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Laboratório de Solos retoma atendimento ao público em Belém (PA)

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Laboratório de Solos da Embrapa Amazônia Oriental, localizado na sede do centro de pesquisa, na capital paraense, retoma nesta terça-feira (5) os serviços de análises de solo, tecido foliar e água para fins agrícolas, destinado ao público externo. As atividades haviam sido suspensas no começo do ano devido ao agravamento da pandemia do Coronavírus.

Os interessados nos serviços podem se dirigir à instituição, em Belém, de segunda a sexta-feira das 8h às 12h e das 13h às 17h. O uso de máscara é obrigatório, assim como as demais medidas de prevenção e segurança.

Atualmente, o laboratório da Embrapa é único de caráter público em funcionamento em todo estado do Pará. São realizadas anualmente cerca 45 mil análises para atender apenas aos projetos e subprojetos de pesquisa com mais de 855 mil determinações para caracterização de solos para zoneamentos. Quanto ao setor produtivo, são contabilizadas aproximadamente 26 mil análises de solos e de plantas todos os anos.

De acordo com Orivan Teixeira, responsável pelo laboratório, as principais linhas de pesquisas situam-se na água no solo, compactação e erosão do solo, ciclagem de nutrientes, nutrição de plantas, comportamento físico-químico do solo, simbiose de microrganismos do solo com plantas e relações solo/planta/clima.

Conhecimento e correção do solo garantem maior produtividade

Ao conhecer melhor a saúde do solo e das plantas de uma área, o produtor rural terá mais assertividade para corrigir possíveis problemas e com isso, reduzir custos na utilização de insumos e garantir maior produtividade.

Embora muitos desconheçam, esses serviços podem ser acessados por qualquer produtor, independente do tamanho da propriedade, pois, ao se tratar de uma instituição pública, não há intenção de lucro e os valores cobrados pelas análises são acessíveis.

Ainda segundo Teixeira, a análise de solo é essencial ao planejamento eficaz de uma propriedade rural. Por meio desse serviço, a Embrapa faz análise, diagnóstico, assim como a indicação da necessidade de correção de acordo com a atividade produtiva.

Conheça os serviços prestados pelo laboratório

  • Análise de solos;
  • Análise física do solo;
  • Análise foliar – material vegetal.

Saiba o passo a passo da coleta de solos

A qualidade e precisão dos resultados da análise, dependem da forma correta de coleta da amostra de solo.

Instruções básicas para coleta de amostras solo em áreas normais:

1. Divida a propriedade em áreas uniformes, quanto ao histórico de manejo, cultivo, cor do solo, textura (maior ou menor presença de areia), grau de drenagem, tipo de vegetação ou cultura anterior. Dê a elas um número para identificação;

2. Colete 15 a 20 amostras simples ao acaso e misture-as em um balde plástico para formar uma amostra composta, separando em torno de 400g;

3. Faça a coleta na camada arável (0-20 cm de profundidade) das culturas anuais, pastagens e culturas perenes;

4. Acondicione a amostra em saco plástico resistente e identifique-a com os dados do nome do proprietário, endereço da propriedade, município e cultura que pretende plantar ou que esteja plantada;

5. Áreas com culturas perenes, repita a amostragem a cada 3 a 5 anos, e áreas sob cultivo intensivo devem ser amostradas uma vez ao ano.

Para coleta de amostras de solo em áreas montanhosas, com declives elevados ou encharcadas

1. Colete amostras compostas separando as áreas boas das consideradas ruins (com problemas);

2. Colete tanto amostras da camada arável, quanto do subsolo (20 – 40 cm de profundidade);

3. Faça uma descrição do problema e envie esta informação acompanhado das amostras.

Fonte: Embrapa

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Manejo adequado pode evitar a mela do sorgo

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Nesta safra, muitos produtores de sorgo enfrentaram problemas com a doença conhecida como ergot, mela ou doença açucarada. Essa doença, que ocorre muito em condições mais frias, tem medidas de controle estabelecidas, conforme recomendam pesquisadores .

