POLÍTICA NACIONAL

Kátia Abreu sugere que Senado oferte educação formal a vereadores

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A senadora Kátia Abreu (PP-TO) sugeriu que o Senado, por meio do Interlegis, oferte cursos a distância, do fundamental ao superior, para a formação dos vereadores de todo o país. Ela recebeu apoio do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, que elogiou a ideia. A parlamentar defendeu a qualificação dos agentes públicos brasileiros para que possam atuar de forma cada vez mais competente e especializada na representação da sociedade. 

— Deixo aqui a proposta para que o Interlegis possa construir isso e colocar para aprovação da Mesa Diretora do Senado e dos colegas senadores. É um presente para todo o Brasil e, principalmente, para os nossos representantes do povo brasileiro, aqueles e aquelas vereadores e vereadoras que estão lá nas cidades mais distantes nesse país afora, como no meu Tocantins, para que saiam com seu diploma de ensino fundamental, ensino médio e curso superior e possam pregá-lo na parede do seu gabinete. Vai ser uma grande alegria para os nossos vereadores e muito mais para os eleitores de todas as cidades do Brasil, ao verem que o seu vereador é dedicado e está estudando para fazer um bom trabalho — afirmou a senadora na sessão plenária de quarta-feira (10).

Integração

O Interlegis é um programa do Senado Federal, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que busca integrar o Poder Legislativo em nas três esferas (federal, estadual e municipal), modernizando e promovendo transparência e interação do Congresso Nacional com as câmaras municipais e as assembleias estaduais.

O programa oferta à comunidade legislativa consultoria e oficinas, ensina a utilizar a internet e sistemas para troca de informações, desenvolvimento e compartilhamento de produtos de tecnologia, além de fazer cursos de capacitação, via Instituto Legislativo Brasileiro (ILB), sobre os mais diversos assuntos, desde o uso das mídias sociais até o regimento interno das casas legislativas. É essa rede e estrutura que a senadora quer explorar.

— Eu proponho que o Interlegis possa instalar uma sala de EAD em todas as câmaras municipais do país, para que nós possamos formar os nossos vereadores, num programa que poderia se chamar ‘Vereador graduado’ — sugeriu Kátia Abreu.

A parlamentar fez um levantamento e constatou existirem apenas 17 mil vereadores com curso superior entre os 56.898 em atuação no país. São 6.500 com ensino fundamental incompleto, 2 mil com ensino médio incompleto e 1.061 apenas com a designação “ler e escrever”.

— Que nós possamos fazer uma força-tarefa para que, a distância, com o Interlegis, com a capacidade que tem, em parceria com o Ministério da Educação, em parceria com as universidades federais e outras privadas que queiram nos ajudar, nós possamos superar esse problema e oferecer gratuitamente cursos de alto nível para que os nossos vereadores terminem o ensino fundamental, depois o ensino médio e depois façam um curso superior, que poderia ser em Administração, em Gestão Pública. Imaginem o nível dos nossos vereadores do Brasil, o quanto isso seria útil à população — disse a senadora.

Apoio

Vários senadores apoiaram a iniciativa e concordaram que a qualificação dos agentes públicos faria bem para a sociedade. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, considerou a ideia “genial”:

— Vou reiterar o que disse ao telefone a Vossa Excelência, senadora Kátia Abreu, da sua ideia genial: ela deve ser submetida à Mesa Diretora do Senado Federal, identificar os instrumentos, os equipamentos próprios para poder efetivar essa política e essa proposta, e o farei o mais brevemente possível, porque vai ser um grande serviço prestado ao Brasil, especialmente à classe política, e para a cidadania de seus representantes políticos estarem bem informados.

Eduardo Girão (Podemos-CE) frisou os ganhos para a cidadania se a proposta for colocada em prática.

— Quem ganha é a sociedade, porque isso vai se replicar na gestão dos vereadores. Acredito que o trabalho que é desenvolvido aqui pelo Interlegis é muito bom, já tive oportunidade de conhecer, de dialogar, e eu acho que é um passo importante de cidadania. Quem sabe, a gente possa evoluir um dia para que se chegue a formar até os candidatos, para que possa ter uma eficácia maior, em termos de devolução para o Brasil — disse o senador.

A senadora Zenaide Maia (Pros-RN) apoiou a iniciativa e lembrou que o Interlegis dá informações e poder aos vereadores, os agentes políticos mais próximos do cidadão.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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POLÍTICA NACIONAL

Deputado Schiavinato morre aos 66 anos em decorrência da Covid-19

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O deputado Schiavinato (PP-PR) morreu nesta terça-feira (13), aos 66 anos, vítima de Covid-19. Ele é o primeiro deputado federal em exercício a falecer em decorrência da doença.

Michel Jesus/ Câmara dos Deputados
Sessão Deliberativa Extraordinária. Dep. Schiavinato (PP-PR)
Deputado federal Schiavinato

Jose Carlos Schiavinato estava seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados. Ele era membro titular da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, tendo integrado também as comissões especiais de Política de Mobilidade Urbana e da PEC 391/17, sobre o Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Foi integrante da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BNDES, que funcionou entre março e outubro de 2019.

Engenheiro civil formado pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), foi deputado estadual no Paraná (2015-2018) e prefeito de Toledo (PR) por dois mandatos (2005-2012). Era natural de Iguaraçu (PR).

Da Redação

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