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Madeira ilegal apreendida pela PRF este ano supera em 95% a de 2019

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Este ano, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu quase o dobro de madeira ilegal do que em 2019. Já a Polícia Federal (PF) confiscou o equivalente a R$ 427,7 milhões de grupos ou pessoas flagradas cometendo algum tipo de crime ambiental – cifra 81% superior à que foi recolhida pelos mesmos motivos em 2019.  

As informações foram divulgadas hoje (22), em Brasília, durante a apresentação dos resultados das ações que o Ministério da Justiça e Segurança Pública e as instituições vinculadas à pasta realizaram ao longo deste ano. 

Segundo o diretor-geral da PRF, Eduardo Aggio, mais de 36,997 mil metros cúbicos de madeira ilegal foram apreendidos em rodovias federais de janeiro a novembro deste ano. O resultado é 95% superior aos 18,945 mil metros cúbicos apreendidos em 2019. Em 2018, foram apreendidos 13,904 mil metros cúbicos.

“Isso mostra que a atuação do governo federal no combate aos crimes ambientais tem sido ampliada, e os resultados têm sido bastante profícuos”, disse Eduardo Aggio, frisando que o resultado não necessariamente aponta para um aumento do desmatamento. “O aumento expressivo da apreensão de madeira ilegal não necessariamente retrata um aumento do desmatamento, mas sim o aumento da nossa capacidade de atuar”.

Além do maior volume de madeira ilegal, os policiais rodoviários federais também resgataram um número maior de animais silvestres. Foram 34 mil espécimes este ano, contra 11 mil no ano passado e 18.897 em 2018. 

“Também temos focado na desestruturação da logística do tráfico de animais”, disse o diretor-geral da PRF, atribuindo os resultados, em parte, à reformulação da atuação das áreas de tecnologia e de inteligência levada à cabo em 2019, buscando maior efetividade e eficácia nas ações da instituição. 

“Essa reestruturação do policiamento trouxe ganhos significativos em todas as áreas de atuação da PRF, inclusive no aspecto ambiental. Queremos que aqueles que forem delinquir saibam que as rodovias federais não serão usadas para qualquer tipo de ilícito”, disse o diretor. 

De acordo com Eduardo Aggio, a maior parte da madeira apreendida é entregue ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Crimes ambientais

O diretor-executivo da PF, Carlos Henrique Oliveira de Souza, também destacou os resultados obtidos pela corporação no combate a crimes ambientais. De acordo com Souza, agentes federais apreenderam o equivalente a R$ 427,7 milhões em operações deflagradas para reprimir ilícitos ambientais, valor 81% superior aos R$ 235,3 milhões recolhidos no ano passado.

Já o secretário Nacional de Segurança Pública, Carlos Renato Machado Paim, lembrou que, dentre as 57 operações, em 44 cidades de 19 unidades da federação, que a Força Nacional de Segurança Pública participou este ano, algumas das principais tinham entre seus objetivos reprimir crimes ambientais, caso das operações Verde Brasil II, Onda Verde Itinerante e Pantanal, esta última deflagrada contra queimadas no bioma nos estados de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul.

Ao comentar os resultados, o ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, disse que o governo federal e os órgãos de Estado vêm atuando para reduzir o desmatamento em todo o país. “A PF e a PRF estão agindo mais, independentemente de haver aumento ou diminuição [do desmatamento]”, disse o ministro, destacando os investimentos federais em sistemas de monitoramento por satélite que, segundo ele, permitem identificar áreas de queimadas e desmatamento ilegal com maior precisão e velocidade.

“Procuramos transformar aquilo que era feito de forma literalmente artesanal, nos moldes do padrão do século passado, para inserirmos em um tipo de investigação padrão século XXI. Nossa expectativa é avançarmos ainda mais, intensificando a repressão a esse tipo de crime, focando [na atuação] em organizações criminosas”.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Geral

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Amazonia 1 chega à orbita com sucesso e inicia transmissão de dados

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A contagem final para o lançamento do satélite brasileiro Amazonia acabou. O equipamento, que é o primeiro a ser totalmente projetado, desenvolvido e montado por mentes nacionais,foi lançado com sucesso à 1h54 (horário de Brasília). 