“Vários relatos da ocorrência da mela têm sido feitos por agricultores que estão iniciando o cultivo de sorgo em áreas onde pouco se conhece a cultura. Em muitas delas, o sorgo tem entrado como opção ao milho safrinha, por causa das altas perdas por enfezamentos”, diz a pesquisadora Dagma Dionísia da Silva, da Embrapa Milho e Sorgo.

Apesar de seu potencial de perdas, essa doença pode ser evitada pelos agricultores com o uso de práticas adequadas de manejo antes da semeadura e durante a fase de florescimento do sorgo. “Usar cultivares adaptadas à região e semear na época mais adequada são práticas que ajudam a evitar a doença açucarada do sorgo. Isso porque a severidade da doença é favorecida por temperaturas mínimas de ± 13 °C a 19 °C e umidade relativa de 76% a 84% e por condições desfavoráveis ao fornecimento de pólen”, explica a pesquisadora.

“É recomendado fazer a remoção das plantas remanescentes de sorgo e das plantas hospedeiras secundárias do patógeno (Tabela 1). Além disso, deve-se adequar a proporção de linhagens macho-estéreis e restauradoras em campos de produção de sementes para garantir uma boa disponibilidade de pólen, uma vez que a infecção não ocorre em flores fertilizadas. E para uma rápida fertilização o agricultor deve programar o plantio para que haja boa coincidência de florescimento entre as linhagens macho e fêmea”.

Outro detalhe a ser observado é se há nas sementes formação de estruturas de sobrevivência dos fungos, chamadas de escleródios. “Nesse caso, pode-se colocar as sementes de molho em solução de cloreto de sódio a 5%, para que os resíduos flutuem e sejam eliminados do lote”, ensina Silva.

Para a aplicação de fungicidas precisam ser escolhidos os produtos registrados no Agrofit/Mapa. “As aplicações devem se iniciar já na emissão da folha bandeira e continuar de cinco em cinco dias até a finalização do florescimento. Atualmente, vinte produtos comerciais estão disponíveis no Mapa para controle da mela (Tabela 2). Vale ressaltar que sempre é importante realizar a rotação entre os princípios ativos/grupos químicos para evitar pressão de seleção sobre o fungo e perda desses princípios ativos”, pontua.

A pesquisadora esclarece também que “não há riscos, apesar de haver uma grande preocupação dos produtores sobre a possibilidade de toxicidade da mela do sorgo para consumo de grãos ou silagem, por parte de humanos e de animais, diferentemente do que ocorre com outras espécies desse gênero de fungos”.

Como reconhecer a mela

O sorgo é uma cultura que se adapta a diferentes condições edafoclimáticas do Brasil, mas pode ser afetada por diversas doenças.  No Brasil, a mela foi constatada pela primeira vez em 1995, em toda a região Centro-Sul do País, com ocorrência generalizada em Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Santa Catarina.

“A doença, também chamada de ergot ou doença açucarada, é causada pelo fungo Sphacelia sorghi. Ela é reconhecida na planta pela presença de gotas açucaradas de coloração rosa a castanha, espessas, que saem das inflorescências. Essas gotas açucaradas contêm os conídios do fungo, que são dispersos por meio de insetos, atraídos pelos açúcares. Também são formas de dispersão o vento e respingos de água. Em fases mais avançadas, pode haver formação de escleródios esbranquiçados (estruturas de sobrevivência de fungos) que são contaminantes de lotes de sementes”, explica a pesquisadora Dagma Silva.

“A mela causa perdas quantitativas e qualitativas no sorgo, principalmente na produção de sementes de híbridos, quando se usam linhagens macho-estéreis, que são altamente suscetíveis ao fungo S. sorghi. O fungo coloniza o ovário não fertilizado e por esse motivo, nas flores infectadas, não ocorre a produção dos grãos. Dessa forma, ocorrem grandes perdas.”, salienta.

“Já as perdas qualitativas acontecem porque as gotas açucaradas atraem fungos oportunistas.  Esses fungos colonizam as gotas, dando aspecto escurecido similar a um carvão.  Além disso, a gota açucarada cai sobre as folhas e sobre os grãos que porventura foram produzidos, dificultando a colheita, já que eles ficam grudados uns aos outros”, complementa Silva.

Fonte: Embrapa

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