POLÍTICA NACIONAL

Mãe de Ciro Nogueira assume vaga no Senado após filho integrar governo Bolsonaro

Publicados

em


source
Eliane Nogueira disputou a última eleição como suplente na chapa de Ciro
Reprodução

Eliane Nogueira disputou a última eleição como suplente na chapa de Ciro

Mãe do novo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira , a empresária Eliane Nogueira (PP-PI) assumiu nesta quarta-feira a vaga do filho no Senado, em cerimônia fechada. Eliane disputou a última eleição como primeira suplente na chapa de Ciro, tornando-se assim a eventual substituta do parlamentar em caso de afastamento.

Após a posse, Eliane contou que ficou “inicialmente espantada” ao ser convidada para ser suplente do filho, na eleição de 2018. Na época, ela não tinha experiência política e nunca havia disputado um cargo público.

“Lembro como se fosse ontem do dia em que fui escolhida para ser a primeira suplente de meu filho na chapa que concorreria ao Senado. Apesar de inicialmente espantada, reforcei que estou à disposição para fazer o melhor pelo povo do meu estado. É com esse sentimento que assumo hoje oficialmente o posto de senadora da República pelo estado do Piauí”, disse Eliane em uma rede social.

Na mesma publicação, a nova senadora declarou que “é uma grande honra e responsabilidade continuar o trabalho que vem sendo realizado até aqui”. “Tenham certeza de que o amor pelo nosso estado e a dedicação ao nosso povo, sobretudo os menos favoridos, irão nortear a minha atuação”, acrescentou.

Você viu?

Ao registrar sua candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2018, Eliane disse trabalhar como administradora e declarou um patrimônio de R$ 3,6 milhões. A maior parte do patrimônio vem de uma empresa da qual ela é sócia ao lado do filho e de outras pessoas.

Em nota divulgada pela assessoria de Ciro Nogueira sobre a posse, consta que Eliane “atuava como gestora das empresas fundadas pela família, tendo desenvolvido no dia a dia dessas companhias sua experiência em administração”.

“Após a morte do marido, em março de 2013, voltou-se ainda mais à atividade empresarial, mas com recorrente participação na atividade política. Foi eleita 1º suplente na chapa do senador Ciro Nogueira nas eleições de 2018”, afirma trecho do texto.


Na cerimônia reservada, estiveram presentes o novo ministro Ciro Nogueira, alguns servidores, amigos e familiares de Eliane. Como segundo secretário da Mesa Diretora, o senador Elmano Ferrer (PP-PI) foi responsável por conduzir o ato.

Comentários Facebook
Propaganda

POLÍTICA NACIONAL

Governo Bolsonaro completa mil dias vivendo três crises por mês

Publicados

em


source
 Jair Bolsonaro
Agência Brasil

Jair Bolsonaro

Neste domingo (26), o governo do presidente Jair Bolsonaro completa mil dias. Até o momento, sua gestão enfrentou 100 crises, uma média de três por mês, de acordo com um levantamento feito pelo jornal O Globo.

O jornal relata um movimento frequente de Bolsonaro: consultar seus ministros sobre como lidar com tais crises. No dia 8 de setembro, após atos antidemocráticos marcarem presença nas ruas apoiando o presidente, o chefe de Estado se reuniu com seus ministros para que eles “votassem” se o discurso radical de de Bolsonaro deveria continuar ou se ele deveria recuar e serenar os ânimos exaltados.

O presidente iria manter o discurso inflamado, mas foi convencido pelo ex-presidente Michel Temer a escrever uma carta acalmando sua relação com o Supremo Tribunal Federal (STF) e, em especial, com o ministro Alexandre de Moraes.

Durante os mil dias de governo Bolsonaro, 19 ministros deixaram suas pastas. Só no Ministério da Saúde, três trocas ministeriais foram feitas durante a pandemia de Covid-19.

“A experiência do governo Bolsonaro é inédita na História do Brasil. Estamos usando para avaliar este governo a medida e os parâmetros que usamos para avaliar o gestor público. Só que esses parâmetros não são adequados, porque o governo Bolsonaro não se propõe nem a gerir a coisa pública nem a criar um projeto de futuro para o país”, diz a historiadora Heloísa Starling, professora da UFMG, ao Globo.

Bolsonaro não apenas viveu crises, mas as criou

Boa parte das crises vivenciadas durante os mil dias de governo Bolsonaro foram induzidas por ele. O presidente chegou a participar de atos que pediam o fechamento do Congresso e do STF e contavam com a presença de manifestantes pedindo a intervenção militar. Para demonstrar apoio à Forças Armadas, Bolsonaro demitiu Fernando Azevedo do Ministério da Defesa, e trocou os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica – este foi um movimento inédito no período democrático brasileiro.

O restante das crises foram criadas por pessoas do entorno do presidente, com frequentes declarações polêmicas de ministros escolhidos por ele. Internacionalmente, Bolsonaro também coleciona atritos com líderes mundiais.

O governo Bolsonaro também foi marcado pela crise econômica, com a inflação acelerando e a fila de desempregados crescendo. Para o futuro, o restante da gestão do presidente ainda deve trazer muitas crises pela frente.

“Ele vai radicalizar muito ainda, porque não consegue ir para o segundo turno sem radicalizar, a não ser que a economia melhore muito. Não vejo Bolsonaro atenuar para absolutamente nada, porque ele precisa manter viva essa chama do radicalismo em 25% da população”, analisa o cientista político Humberto Dantas, gestor de Educação do Centro de Liderança Pública, em entrevista ao Globo.

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

ENTRETENIMENTO

MATO GROSSO

Política Nacional

CIDADES

Mais Lidas da Semana