POLÍTICA NACIONAL

Maia comemora autorização para uso de vacinas: “Venceu a ciência”

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Najara Araújo/Câmara dos Deputados
Rodrigo Maia concede entrevista coletiva. Ele está em pé e há vários microfones na mesa a sua frente
Em suas redes sociais, Maia parabenizou os profissionais de saúde envolvidos

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), comemorou neste domingo a aprovação do uso emergencial das duas vacinas para combater a Covid-19. Por meio de suas redes sociais, Maia afirmou que a data representa um dia histórico e ressaltou que a Anvisa cumpriu seu papel de agência de estado.

“A data de hoje [ontem] entra pra história. Venceu a ciência, finalmente teremos as primeiras vacinas disponíveis à população brasileira e milhares de vidas serão salvas. A Anvisa cumpriu seu papel de agência do Estado”, disse o presidente neste domingo.

Maia ressaltou que o Brasil ainda responde por 10% das mortes pela Covid-19 no mundo, “o que é inaceitável”, afirmou. Ele parabenizou ainda os profissionais de saúde envolvidos e o empenho do governador de São Paulo,  João Dória.
“E que venham outras vacinas!”, afirmou.

Críticas
Nesta segunda-feira, em entrevista coletiva para jornalistas no salão Negro da Câmara, Maia criticou o presidente Jair Bolsonaro por recusar a vacina do Butantã inicialmente.

“O presidente afirmou que não compraria, mas na hora da verdade, a coragem não é tão grande. É corajoso até uma parte da história, pelo menos, apesar do papelão do ministro [da Saúde] Pazuello, agora querendo capturar o tema das vacinas, pelo menos compraram as vacinas e, para nossa felicidade, 6 milhões estarão imunizados nas próximas semanas”, disse.

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Natalia Doederlein

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POLÍTICA NACIONAL

Críticas de Fábio Trad à PEC das Prerrogativas gera reação em Plenário

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Najara Araujo/Câmara dos Deputados
Votação de propostas. Presidente da Câmara, dep. Arthur Lira (PP - AL)
Sessão do Plenário da Câmara dos Deputados

As críticas do deputado Fábio Trad (PSD-MS) à PEC das Prerrogativas (Proposta de Emenda à Constituição 3/21) geraram reação dentro do Plenário da Câmara.

Entre outros pontos, a proposta determina que os parlamentares só poderão ser presos por crimes inafiançáveis após decisão colegiada. A PEC também impede a suspensão do mandato e especifica o Conselho de Ética como o foro para debate sobre ações, palavras e votos dos congressistas.

Trad afirmou que a PEC permite “impunidade total” e disse que o texto é “anticristão”. “Um parlamentar colhido em flagrante com uma mala de recursos desviados da população brasileira não poderá ser preso. Isso é um despropósito, uma incoerência”, criticou.

Ele disse ainda que a medida autoriza a liberação do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), preso na semana passada, e criticou o impedimento de suspensão de mandato pela Justiça.

“A proibição de suspensão de mandato é importante em algumas hipóteses: por exemplo, quando o parlamentar se usa dos benefícios do cargo para praticar atos de corrupção. Além de não poder ser afastado do mandato, não poderá ser preso em flagrante. Isso é impunidade total”, disse.

A relatora da proposta, deputada Margarete Coelho (PP-PI), rebateu as críticas. “É muito triste algum colega jogar para a plateia desta forma, em busca de likes. Atacar colegas na internet é muito triste”, disse.

A deputada ressaltou que a Constituição atual não prevê prisão em flagrante para crimes de corrupção. “Eu não vi nenhuma emenda do senhor aqui para prever esse crime. Já que o senhor está há mais tempo do que eu no Parlamento, eu diria que você tem sido omisso”, afirmou.

A deputada Celina Leão (PP-DF) também saiu em defesa da relatora e disse que o texto não confunde imunidade com inimputabilidade. “Do ponto de vista técnico, a deputada Margarete tem melhorado o texto”, disse.

Prisão de Silveira
Outro deputado que criticou as opiniões de Trad foi Enrico Misasi (PV-SP). Ele afirmou que Daniel Silveira não poderá ter a prisão invalidada após a PEC por se tratar de regra processual.

Misasi ressaltou que o texto pacifica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) em certos casos. “No caso da prerrogativa de foro, nós estamos referindo só para aqueles crimes cometidos durante o mandato e relacionados às funções parlamentares. Essa PEC é uma PEC do fim do foro para nós parlamentares”, defendeu.

Acompanhe a sessão ao vivo

Em resposta aos parlamentares, o deputado Fábio Trad voltou a criticar a proposta e disse que foi alvo de uma “brutal reação”, já que “não ofendeu a honra” da relatora. “Reforço que esta PEC é espúria”, declarou.

O deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) afirmou que as trocas de ofensas do episódio reforçam a necessidade de ampliar o debate sobre a proposta na comissão especial. “Isso é consequência justamente da falta do debate de maneira calma e sem açodamento”, disse.

Para o deputado Bibo Nunes (PSL-RS), a proposta é uma reação a atitudes do STF, após a prisão de Daniel Silveira. “Vamos fazer com que o STF fique no seu lugar, que seja um poder igual aos outros”, disse.

Conselho de Ética
Já a deputada Maria do Rosário (PT-RS) criticou a definição de que apenas o Conselho de Ética poderá julgar ações, palavras e votos dos deputados. Ela disse que o colegiado é omisso e que direitos serão prejudicados.

“Não se trata agora de aceitarmos que o Parlamento crie uma operação de blindagem, que é efetivamente a leitura que faço quando o Conselho de Ética passa a ter superpoderes e perdemos o poder de recorrermos fora da Casa quando se trata de crimes contra a honra”, disse a deputada.

Mais informações em instantes

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Pierre Triboli

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