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Live ensina artesãos a precificar seu trabalho e ter remuneração justa

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A Confederação Nacional das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais (Conampe) realizou, nesta terça-feira (04.05), capacitação online para ensinar artesãos a precificarem seus produtos. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019, o artesanato é responsável pela renda de aproximadamente 10 milhões de brasileiros. No entanto, a coordenadora do Artesanato da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec), Lourdes Sampaio, afirma que esses artesãos apresentam dificuldades para pôr preço em suas obras.

“A live foi muito importante para os artesãos que tem dificuldade em colocar o preço certo noss seus produtos, pois o palestrante informou passos importantes de como definir o valor de uma peça”, explicou a coordenadora.

A live contou com a participação de Ercílio Santinoni, Presidente da Conampe, e Fábio Santos Pereira da Silva, coordenador-geral de Empreendedorismo e Artesanato na Subsecretaria de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas.

No evento virtual, o educador financeiro Sérgio Amandio ensinou algumas técnicas para que o artesão saiba precificar seu produto. “Eu acredito que não haja valor para uma arte. Porém, o artesão precisa de dinheiro para complementar a sua renda, pagar as suas contas e investir no seu negócio e há ferramentas para chegar a este preço”, explicou.

Para estipular o preço de venda, é necessário que, em um primeiro momento, o artesão calcule o preço das matérias utilizadas, até mesmo aquelas que, muitas vezes, costuma ignorar, como a embalagem e a cola. Posteriormente, é a vez, determinar o valor das despesas, que devem variar desde o valor do consumo de energia elétrica ou gás, caso for usado na confecção do artesanato, quanto o deslocamento para a compra de materiais. Por fim, é importante se atentar ao lucro, que também poderá ser usado para o artesão reinvestir no seu negócio e ainda o seu valor por hora de trabalho.

Durante a videoconferência, foi dado um exemplo: vamos supor que o artesão comercialize uma tiara de tecido. Nesse caso, ele precisa calcular o preço do tecido de algodão, o arco estreito, a máquina de cola quente e as linhas e agulhas. Caso o tecido de para várias tiaras, o valor deve ser divido pela quantidade, o mesmo se aplica a cola.

Valores como a conta de energia, caso a máquina seja usada, ou a luz também devem ser atribuídas na hora da artesã dar valor ao seu produto. Se a artesã trabalha 192 horas por mês, por exemplo, e tem um gasto de R$ 630 reais por mês (630: 192), o custo da obra por hora é de R$ 3,28. Logo, se um arco demorou 3 horas para ser produzido, deve se adicionar R$ 9,84 ao preço da peça.

Desta forma, o preço da venda de um artesanato deve ser feito da seguinte forma: custo de matérias utilizados + despesas + preço de trabalho + lucro que o artesão espera ganhar. Para assistir a esta live e aprender a precificar o artesanato, basta clicar aqui.

Fonte: GOV MT

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Filme documental sobre Barão de Melgaço será exibido na TV aberta neste sábado (19)

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Barão de Melgaço – O bretão cuiabanizado Augusto Leverger, filme documental dirigido por Leonardo Sant’Ana, com produção executiva de José Paulo Traven, entra para a programação da TV Centro América e será exibido neste sábado (19), às 23h55, no Supercine, logo após o programa Altas Horas.

De acordo com Paulo Traven, o longa-metragem conta a trajetória do militar franco-brasileiro, destaque na Guerra do Paraguai e presidente da província de Mato Grosso em várias ocasiões.

“Trata-se de um trabalho primoroso que integra cinema e animação em uma produção documental, em memória aos 140 anos da morte de Augusto Leverger – patrono na Academia de Letras e no Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso”.

Traven explica ainda que para isso, foram entrevistados historiadores e pesquisadores como João Carlos Vicente Ferreira, Suely da Costa Campos, João Antônio Lucídio, Eduardo Mahon, Elizabeth Madureira, Maria Adenir Peraro e Ernesto de Sena.

“Em 93 minutos, os entrevistados destacam fatos e curiosidades sobre o Barão de Melgaço, que foi também historiador e geógrafo e tinha entre seus principais interesses a hidrografia. Ele foi a figura mais importante da literatura mato-grossense de sua época e aumentou sua coleção de prêmios, condecorações e honrarias com o título de Barão de Melgaço, concedido pelo Imperador Dom Pedro II, em 1865, colocando-o no mesmo patamar do Barão de Rio Branco e de Mauá”, conta Traven.

Barão de Melgaço – O bretão cuiabanizado Augusto Leverger foi viabilizado por meio de Emenda Parlamentar destinada em 2017 pelo deputado Alan Kardec e é uma realização da Associação Mato-grossense de Inclusão Sócio Cultural/ AMISCIM e produção Terra do Sol filmes, Assembleia Legislativa de Mato Grosso e Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).

Fonte: GOV MT

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