADES

Mais Lidas da Semana