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Luiza Trajano diz que retomada econômica só foi possível com avanço da vacinação

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Luiza Trajano diz que recuperação econômica depende de vacinação
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Luiza Trajano diz que recuperação econômica depende de vacinação

O Movimento Unidos pela Vacina (UPV) — criado em fevereiro deste ano pelo Grupo Mulheres do Brasil (GMB), em fevereiro, com a meta de ter todos os brasileiros vacinados contra a Covid-19 até este mês de setembro — alcançou R$ 50 milhões em doações de 1,95 milhão de itens, entre equipamentos, insumos e outros itens para ajudar a acelerar a vacinação no país. Ao todo, mais de 400 empresas se engajaram no movimento, beneficiando mais de quatro mil municípios.

Freezers, câmaras frias, caixas térmicas, computadores estão entre os itens mais doados. Apesar de ter cumprido o prazo estipulado de início, o movimento se mantém em atividade até concluir todas as entregas de insumos requisitados pelos municípios, o que deve ocorrer até o fim de outubro, elevando para entre 2,5 milhões e 3 milhões o total de itens doados, afirma Maria Fernanda Teixeira, Maria Fernanda Teixeira, cofundadora do GMB e que liderou o trabalho com as prefeituras.

Questionada sobre qual seria a “vacina” para curar a economia do país neste momento — desemprego acima de 14%, inflação em alta, perda de renda — Luiza Helena Trajano, à frente do GMB e presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, voltou a afirmar que não comenta sobre política, mas reforçou que, sem vacinação, não há retomada.

“Sem a vacina e sem essa cura, a gente não podia caminhar. Nada ia para frente também — disse, frisando que ela e os demais integrantes do UPV participam de outras iniciativas diversas em prol da melhora do país. — O que estamos pregando muito é união. Não dá para a gente ficar acusando um lado ou outro, continuar nisso enquanto tanta gente está precisando. Está faltando comida na mesa de novo. E está faltando a dignidade, que é o emprego”, complementou em entrevista on-line com jornalistas na tarde desta quarta-feira (22).

Na sequência ao UPV, o GMB está elaborando uma agenda para os próximos dez anos, para atuar em áreas como educação, saúde, emprego e habitação, destacou a empresária. Na última semana, ela foi eleita uma das cem pessoas mais influentes pela revista Time.

Perguntas sobre medidas recentes do Ministério da Saúde, como a suspensão da vacinação de adolescentes sem comorbidades, e o posicionamento do presidente Jair Bolsonaro em seu discurso na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York nesta terça-feira não foram respondidas sob o argumento de que o Mulheres do Brasil atua como uma organização política apartidária.

“A gente não entra nesse tipo de avaliação, enquanto UPV. O que posso te responder é que o país tem uma cultura de vacinação. O que vai valer nos países é o número de vacinados que estamos tendo. E temos um número muito alto em porcentagem. Se pensasse isso em dezembro, seria impossível. Com o tempo, as pessoas foram entendendo que a pandemia se cura com vacinação em massa. E, nesse aspecto, o presidente pode ter até falado que não se vacinou, mas também não houve nada que nos atrapalhasse a continuar a nossa campanha”, frisou Luiza Trajano.

“Temos uma cultura que nos ajudou, e graças ao SUS”, concluiu.

Foco no SUS

Ela reforçou que o GMB não vai esquecer do SUS:

“Ele é perfeito. Ele tem que ter gestão e digitalização. Só”, disse.

Além de Luiza Trajano e Maria Fernanda Teixeira, participaram do encontro Guilherme Lencastre, presidente do Conselho de Administração da Enel no Brasil; Walter Schalka, presidente da Suzano Papel e Celulose, e Armando Valle, à frente da Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama), entre outras integrantes do GMB.

O UPV traçou seu plano de ação a partir de encontros com o Ministério da Saúde, listando o que seria necessário para que a vacinação ocorresse sem rupturas em postos espalhados em todo o país e em conformidade com o Plano Nacional de Imunização.

Foi realizada uma pesquisa junto aos 5.570 municípios do país, conduzida pelo Instituto Locomotiva, não respondida apenas por uma das localidades. O levantamento apontou demandas em mais de 70% desses municípios, quase todas já atendidas. Para fazer isso, o grupo montou um processo de “amadrinhamento” de estados e municípios. Natura, Vale, BRK Ambiental e Coca-Cola são outras empresas que aderiram. Também as companhias aéreas brasileiras foram apontadas como fundamentais para distribuir itens doados, inclusive alcançando áreas remotas.

O grupo deixou clara sua atuação em colaborar para agilizar a vacinação, sendo contrário à aquisição de doses pelas empresas privadas. E criou um protocolo de governança jurídico e fiscal para garantir que todas as doações fossem entregues diretamente à prefeitura de cada localidade atendida.

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Caminhoneiros fazem protesto contra Detran em rodovia estadual no Pará

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Paralisação não é relacionada ao preço do diesel e não faz parte da greve prevista para 1º de novembro
Reprodução: iG Minas Gerais

Paralisação não é relacionada ao preço do diesel e não faz parte da greve prevista para 1º de novembro

Caminhoneiros bloquearam um trecho da BR-316, na altura da cidade de Benevides, na região metropolitana de Belém, nesta terça-feira. Cerca de 1,5 mil profissionais ocuparam a faixa em direção à capital do Pará, entre 6h e 14h, para protestar pelo cumprimento de leis estaduais sobre transporte de carga e locomoção de caminhoneiros em rodovias estaduais, e pediram fiscalização do Detran do Pará.

Segundo o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos do Estado do Pará, Eurico Ribeiro dos Santos, a paralisação ocorreu para demandar que o Detran cumprissem a Lei da Balança e a flexibilização do horário de entrada dos veículos dentro de centros urbanos, hoje restrita ao horário entre 7h e 10h e de 17h às 21h.

A Lei da Balança determina que os caminhões devem respeitar um limite de peso para trafegar em rodovias brasileiras, e devem ser pesados por balanças federais. Entretanto, Santos explica que, na mesma rodovia BR-316, o governo estadual instalou uma balança, que não funciona 24 horas.

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“O trabalhador que circula pela região é penalizado porque não sabe quanto pesa o veículo dele. Então, como o peso fica incerto, alguns caminhões levam metade da carga, e outros ficam ainda mais pesados, e pode acabar dando prejuízo para os caminhoneiros. Queremos que seja fiscalizado”, afirma o presidente do sindicato, informando que a categoria tem uma reunião marcada nesta quarta-feira, na Cas Civil, para discutir a unificação do ICMS.

Outra reivindicação é pela flexibilização do horário de entrada de caminhões em Belém. Hoje, o Detran determina que devem respeitar as janelas de horários entre 7h e 10h e 17h às 21h.

No entanto, Santos explica que a entrada restrita gera impacto negativo no caminhoneiro, que precisa descarregar, mas não consegue acessar a cidade, por conta dos horários, e também não tem espaço para estacionar nas rodovias.

Procurado pelo GLOBO, o Ministério da Infraestrutura disse que a manifestação no Pará é pontual e não há manifestações em rodovias federais. Segundo a pasta, a pauta na região é local e não há mais bloqueios de pistas.

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