AGRO & NEGÓCIO

Mais de 200 empregados recebem treinamento sobre intercâmbio de recursos genéticos

Publicados

em


   A capacitação sobre a nova normativa para envio e recebimento de recursos genéticos será concluída  nesta sexta-feira (1º). A partir de agora, as equipes responsáveis pela documentação de intercâmbio e cooperação técnica, curadores e demais envolvidos com o tema já estão aptos a seguir os requisitos da atual norma, segundo a qual a responsabilidade de treinamento de pessoal e acompanhamento das equipes é da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia.

   Segundo a supervisora para marcos regulatórios aplicáveis à pesquisa da Unidade e coordenadora do evento, Fernanda Silva, o treinamento tem como objetivo estabelecer novas expertises no tema intercâmbio de material, além de promover uma rede de pontos focais. 

   Devido à procura, o calendário inicial – que seria encerrado no dia 30, com a participação de empregados da região Norte – foi estendido até o dia 1º. “Tivemos uma demanda do jurídico da Empresa para 42 vagas”, explicou a supervisora sobre a turma adicional. A alta procura levou a organização do curso a abrir mais duas turmas na próxima semana.

   “O processo de intercâmbio de germoplasma é um dos pilares para toda instituição que trabalha com pesquisa biológica. Sem diversidade de material biológico disponível, os avanços são limitados. Nesse sentido, é muito positivo o que está sendo feito para melhorarmos esse processo fundamental na Empresa”, afirmou o coordenador técnico do Sistema de Curadorias de Germoplasma, o pesquisador Samuel Paiva, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. Segundo ele, espera-se que a capacitação tenha reduzido as dúvidas das equipes atuantes nessa área. “Ao mesmo tempo, é importante que eles deem feedback sobre pontos que ainda poderão ser melhorados”, diz Paiva.

Um dos pontos mais solicitados e que reuniu dúvidas dos participantes do evento, de acordo com Fernanda Silva, é a diferença entre material biológico e germoplasma. Depois desse, a definição de valor agregado, como proceder para transferir material entre as UDs e a necessidade de padronização das guias de remessa utilizadas. Também foram esclarecidos os critérios e quando utilizar o modelo do Tratado Internacional sobre Recursos Fitogenéticos para Alimentação e Agricultura (TIRFAA).

  Novidades da atual norma

  A normativa objeto da capacitação (037.013.004.001), aprovada pela Deliberação n° 35/2020, substitui uma deliberação da Embrapa editada em maio de 2000 e válida até dezembro de 2020, informa Fernanda Silva. Segundo a supervisora, a nova norma se diferencia por conter modelos pré-aprovados de instrumentos jurídicos atualizados, dispensando a necessidade de nova avaliação jurídica. Além disso, estabelece os procedimentos a serem adotados previamente nas Unidades, o que não estava presente na norma anterior.

   Para Sérgio Nazareno, supervisor do Setor de Prospecção e Avaliação de Tecnologias da Embrapa Agroenergia, a nova norma foi uma atualização necessária e que empoderou as UDs a gerirem seus processos. Segundo o analista, a disponibilização de minutas pré-aprovadas de acordos de transferência de material acelerou bastante os processos. A Embrapa Agroenergia faz intercâmbio de amostras vegetais, microrganismos (fungos, leveduras e bactérias), microalgas e cianobactérias.

   Além disso, a normativa fortaleceu a gestão da Coleção de Microrganismos e Microalgas Aplicados a Agroenergia e Biorrefinarias (CMMAABio) da Unidade. Como exemplo, Nazareno lembra que o centro de pesquisa celebrou nove acordos de transferência de material este ano. “Capacitações no tema são importantes para reforçar conceitos, ouvir dúvidas dos colegas de outras Unidades e trocar experiências”, afirma o supervisor.

Fonte: Embrapa

Comentários Facebook
Propaganda

AGRO & NEGÓCIO

Estados Unidos lideram importações dos Cafés do Brasil com a compra de 7,78 milhões de sacas

Publicados

em


Total de café exportado pelo Brasil atinge 40,37 milhões de sacas de 60kg, com preço médio da saca a US$ 154,63 e receita cambial total de US$ 6,24 bilhões em 2021

No ano civil 2021, as exportações dos Cafés do Brasil realizadas para 122 países totalizaram um volume físico equivalente a 40,37 milhões de sacas de 60kg, com preço médio unitário da saca a US$ 154,63 e receita cambial anual total de US$ 6,24 bilhões. Tal performance representa uma queda de 9,7% no volume físico exportado e, em contrapartida, um acréscimo de 10,3% na receita cambial obtida, caso os números citados de 2021 sejam comparados com os dados das exportações do ano anterior.

