BRASIL E MUNDO

Madrasta presa por envenenamento cuidou de crianças em projeto social

Publicados

em

 

source
Madrasta presa por envenenamento cuidou de crianças em projeto social
Madrasta presa por envenenamento cuidou de crianças em projeto social

Presa temporariamente por tentar  matar o enteado, o estudante Bruno Carvalho Cabral, após supostamente servir a ele feijão com chumbinho no último dia 15, Cíntia Mariano Dias Cabral é investigada também pela morte da irmã dele, a também estudante Fernanda Carvalho Cabral, em circunstâncias semelhantes, em março; do ex-namorado, o dentista Pedro José Bello Gomes, em 2018; e de um vizinho, o representante farmacêutico Francisco das Chagas Fontenele, em 2020. Durante oito anos, porém, ela cuidou de 14 crianças no programa Família Acolhedora, recebendo em casa menores de idade cujos direitos foram violados, durante oito anos.

De acordo com dados da Secretaria Municipal de Assistência Social, responsável pela implementação do serviço nacional na cidade, Cíntia teve seu primeiro contato com crianças em situação de acolhimento em 2013, permanecendo até 2021. A priori, ela recebeu R$ 450 mensais de bolsa-auxílio nos dois primeiros anos. A partir de 2015, houve um ajuste do valor para R$ 688, totalizando o montante pago a ela em R$ 48.082 mil. O benefício é concedido para amparar financeiramente os custos da criança ou adolescente acolhido. No mesmo período, o Família Acolhedora atendeu cerca de 1.300 jovens no Rio, dispensando cerca de R$ 810 mil.

Leia também

Ainda segundo a Secretaria Municipal de Assistência Social, Cíntia foi habilitada no Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora no Polo 8-Bangu, em 9 de setembro de 2011, “após passar por criterioso processo de habilitação, envolvendo as fases de seleção, preparação, cadastramento e acompanhamento, por entrevistas, visitas domiciliares e capacitações, conforme os princípios, diretrizes e orientações do Estatuto da Criança e do Adolescente e o que determina o documento Orientações Técnicas: Serviços de Acolhimento para Crianças e Adolescentes”.

Ao GLOBO, a pasta informou que o primeiro curso de formação para tornar-se família acolhedora dura quatro meses: “Todo o processo de habilitação é acompanhado pela Vara da Infância, da Juventude e do Idoso, que determina judicialmente a entrada de qualquer criança ou adolescente no programa federal, na cidade do Rio”.

“Desde 1997, quando o programa Família Acolhedora foi implantado no município do Rio, seis mil crianças e adolescentes foram acolhidos por famílias. A modalidade de Acolhimento Familiar está previsto no Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e visa garantir proteção e cuidado através da convivência familiar e comunitária até que seja possível o retorno da criança ou adolescente à família de origem ou extensa. E, em caso de impossibilidade, sua colocação em família substituta”, disse a Secretaria Municipal de Assistência Social, em nota.

Na semana passada, o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) com a análise do material gástrico de Bruno comprovou haver “quatro grânulos esféricos diminutos, de tamanhos variados, de coloração variando entre azul escuro e preto”, o que “pode sugerir a ingestão de um produto comercializado clandestinamente como raticida, popularmente conhecido como chumbinho”.

Segundo o documento, no entanto, utilizando-se a técnica disponível no Serviço de Toxicologia do IML, não foi possível detectar a presença de inseticidas ou outras substâncias tóxicas no material analisado.

O rapaz teria começando a passar mal minutos após ter saído da casa onde Cíntia morava com seu pai, Adeilson Cabral, onde, durante o almoço, foram servidos feijão, arroz, bife e batata frita. Na ocasião, ele teria reclamado que o feijão estava com gosto amargo e o colocou no canto do prato. A madrasta então levou o prato de volta a cozinha e colocou mais comida.

Após a refeição, o estudante foi deixado na casa da mãe, Jane Carvalho Cabral, que ligou então  para o ex-marido contando dos sintomas apresentados pelo filho. Levado ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, o jovem foi submetido a uma lavagem gástrica e teve a intoxicação exógena diagnosticada pela equipe médica.

À mãe, o estudante relatou ter passado mal justamente após ingerir “umas pedrinhas azuis que estavam no feijão” e contou que, ao servir seu prato, a madrasta teria apagado a luz da cozinha “como se estivesse escondendo algo”. Aos policiais, Cíntia disse que as tais “pedrinhas” eram um tempero de bacon que não havia dissolvido na comida.

