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Malafaia publica ameaça a Alcolumbre e políticos do Amapá rebatem o pastor

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Malafaia publica ameaça a Alcolumbre e políticos do Amapá rebatem o pastor

O pastor evangélico Silas Malafaia postou em suas redes sociais, no início desta semana, uma ameaça ao senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) e provocou uma reação dos políticos da região contra o líder religioso.

 

 

As discussões envolvem a demora no agendamento da sabatina de André Mendonça – indicado do presidente Jair Bolsonaro (PL) à cadeira do Supremo Tribunal Federal (STF).

“UMA MENSAGEM PARA ALCOLUMBRE ! Todo o jogo sujo que você está fazendo contra André Mendonça, a resposta dos evangélicos será dada no voto em seu estado. AGUARDE !”, escreveu o Malafaia em seu perfil no Twitter.

Em resposta, o deputado federal Pedro da Lua (PSC-AP) questionou Silas: “você acha mesmo que nosso povo vai trocar Davi Alcolumbre, que transformou o Amapá no estado que mais recebeu recursos federais, pelo senhor que não abriu mão nem de cobrar os cachês de suas pregações? Enquanto vossa senhoria tuíta, Davi Alcolumbre TRABALHA”.

Pedro Filé Lourenço, secretário de Juventude do Amapá, disse que até aceita “um amapaense natural ou de coração palpitar sobre a nossa realidade. Mas um pastorzinho que se duvidar nem orar pelo Amapá ora, esse eu não aceito. E para de ser hipócrita, tu é igual a qualquer outro que defende um lado por pura conveniência. Vai orar, pastor”.

Aline Gurgel (Republicanos-AP), deputada federal, reforçou que reconhece a importância de sabatinar Mendonça, “porém sua fala [a de Malafaia] retrata infelizmente a velha política, faz o que quero que você terá voto, não faça o que quero vc não terá voto dos evangélicos, o toma lá dá cá! Cristão não deve agir assim”.

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Moro diz que divulgará na sexta-feira valores recebidos de consultoria

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 Sergio Moro
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Em reação aos questionamentos de seus oponentes e até do Tribunal de Contas da União (TCU), o ex-ministro e pré-candidato à presidência Sergio Moro anunciou que vai divulgar na próxima sexta-feira os valores recebidos por ele pelos serviços prestados à consultoria americana Alvarez & Marsal, onde atuou após deixar o Ministério da Justiça.

De acordo com aliados, o objetivo de Moro é tentar enterrar o assunto antes que ele ganhe mais força e rebater as suspeitas levantadas a respeito da sua atuação na iniciativa privada.

Segundo pessoas próximas, Moro ficou extremamente incomodado com a decisão do TCU de abrir um processo para investigar suas relações profissionais, o que considera abusiva, e sobretudo com a ameaça de parlamentares do PT de colher assinaturas para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o assunto.

Moro relatou a pessoas próximas que não quer aparentar que age a reboque da pressão. Agora, ele avaliou que o momento é mais oportuno porque a criação de uma possível CPI arrefeceu. Ainda assim, ele tem buscado reforçar que discorda da postura adotada pelo TCU.

“Não estou cedendo ao TCU, o TCU está abusando, mas eu quero ser transparente com você, com a população brasileira, como toda pessoa pública deve ser”, disse Moro, em vídeo divulgado nas suas redes sociais nesta quarta-feira.

Ontem, o procurador do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Rocha Furtado, propôs que o órgão obtenha informações junto ao Banco Central e ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) a respeito dos honorários recebidos pelo ex-ministro. O objetivo seria verificar se houve ou não conflito de interesses no caso.

A Alvarez & Marsal administra o processo de recuperação judicial da Odebrecht, alvo da Operação Lava Jato, na qual Moro participou como magistrado. Documentos do processo mostram que o escritório no Brasil recebeu R$ 65 milhões de empresas investigadas na operação. O escritório diz que o ex-juiz não atuava em processos envolvendo essas empresas, mas o procurador argumenta que ele pode ter se beneficiado de recebimentos indiretos.

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Pessoas que aconselham Moro na área jurídica consideram que a ação do TCU não tem fundamento porque quem nomeia o administrador da recuperação judicial é o juiz responsável, a quem também cabe acompanhar e fiscalizar os serviços.

No campo político, aliados querem explorar o momento para que Moro possa se posicionar melhor sobre a o caso e ganhar visibilidade em cima disso. O deputado Bozzella (PSL-SP) diz que Moro é alvo de uma “perseguição” de parte da classe política por sua atuação como juiz federal e por apresentar uma possível ameaça aos adversários na eleição de 2022, conforme mostram pesquisas de intenção de voto, nas quais ele tem aparecido em terceiro lugar.

O parlamentar acredita que a manifestação do ex-ministro sobre a questão pode ser até positiva para ele como forma de diferenciá-lo de seus adversários.

— Como ele não tem nada para esconder, dá ainda mais força e mais condições de ele provar o que diz e mostrar quem é — afirmou Bozzella — O homem público tem que estar preparado para qualquer tipo de ataque. Então é até bom. Se continuar esse tipo de patrulhamento, dá a oportunidade de ele se expor ainda mais para a sociedade de uma forma diferente, sem prejuízo para a sua imagem.

O senador Alvaro Dias (Podemos-PR), disse que a questão dos valores recebidos por Moro e sua origem são “indiferentes”. De acordo com Dias, Moro está “seguro da lisura dos seus procedimentos”.

Outro aliado de Moro, o senador Marcos do Val (Podemos-ES) concorda que o pré-candidato deve se manifestar logo para prestar todos os esclarecimentos e evitar qualquer ruído:

— Acho positivo. Quando entramos na vida pública, tudo da nossa vida passa a ser público. E ele não precisava esperar mais à frente porque esse assunto pode render mais, então tem que matar logo na fonte. O Moro é um cara muito sério, os ataques já eram previstos. Eu faria o mesmo que ele.

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