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Mais de 1.200 cidades tiveram aumento de casos de Covid esta semana

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Pesquisa aponta aumento de casos de Covid-19 em 1.217 cidades esta semana
Reprodução: ACidade ON

Pesquisa aponta aumento de casos de Covid-19 em 1.217 cidades esta semana


Pesquisa da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) sobre a pandemia mostra que em 1.217 cidades houve aumento do número de casos de Covid-19 nesta semana. O número corresponde a 33,9% das 3.591 prefeituras ouvidas na 13ª edição da pesquisa. Em 1.030 municípios (30,7%) a situação ficou estável. E em 669 (18,6%) foi apontado pelas administrações municipais a redução do número de pessoas infectadas pelo novo coronavírus (Covid-19). Entre as prefeituras consultadas, 602 não responderam à consulta. O maior índice de ampliação de casos ocorreu em municípios médios (34%).

Já quando analisados os óbitos decorrentes da covid-19, em 657 (18,3%) cidades houve acréscimo, em 716 (19,9%) foi registrada queda e em 1.611 (44,9%) a situação ficou estável. Outras 607 não responderam a pesquisa.Do universo de prefeituras consultadas, 2.355 (65,9%) disseram estar mantendo alguma forma de fechamento ou restrição de horário das atividades não essenciais. Outras 624 (17,5%) responderam não ter lançado mão de restrições durante a pandemia. VacinasEntre as cidades que participaram do levantamento, 563 (15,7%) disseram ter ficado sem a primeira ou a segunda dose da vacina contra a Covid-19 nesta semana. Do total, 2.406 (67%) manifestaram não ter passado por essa situação.

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Das cidades que não receberam imunizante, 409 (72,6%) ficaram sem a 1ª dose e 244 (43,3%) ficaram sem a 2ª dose. Nos municípios nesta última situação, 220 (90,2%) não receberam a CoronVac e 53 (21,7%) o imunizante Oxford/AstraZeneca. Considerando a nova orientação do Ministério da Saúde para avançar na vacinação de pessoas com menos de 60 anos de idade, 1.209 (50%) cidades afirmaram que vão iniciar a imunização dessas faixas etárias ainda nesta semana. Outras 1.187 (49,1%) não adiantarão a vacinação para essa faixa etária.

Ainda conforme o levantamento, 2.669 (74,3%) municípios relataram ter recebido remessas da vacina da Pfizer. Outros 673 (18,7%) informaram que não tiveram acesso ao imunizante nesta semana.O levantamento mostra ainda que 2.891 (79,1%) prefeituras informaram ter iniciado a vacinação de pessoas com menos de 60 anos de idade, enquanto 538 (15%) ainda não chegaram nesse patamar. Das que já começaram, a maior parte, 1.127 (39,7%), está na faixa etária de 50 a 55 anos de idade.

Insumos

O risco de desabastecimento de medicamentos do chamado kit intubação foi manifestado por 606 cidades, o equivalente a 16,9% das consultadas. O nome é dado a remédios usados no uso de suporte ventilatório de pacientes com covid-19, como anestésicos e neurobloqueadores.

Já quanto ao oxigênio empregado no suporte ventilatório de pacientes, 291 cidades indicaram o risco de desabastecimento, o correspondente a 8,1% das entrevistadas. Outras 2.598 negaram preocupação com a falta de oxigênio, ou 72,3%.

Fonte: IG SAÚDE

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Comitê científico de SP propõe uso obrigatório de máscaras

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O Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, que auxilia o governo de São Paulo nas decisões relacionadas à pandemia, concorda que este ainda não é o momento de retirar a obrigatoriedade do uso de máscara no estado paulista.

Em entrevista coletiva hoje (20), o coordenador executivo do centro, João Gabbardo, disse que, apesar dos indicadores de morte, casos e internações por covid-19 estarem em queda no estado devido ao avanço da vacinação, os integrantes do comitê concordam que o momento exige cautela.

“A posição do comitê científico de São Paulo é que não é o momento de flexibilizarmos a utilização das máscaras, apesar dos números estarem muito positivos. Ainda não é o momento porque estamos passando por momento de transição no Plano São Paulo, com flexibilização importante como volta às aulas [presenciais], frequência obrigatória dos alunos, presença de público nos eventos esportivos culturais e esportivos como nos estádios, redução de distanciamento. Temos que acompanhar qual será o impacto dessas modificações nos indicadores”, disse ele.

Segundo Gabbardo, o Centro de Contingência continua analisando o assunto, mas ainda não definiu uma data para a suspensão do uso de máscara. Isso, continuou, vai depender de uma análise de fatores relacionados à transmissibilidade da doença e à cobertura vacinal. Mas a ideia é que o fim da obrigatoriedade do equipamento de proteção seja feito gradualmente, começando pela retirada do uso de máscara em lugares abertos, ao ar livre, e sem aglomeração.

“O governo tem recebido pedidos de setores, como o de eventos, para não flexibilizarmos. Todos têm receio de ter que retroceder – e nós não queremos retroceder”, afirmou. Uma das ideias do comitê é estabelecer metas para os indicadores de forma que, ao atingir uma dessas metas, poderia ser liberado o uso de máscara em algumas situações, tal como ao ar livre.

O Centro também analisa a possibilidade de, no futuro, continuar exigindo o uso de máscara em ambiente hospitalar, mesmo com o fim da pandemia. “Nos hospitais, as UTIs [unidades de terapia intensiva] e principalmente os centros cirúrgicos, a máscara é obrigatória para evitar a transmissão de doenças. Então vamos propor ao governo que em ambiente hospitalar o uso da máscara seja obrigatório mesmo depois da pandemia”, explicou.

Dados

Segundo o secretário estadual da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, a taxa de ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) do estado de São Paulo está hoje em 28,5%, com 1.841 pessoas internadas em estado grave. “Para se ter uma ideia, este número significa 2,6 mil pessoas a menos do que no pico da primeira onda [entre junho e julho do ano passado] e 9,2 mil a menos do que no pico da segunda onda [entre março e abril deste ano]”, disse ele, reforçando que essa queda nas internações é resultado do avanço da vacinação.

Nos hospitais privados, a ocupação de leitos é ainda menor do que nos públicos. De acordo com o secretário, 80% dos hospitais privados de São Paulo têm hoje uma ocupação de 20% de seus leitos.

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Saúde

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