Segundo o inquérito da 33ª DP (Realengo), Fernanda deu entrada no Albert Schweitzer, também após passar mal na casa de Adeilson e morreu 12 dias depois. A jovem caiu no chão do banheiro, e ficou encharcada de suor, com dificuldade para respirar, a língua enrolada e a boca tomada por espuma.

Sem diagnóstico, a estudante não respondeu ao tratamento e morreu na unidade de saúde. Em seu atestado de óbito consta que ela foi vítima de falência múltipla dos órgãos em decorrência de causas naturais. Sem indício de crime, o corpo dela não foi submetido a necropsia. No último dia 26, o cadáver passou por uma exumação e o laudo para detectar substâncias tóxicas ainda não foi concluído.

Por meio de seus advogados, Cíntia que tenha cometido o homicídio de Fernanda e a tentativa de homicídio de Fernanda. De acordo com as investigações, os envenenamentos teriam acontecido por ciúmes que a madrasta nútria da relação do companheiro com seus filhos biológicos. Ela ainda figura como suposta autora de crimes como violação de domicílio, ameaça, injúria, abandono de incapaz e dano, entre os anos de 2009 e 2013, embora em nenhum dos procedimentos tenha havido indiciamento tampouco condenação.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo. Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Comentários Facebook
Propaganda

BRASIL E MUNDO

Programa de Transformação Digital aproxima a gestão municipal e o povo

Publicados

em

Sede da Prefeitura de São Paulo
Divulgação/SMTUR

Sede da Prefeitura de São Paulo

A busca pela melhoria dos processos e das ferramentas de atendimento ao Cidadão é um dos objetivos do novo Programa de Transformação Digital.

O decreto que cria a iniciativa, liderada pela Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT), foi assinado nesta quinta-feira (18) pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes.

A medida também tem a meta de melhorar o relacionamento da gestão municipal e o cidadão comum, além de usar a tecnologia e a inovação como instrumento de inclusão, diminuindo as desigualdades na cidade.

Para o prefeito Ricardo Nunes, a Secretaria de Urbanismo e Licenciamento (SMUL) será um dos órgãos com os maiores desafios na questão da transformação digital. “Ninguém aguenta mais a burocracia, um dos maiores inimigos da cidade hoje”, afirmou o prefeito.

“Já avançamos muito, por exemplo, no caso da abertura de empresa. Antes, demorava 100 dias e, hoje, você faz em 23 horas. Porém ainda temos muito para progredir, precisamos ter mais agilidade. Mas estamos no caminho certo”, finalizou o prefeito Ricardo Nunes.

O Programa de Transformação Digital é baseado em um conjunto de diretrizes relacionadas à prestação de serviços digitais e às plataformas de governo digital.

“O mais importante com a assinatura do decreto é caminhar para uma aproximação maior dos serviços do município com o cidadão, com humanização e padronização.”, avalia o secretário municipal Juan Quirós.

Outro ponto do Programa de Transformação Digital será o aprimoramento das capacidades internas dentro da administração municipal. A iniciativa vai facilitar a implantação de ferramentais digitais, que darão agilidade a implantação de avanços de tecnologia e inovação.

A criação do Programa é mais um passo importante na transformação digital da cidade, afirmou a secretária municipal de Gestão. “A digitalização permitirá ao cidadão receber um serviço com igualdade”, destacou Márcia Arruda.

InspiraSAMPA

Nesta quinta-feira, também foi lançado o InspiraSAMPA, uma parceria da Prodam com a Secretaria de Inovação e Tecnologia (SMIT) e o Conecta.HUB.SP.

Trata-se de um centro de excelência em tecnologia e inovação com base nos pilares ESG (environmental, social, and corporate governance). Estará localizado na Rua Líbero Badaró, 425, 6°andar – Centro Histórico.

O objetivo é criar um ecossistema que promova a inovação em tecnologia da informação para a cidade de São Paulo, integrando iniciativas e soluções com a participação do poder público, grandes empresas de tecnologia, universidades e demais entidades interessadas.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.  Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Fonte: IG Nacional

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

TECNOLOGIA

MATO GROSSO

Política Nacional

Mais Lidas da Semana