O maior importador dos cafés brasileiros, há vários anos, continuam sendo os Estados Unidos, país que adquiriu 7,78 milhões de sacas, volume que representou em torno de 19,3% do total exportado em 2021, apesar de essa performance ter sido 4,4% inferior ao total comprado por esse país no ano anterior. Neste contexto, se for estabelecido um ranking dos cinco países que mais importaram Cafés do Brasil, na sequência se destacou a Alemanha, com 6,53 milhões de sacas importadas, número que equivale a 16,2% dessas vendas totais ao exterior e, também, implica redução mais expressiva de 14,4% do total adquirido por esse país em 2020.

Na terceira posição desse ranking, em 2021, destacou-se a Itália, com a compra de 2,94 milhões de sacas, o que também implicou redução no volume físico de 2,5%, em relação à mesma base comparativa em foco. Na quarta posição, a Bélgica se destacou com a aquisição de 2,83 milhões de sacas, o que também representou uma queda bastante expressiva de 24,6% em relação ao ano anterior. E, por fim, o Japão, que promoveu a importação de 2,50 milhões de sacas de 60kg dos cafés brasileiros, cuja performance representou um aumento de 4,2%, caso tal volume também seja comparado com 2020.

Conforme está devidamente registrado pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil – Cecafé no seu Relatório mensal de exportações, de dezembro de 2021no qual o Observatório do Café, do Consórcio Pesquisa Café coordenado pela Embrapa Café, está se baseando para promover esta análise e divulgação, merece destaque o fato de a Colômbia, terceiro maior produtor de café em nível mundial, logo após do Brasil e do Vietnã, ter importado do nosso País em 2021 volume físico equivalente a 1,15 milhão de sacas de 60kg, número que representou um crescimento bastante expressivo de 33,4% na comparação com o ano anterior.

Para o Cecafé, também de acordo com o seu Relatório ora em destaque, o volume físico total dos Cafés do Brasil exportados em 2021 citado, ou seja, de 40,37 milhões de sacas de 60kg, representa o terceiro maior das exportações brasileiras. E, em relação à receita cambial obtida, de US$ 6,24 bilhões, trata-se da maior nos últimos sete anos, fato que pode ser atribuído principalmente aos preços mais elevados do café no mercado em nível mundial, e, obviamente, ao câmbio que se tem mantido favorável às exportações brasileiras de um modo geral.

Com relação aos tipos dos Cafés do Brasil exportados no ano em destaque, o café arábica foi o mais exportado nesse ano, com a venda de 32,65 milhões de sacas de 60kg ao exterior, desempenho que correspondeu a 80,9% do total exportado em 2021. Em complemento, o segmento do café solúvel exportou o corresponde a 4,03 milhões de sacas de 60kg, o que representa aproximadamente 10% do total exportado. Na sequência, vêm a variedade de café canéfora (robusta + conilon), com 3,64 milhões de sacas (9%), e o café torrado e moído, com 45.766 sacas (0,1%).

Neste contexto, merece também destaque os cafés diferenciados brasileiros, que são os que possuem qualidade superior ou algum tipo de certificado de práticas sustentáveis, que representaram 19% das exportações totais brasileiras do produto de janeiro a dezembro de 2021, com a venda de 7,67 milhões de sacas ao exterior. Tal desempenho do volume físico dos cafés diferenciados, conforme o Relatório do Cecafé, representa uma redução de 2,7% nas exportações, caso seja comparado com as 7,87 milhões de sacas vendidas pelo Brasil ao exterior em 2020. E, por fim, que o preço médio desse produto diferenciado foi de US$ 207,53 por saca, proporcionando assim uma receita cambial ao País de US$ 1,59 bilhão em 2021, o que corresponde a 25,5% do total geral obtido com as exportações dos Cafés do Brasil.

Visite o site do Observatório do Café para ler na íntegra o Relatório mensal – dezembro 2021, do Cecafé, pelo link:

http://www.consorciopesquisacafe.com.br/images/stories/noticias/2021/dezembro/CECAFE-Relatorio-Mensal-DEZEMBRO-2021.pdf

Conheça o todo acervo de publicações da Embrapa Café e faça download dos arquivos pelo link:

https://www.embrapa.br/cafe/publicacoes

Confira as ANÁLISES (Análises e notícias da cafeicultura) divulgadas pelo Observatório do Café no link abaixo:

http://www.consorciopesquisacafe.com.br/index.php/imprensa/noticias

Fonte: Embrapa

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

ENTRETENIMENTO

MATO GROSSO

Política Nacional

CIDADES

Mais Lidas da Semana