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Livro analisa prospecção do uso da biomassa florestal para finalidades energéticas no Brasil

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Acaba de ser disponibilizado, pela Editora Atena, o livro “Prospecção do uso da biomassa florestal para finalidades energéticas no Brasil”, resultado da dissertação de mestrado de Tamires Baesso, primeira autora, desenvolvido junto ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da Udesc em Lages-SC. O estudo foi desenvolvido para atender a uma demanda relacionada ao futuro da biomassa florestal no Brasil, em especial nas regiões chamadas de “novas fronteiras”, no que tange à expansão da produção de florestas para finalidades energéticas. O escopo inicial da pesquisa foi desenvolvido no âmbito do projeto de pesquisa “Avaliação socioeconômica e ambiental da produção florestal de eucalipto em regiões de novas fronteiras”, coordenado pela Embrapa Florestas.

Os outros autores são o Professor da Udesc Flávio Simione e os pesquisadores Claudio Buschinelli e José Mauro Moreira da Embrapa Meio Ambiente e Embrapa Florestas, respectivamente.

Com um design gráfico muito atrativo, apresenta um estudo de prospecção sobre o comportamento do uso da biomassa florestal para finalidades energéticas no Brasil, considerando as diferentes regiões e estados. O livro mostra também, de forma mais detalhada, as tendências relacionadas ao uso da biomassa florestal para energia, de modo a auxiliar na formulação de políticas públicas e orientar tomadas de decisões. Os principais fatores críticos relativos ao tema foram considerados nas seguintes vertentes: áreas de pesquisa, mercado, cogeração de energia, empresa do ramo florestal e produção de papel e celulose, as demandas de tecnologia, de capacitação e pesquisa, visando o desenvolvimento dessa fonte de energia renovável no Brasil, além das potencialidades do uso de biomassa florestal para finalidades energéticas nos próximos anos (até 2030).

Organizado em cinco capítulos, faz uma introdução ao assunto, considerando um panorama geral do uso de biomassa florestal para energia, apresentado no primeiro capítulo. O segundo capítulo apresenta os procedimentos metodológicos empregados no estudo de prospecção, desde a elaboração do questionário, seleção dos especialistas, envio e recebimento dos dados e, por fim, o tratamento estatístico dos mesmos. Os resultados são apresentados no capítulo 3, que está dividido em 4 subseções: diagnóstico dos especialistas entrevistados; prospecção para a situação brasileira; prospecção para as regiões brasileiras e prospecção para os estados brasileiros. No quarto capítulo, os dados são discutidos considerando o cenário energético nacional. As conclusões do trabalho, reunindo os principais resultados obtidos e recomendações para pesquisas futuras, são apresentadas no quinto capítulo.

História
Atualmente, a diversificação de matrizes energéticas nacionais com fontes renováveis tem sido estimulada em razão da retirada de fontes não renováveis, da contribuição dos combustíveis fósseis para a mudança do clima, da crescente demanda por energia e da limitação dos recursos naturais. Apesar de ter origem predominantemente renovável, a matriz energética brasileira é dependente da geração proveniente de usinas hidrelétricas. 

O Brasil é considerado um dos líderes mundiais em produtividade do setor madeireiro. Por esta razão, a biomassa florestal constitui-se em uma relevante e potencial alternativa para aumentar a participação de fontes renováveis na matriz energética nacional, principalmente considerando seu desenvolvimento tecnológico, disponibilidade de área e elevada produtividade das florestas plantadas. 

Adotou-se a abordagem foresight para a prospecção, que consiste na projeção futura baseada na opinião de especialistas através da aplicação de questionário Delphi e para isso, efetuou-se a seleção de especialistas da área de biomassa florestal destinada para finalidades energéticas, buscando representar todos os estados brasileiros. O questionário foi produzido e ajustado de acordo a necessidade identificada pelos pesquisadores envolvidos no presente estudo. 

No total, foram recebidas 154 respostas, cujos dados foram tabulados e posteriormente analisados por meio da estatística descritiva. Os resultados indicam uma tendência de crescimento da produção de lenha e carvão vegetal na maioria das regiões brasileiras e nos estados analisados. Foram identificados, também, os fatores críticos e os propulsores relacionados ao aumento da oferta e demanda de biomassa florestal para a produção de energia, bem como as necessidades relacionadas e enfrentadas por profissionais dos ramos de atuação apontados neste estudo.

O livro pode ser acessado aqui.

Fonte: Embrapa

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Parceiros articulam fortalecimento de pesquisas e transferência de tecnologias em Arapiraca (AL)

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Pesquisadores da Embrapa participaram, na quarta (14), em Arapiraca, no Agreste de Alagoas, de reunião com parceiros para discutir e articular o fortalecimento de pesquisas com mandioca, grãos e hortaliças no município e entorno.

O anfitrião do encontro foi o secretário de Desenvolvimento Rural de Arapiraca, Hibernon Cavalcante, que recebeu Antonio Santiago, pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE) baseado em Alagoas, e Flávia Teixeira, pesquisadora da Embrapa Hortaliças (Brasília, DF) atualmente baseada na nova Unidade sediada em Maceió, a Embrapa Alimentos e Territórios. 

A reunião contou com a participação de assessores e técnicos da Secretaria do Desenvolvimento Rural da Arapiraca e Emater-AL, e teve como foco a implementação de ações de pesquisa e transferência de tecnologias voltadas à cultura de mandioca e hortaliças para técnicos e produtores do município já para 2021. 

Santiago já vem há alguns anos coordenando estudos e ensaios de campo com mandioca na região de Arapiraca e municípios vizinhos, tradicional produtora da raiz e de hortaliças, sempre em parceria com os governos municipais e estadual.

“A ideia é fortalecer as parcerias para retomarmos e intensificarmos esses estudos de competição de cultivares de mandioca para a indústria e implantarmos ensaios com cultivares voltadas para a alimentação animal, além hortaliças como cenoura e alface, feijão e pesquisas com milho dentro da já consolidada atuação da Comissão Estadual de Grãos”, explica Santiago. 

Com aproximadamente 180 produtores atuando numa área de 250 hectares, segundo dados da Prefeitura Municipal, a produção de hortaliças em Arapiraca, apresenta, anualmente, faturamento bruto acima dos 50 milhões. Na cultura da mandioca, são utilizados 5,5 mil hectares, com média de produção de 30 mil toneladas anuais e faturamento bruto de 15 milhões por ano.

Fonte: Embrapa

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