A TV Brasil acompanhou todas as etapas do lançamento em um programa especial com entrevistas, comentários e curiosidades sobre a lançamento do satélite e a nova etapa do programa espacial brasileiro.

O Amazonia 1 foi desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB) – órgãos ligados ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.

O lançamento ocorreu a partir do Centro Espacial Satish Dhawan, na cidade de Sriharikota, na província de Andhra Pradesh, na Índia.

Internautas e telespectadores puderam participar com perguntas e comentários usando a hashtag #BrasilNoEspaço.

Acompanhe o lançamento na íntegra:

 

Acompanhe o lançamento do satélite Amazonia 1

#AoVivo Acompanhe com a TV Brasil o lançamento do Amazonia 1, satélite de observação da Terra projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil.O lançamento acontece a partir do Centro Espacial de Satish Dhawan na Índia. Participe da transmissão usando #BrasilnoEspaço! Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações Agência Espacial Brasileira – AEB Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais

Publicado por Agência Brasil em Sábado, 27 de fevereiro de 2021

O Amazonia 1 foi colocado em órbita pela missão PSLV-C51, da agência espacial indiana Indian Space Research Organisation (ISRO). Com seis quilômetros de fios e 14 mil conexões elétricas, o satélite tem por objetivo fornecer dados de sensoriamento remoto para observar e monitorar o desmatamento, especialmente na região amazônica, além de monitorar a agricultura no país.

Em entrevista exclusiva à Rádio Nacional, o presidente da Agência Espacial Brasileira, Carlos Moura, que acompanha a comitiva na Índia, disse que o momento é de expectativa e também de projeção do Brasil.

» Leia a entrevista na íntegra

Missão Amazonia e Plataforma Multimissão

A Missão Amazonia pretende lançar, em data a ser definida, mais dois satélites de sensoriamento remoto: o Amazonia 1B e o Amazonia 2. “Os satélites da série Amazonia serão formados por dois módulos independentes: um módulo de serviço – que é a Plataforma Multimissão (PMM) – e um módulo de carga útil, que abriga câmeras e equipamentos de gravação e transmissão de dados de imagens”, detalha o Inpe.

Além de ajudar no monitoramento do meio ambiente, a missão ajudará na validação da Plataforma Multimissão como base modular para diversos tipos de satélites. Essa plataforma representa, segundo o Inpe, “um conceito moderno de arquitetura de satélites, que tem o propósito de reunir em uma única plataforma todos os equipamentos que desempenham funções necessárias à sobrevivência de um satélite, independentemente do tipo de órbita.”

Entre as funções executadas pela plataforma estão as de geração de energia, controle térmico, gerenciamento de dados e telecomunicação de serviço – o que possibilitará a adaptação a diferentes cargas úteis, além de reduzir custos e prazos no desenvolvimento de novas missões.

“Essa competência global em engenharia de sistemas e em gerenciamento de projetos coloca o país em um novo patamar científico e tecnológico para missões espaciais. A partir do lançamento do satélite Amazonia 1 e da validação em voo da PMM, o Brasil terá dominado o ciclo de vida de fabricação de sistemas espaciais para satélites estabilizados em três eixos”, informa o Inpe.

Entre os ganhos tecnológicos que a missão deverá render ao país, o Inpe destaca, além da validação da PMM, a consolidação do conhecimento do país no ciclo completo de desenvolvimento de satélites; o desenvolvimento da indústria nacional dos mecanismos de abertura de painéis solares, o desenvolvimento da propulsão do subsistema de controle de atitude e órbita na indústria nacional e a consolidação de conhecimentos na campanha de lançamento de satélites de maior complexidade.

» Leia mais sobre o Amazonia 1

*Matéria em atualização para inclusão de novas informações.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Fonte: EBC Geral

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