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Mais de 90% dos hospitais privados de SP não tiveram aumento de internações

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Mais de 90% dos hospitais privados de SP não tiveram aumento de internações
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Mais de 90% dos hospitais privados de SP não tiveram aumento de internações



93% dos hospitais privados do estado São Paulo informaram não ter registrado aumento de internações por Covid-19 nos últimos dez dias. O dado faz parte do levantamento organizado pelo SindHosp ( Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do estado de São Paulo).

Ao todo, 74 hospitais responderam aos questionamentos para a pesquisa, 26% deles na capital paulista e 74% do interior. De acordo com o SindHosp, ao todo foram contabilizados 2.818 leitos de UTI e 6.254 leitos clínicos voltados para tratamento da doença.

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Ainda segundo o levantamento, caiu para 12% a porcentagem de hospitais com mais de 80% de ocupação de leitos de UTI para a Covid-19. Na última pesquisa, feita entre os dias 28 de junho e 2 de julho, ao menos 62% dos hospitais registravam índices maiores do que 80%. 61% dos hospitais disseram ter ocupação de leitos entre 71% e 80%.

Menos leitos clínicos estão sendo utilizados para tratamento da Covid-19. A pesquisa indica que apenas 6% dos hospitais afirmaram terem mais de 80% dos leitos de enfermaria ocupados. Na primeira pesquisa, esse índice estava em 56%.

À Healf Care, do Grupo Mídia, o médico Fransciso Balestrin, presidente do SindHosp, disse que isso fez com que também caísse o cancelamento de cirurgias eletivas e que os hospitais pudessem atender mais casos que não tivessem a ver com a Covid-19.

“Hoje 27% dos hospitais relatam corte de até 50% das cirurgias eletivas, sendo que na pesquisa anterior, realizada há 15 dias, eram 68% dos hospitais que informavam cancelamento de até 50% das mesmas. Esse dado pode indicar que está havendo um movimento de retomada dos atendimentos não Covid-19 nos hospitais. Resultado, sem dúvida, do avanço da vacinação”.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Comitê científico de SP propõe uso obrigatório de máscaras

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O Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, que auxilia o governo de São Paulo nas decisões relacionadas à pandemia, concorda que este ainda não é o momento de retirar a obrigatoriedade do uso de máscara no estado paulista.

Em entrevista coletiva hoje (20), o coordenador executivo do centro, João Gabbardo, disse que, apesar dos indicadores de morte, casos e internações por covid-19 estarem em queda no estado devido ao avanço da vacinação, os integrantes do comitê concordam que o momento exige cautela.

“A posição do comitê científico de São Paulo é que não é o momento de flexibilizarmos a utilização das máscaras, apesar dos números estarem muito positivos. Ainda não é o momento porque estamos passando por momento de transição no Plano São Paulo, com flexibilização importante como volta às aulas [presenciais], frequência obrigatória dos alunos, presença de público nos eventos esportivos culturais e esportivos como nos estádios, redução de distanciamento. Temos que acompanhar qual será o impacto dessas modificações nos indicadores”, disse ele.

Segundo Gabbardo, o Centro de Contingência continua analisando o assunto, mas ainda não definiu uma data para a suspensão do uso de máscara. Isso, continuou, vai depender de uma análise de fatores relacionados à transmissibilidade da doença e à cobertura vacinal. Mas a ideia é que o fim da obrigatoriedade do equipamento de proteção seja feito gradualmente, começando pela retirada do uso de máscara em lugares abertos, ao ar livre, e sem aglomeração.

“O governo tem recebido pedidos de setores, como o de eventos, para não flexibilizarmos. Todos têm receio de ter que retroceder – e nós não queremos retroceder”, afirmou. Uma das ideias do comitê é estabelecer metas para os indicadores de forma que, ao atingir uma dessas metas, poderia ser liberado o uso de máscara em algumas situações, tal como ao ar livre.

O Centro também analisa a possibilidade de, no futuro, continuar exigindo o uso de máscara em ambiente hospitalar, mesmo com o fim da pandemia. “Nos hospitais, as UTIs [unidades de terapia intensiva] e principalmente os centros cirúrgicos, a máscara é obrigatória para evitar a transmissão de doenças. Então vamos propor ao governo que em ambiente hospitalar o uso da máscara seja obrigatório mesmo depois da pandemia”, explicou.

Dados

Segundo o secretário estadual da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, a taxa de ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) do estado de São Paulo está hoje em 28,5%, com 1.841 pessoas internadas em estado grave. “Para se ter uma ideia, este número significa 2,6 mil pessoas a menos do que no pico da primeira onda [entre junho e julho do ano passado] e 9,2 mil a menos do que no pico da segunda onda [entre março e abril deste ano]”, disse ele, reforçando que essa queda nas internações é resultado do avanço da vacinação.

Nos hospitais privados, a ocupação de leitos é ainda menor do que nos públicos. De acordo com o secretário, 80% dos hospitais privados de São Paulo têm hoje uma ocupação de 20% de seus leitos.

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Saúde

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