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Maiara e Maraisa: “Nós, mulheres, mudamos, temos voz e direitos”

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 Maiara e Maraisa realizam ação publicitária para MRV
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Maiara e Maraisa realizam ação publicitária para MRV

Grandes nomes do sertanejo atual, as cantoras e compositoras Maiara e Maraisa são as novas estrelas da campanha da publicitária da MRV, “Meu Primeiro Apê”. Em entrevista exclusiva ao iG Delas, conversamos sobre as batalhas profissionais, família e o empoderamento feminino. Confira!

iG Delas: Durante o vídeo da campanha é dito que a empresa entrou em contato com as famílias que estavam comprando o primeiro apartamento. Qual das histórias mais chamou a atenção de vocês?

Maiara e Maraisa: Na verdade, foram três escolhas que representam muita gente: uma mulher batalhadora e que cria a filha sozinha, então é uma conquista que tem de ser muito valorizada; um casal com uma relação homoafetiva de cumplicidade mesmo, lindo demais de ver; e um outro casal que fez a opção de se planejar e ter o apartamento antes do casamento. São histórias reais, vividas por pessoas reais e que representam muito nosso país, além da lição de vida de todos eles. Sinceramente, não temos condições de escolher uma só. 

iG Delas: Um tema abordado no vídeo são os desafios que os brasileiros enfrentam para alcançar seus objetivos. Vocês, como mulheres em um ambiente predominado por homens, tiveram que enfrentar muitas dificuldades?

Maiara e Maraisa: Acho que dificuldade é algo que nós brasileiros somos calejados. No meio de nosso caminho, encontramos muitas, só que ao mesmo tempo encontramos muito acolhimento. Como dizem, tem de fazer do limão uma limonada e não jogar fora porque tem pouco caldo.

iG Delas: Vocês acreditam ter um papel importante na contribuição para o empoderamento feminino?

Maiara e Maraisa : Sim, e nos sentimos não só honradas, mas também com uma responsabilidade muito grande. Levamos e carregamos mensagem, queremos que esta mensagem, força e determinação cheguem para incentivar e motivar outras mulheres.

iG Delas:  A campanha aborda a importância da conquista do imóvel próprio. Vocês se lembram do sentimento de poder comprar o primeiro imóvel com o dinheiro fruto da carreira de cantoras?

Maiara e Maraisa: Não tem sentimento que possa traduzir a sensação do primeiro imóvel comprado com o fruto do seu trabalho. No nosso caso, as primeiras pessoas em que pensamos em ajudar foram nossos pais e irmão. A gratidão de retribuir não só o que fizeram por nós, mas também por acreditarem na nossa vontade.

iG Delas: Tendo em mente que vários lares brasileiros são chefiados por mulheres, qual é a importância deste diálogo da casa própria estar sendo feito de mulher para mulher?

Mostrar que o mundo mudou e nós mulheres fazemos parte desta mudança. E não só na fala, mas nas atitudes, nas conquistas e realizações. Nós, mulheres, mudamos, temos voz, temos direitos e temos capacidade.

Fonte: IG Mulher

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Entrega voluntária para adoção é direito da mulher

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Adoção: mulher tem direito a realizar o procedimento de maneira sigilosa
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Adoção: mulher tem direito a realizar o procedimento de maneira sigilosa

A atriz Klara Castanho, de 21 anos, relatou em suas redes sociais que buscou o processo de entrega voluntária de um bebê à adoção após descobrir uma gravidez em estágio avançado, fruto de um estupro. A prática de entregar a criança aos cuidados de outra família, diante de um processo comandado por uma Vara da Infância e Juventude, é uma prática prevista e assegurada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A mãe que opta por esse procedimento tem direito, inclusive, ao sigilo do caso garantido.

O juiz da Vara da Infância e Juventude, Iberê Dias, explicou que não há qualquer penalização direcionada a essa mãe.

— É um direito da mulher. Pode acontecer de maneira sigilosa se a mulher desejar e a entrega deve ocorrer sem constrangimentos para ela, tudo isso está no ECA. — diz Iberê Dias. — Pode acontecer de diversas formas, a mulher pode ir à maternidade e, ao relatar o desejo de entregar a criança, ela deve ser respaldada pelo sistema de saúde. Neste processo, ela deve ser ouvida por uma psicóloga para compreender se essa vontade ocorre em estado consciente, ou se ela não está passando, por exemplo, por uma depressão após o parto.

O juiz explica que após essa escuta junto ao psicólogo, o caso é encaminhado à Vara da Infância e juventude onde a mãe biológica passará por uma audiência, para que sua vontade de encaminhar a criança à adoção seja reiterada e seus direitos ouvidos.

— Não raro, em casos que a mulher inicia o processo ainda na gestação, a criança já é encaminhada para outra família assim que nasce. O recém-nascido sai da maternidade direto para a casa da família adotante — afirma Iberê.

Apesar de ser possível pedir uma recomendação de algum advogado para o procedimento, a presença desse especialista não é um pré-requisito. A mulher, inclusive, pode manifestar sua vontade de entregar a criança à adoção em diversos equipamentos públicos de atendimento, caso das Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou ao Centro de Referência da Assistência Social (CRAS).

Não é preciso, é importante dizer, que a gravidez seja fruto de um episódio de violência, como no caso de Klara. Qualquer mulher sob as mais diversas circunstâncias poderá entregar o filho à adoção.

O sigilo é imposto desde que haja a vontade da mãe. Uma vez sigiloso, o processo, porém, poderá ser acessado por essa criança adotada no futuro. Isso porque o direito à busca das heranças biológicas é permitido a qualquer tempo de vida, mesmo antes da maioridade. Caso não exista esse desejo de sigilo manifestado, é possível que alguém da família do menino ou menina seja contactada para que se saiba se há interesse e condições de assumir os cuidados da criança.

Fonte: IG Mulher

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