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LEITE/CEPEA: Preço ao produtor acumula queda de 6,7% no primeiro bimestre

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Cepea, 26/02/2021 – O preço do leite no campo caiu pelo segundo mês consecutivo, acumulando queda real de 6,7% neste primeiro bimestre. De acordo com pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, o preço do leite captado em janeiro e pago aos produtores em fevereiro recuou 2,2% na “Média Brasil” líquida, chegando a R$ 1,9889/litro. É a primeira vez em seis meses que o preço fica abaixo do patamar de R$ 2,00/l. Ainda assim, o valor é 34,5% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, em termos reais, e representa um novo recorde de preço para o mês de fevereiro (descontando a inflação pelo IPCA de jan/21).

A desvalorização do leite no campo se deve ao enfraquecimento da demanda por lácteos, dado o contexto de diminuição do poder de compra do brasileiro, do fim do auxílio emergencial para muitas famílias, do recente agravamento dos casos de covid-19 e da elevação do desemprego.

Colaboradores consultados pelo Cepea informaram que, diante da instabilidade do consumo, houve um esforço das indústrias em ajustar a produção para manter os estoques controlados, de modo a evitar quedas mais bruscas de preços, tanto para os derivados quanto para o produtor. No entanto, o nível de estoques vem crescendo, e, desde dezembro de 2020, observa-se a intensificação da pressão exercida pelos canais de distribuição junto às indústrias para obter preços mais baixos nas negociações de derivados.

O desempenho ruim das vendas em janeiro influenciou negativamente o pagamento ao produtor pelo leite captado naquele mês. Pesquisas do Cepea, com apoio financeiro da OCB, mostraram que, na média de janeiro, os preços do leite UHT e do queijo muçarela negociados no atacado do estado de São Paulo caíram 6,8% e 8,9%, respectivamente, frente ao mês anterior, enquanto os do leite em pó se mantiveram praticamente estáveis. As cotações de leite spot em Minas Gerais também recuaram, 12,3% na média de janeiro.

Durante fevereiro, os derivados continuaram se desvalorizando, o que reforça a tendência de baixa para o produtor no mês que vem. Até o dia 25, houve queda de 5,4% nos preços do UHT, 8,1% para a muçarela e de 7,2% nos valores do leite em pó em São Paulo. No caso da média mensal do spot, em Minas Gerais, o recuo foi de 0,7% frente a janeiro.

OFERTA –  A pesquisa do Cepea apontou que, em janeiro, a captação das indústrias caiu 4,5% frente ao mês anterior, segundo o Índice de Captação Leiteira (ICAP-L), puxada pela redução média de 6,5% no volume adquirido nos estados do Sul do País. A expectativa de agentes do setor é de que, nos próximos meses, a oferta se reduza ainda mais em decorrência do início da entressafra. Além disso, a produção de leite deve ter impacto negativo diante das menores quantidade e qualidade das silagens neste início de ano, em decorrência de condições climáticas adversas no último trimestre de 2020. Ademais, a valorização considerável e contínua dos grãos (principais componentes dos custos de produção da pecuária leiteira) tem comprometido a margem do produtor, prejudicando o manejo alimentar dos animais e a produção.

Pesquisas do Cepea mostram que, em janeiro, o pecuarista precisou de, em média, 41,2 litros de leite para a aquisição de uma saca de 60 kg de milho, 16,3% a mais que em dezembro/20. Com isso, é importante pontuar que, mesmo diante de preços do leite em patamares considerados altos para o período do ano, a margem do produtor tem caído – o que desestimula o investimento na atividade e pode refletir em dificuldade na retomada da produção no segundo semestre.

Gráfico 1. Série de preços médios recebidos pelo produtor (líquido), em valores reais (deflacionados pelo IPCA de janeiro/2021)

Fonte: Cepea-Esalq/USP.

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o mercado lácteo aqui, por meio da Comunicação do Cepea e com a pesquisadora Natália Grigol: [email protected]

Fonte: CEPEA

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Série de vídeos aborda as boas práticas para a produção da pimenta-do-reino

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A pimenta-do-reino (Piper nigrum L.) é a especiaria mais consumida no mundo e um importante produto do agronegócio brasileiro. A pesquisa da Embrapa desenvolveu tecnologias e boas práticas que fazem da produção brasileira de pimenta uma das mais sustentáveis do mundo. Parte deste material está reunido em uma série de vídeos produzidos pela Embrapa Amazônia Oriental, que são apresentados a partir desta segunda (19/04) no canal da instituição no Youtube.

A série, disponível na playlist “Cultivo da pimenta-do-reino”, é baseada nos principais desafios do pipericultor brasileiro e apresenta tecnologias que aumentam a produção, a longevidade e a sustentabilidade dos pimentais, além de melhorarem a qualidade do produto final, tornando a atividade mais rentável e competitiva no mercado internacional.

O primeiro vídeo aborda a manutenção e manejo dos plantios de pimenteira-do-reino e a produção de mudas. O pesquisador Oriel Lemos, da Embrapa Amazônia Oriental, explica que um bom plantio depende de podas e manejo adequado, e com a pimenteira-do-reino não é diferente.

Acesse aqui o primeiro vídeo da série:

As podas devem ser feitas a um metro de altura do solo para facilitar e promover a emissão de novos ramos principais. “As estacas cortadas podem ser aproveitadas para produzir novas mudas, mas é importante colocar esses ramos imediatamente na água para manter a umidade”, ressalta o especialista.

O pesquisador faz um alerta ao agricultor que deseja produzir suas mudas: “é importante escolher plantas sadias e vigorosas”. Já para quem prefere comprar as mudas, é fundamental recorrer a viveiristas credenciados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Produção nacional

O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de pimenta-do-reino, com uma produção aproximada de 110 mil toneladas, em 2019 (IBGE). Os estados do Espírito Santo, na região Sudeste, e Pará, na região Norte, são destaques na produção nacional, com 62 mil toneladas e 35 mil toneladas em 2019 (IBGE), respectivamente.

Em 2019 a produção brasileira de pimenta-do-reino movimentou em torno de 680 milhões de reais, segundo o IBGE. A maior parte da produção é direcionada à exportação como matéria-prima para condimentos e temperos industrializados.

O próximo vídeo da playlist “Cultivo da pimenta-do-reino” vai abordar a escolha da área para o plantio, a análise e o preparo do solo. O material vai ser publicado na quinta-feira (22), no canal da Embrapa no Youtube.

Fonte: Embrapa

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