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Justin Bieber: paralisia facial pode demorar meses para ser revertida

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O cantor Justin Bieber publicou um vídeo no Instagram em que falou sobre o diagnóstico da síndrome de Ramsay Hunt
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O cantor Justin Bieber publicou um vídeo no Instagram em que falou sobre o diagnóstico da síndrome de Ramsay Hunt

Na última sexta-feira, o cantor Justin Bieber divulgou um vídeo no Instagram em que mostrou o rosto parcialmente paralisado e falou sobre ter sido diagnosticado com a síndrome de Ramsay Hunt. A doença, causada pela reativação do vírus varicela-zoster – responsável pela catapora na infância e pelo herpes-zoster – levou o artista a adiar shows da turnê para se recuperar. Especialistas explicam que a reversão do quadro leva de semanas a meses, e que a síndrome pode provocar perda auditiva, vertigem e outros sintomas.

“Como vocês podem ver pelo meu rosto, eu tenho uma síndrome chamada Ramsay Hunt. Ela é causada por esse vírus que ataca os nervos do meu ouvido e da minha face e fez meu rosto ficar paralisado. Como vocês podem ver, esse olho não está piscando, não posso sorrir desse lado do meu rosto, esse lado do nariz não se move. É uma paralisia total desse lado do meu rosto”, descreveu o artista na postagem.

O médico Josh Rosenberg, cirurgião plástico facial do Mount Sinai, em Nova York, disse ao jornal DailyMail que a recuperação geralmente acontece no período de três a seis meses. No entanto, ressaltou que, devido à pouca idade do cantor, a reversão do quadro pode ocorrer dentro de algumas semanas.

“Eu daria alguns meses, mas as pessoas podem realmente surpreender – especialmente os jovens. E ele é novo, diagnosticado precocemente e tratado rapidamente – o que é um bom sinal. Geralmente, de três a seis meses – possivelmente até um ano – (os pacientes) têm uma noção de quanto do movimento eles recuperaram”, explicou Rosenberg ao jornal.

Entenda a síndrome de Ramsay Hunt

Segundo a Organização Nacional de Doenças Raras dos Estados Unidos, aproximadamente cinco a cada 100 mil pessoas desenvolvem a síndrome de Ramsay Hunt no país a cada ano. O diagnóstico é provocado quando o vírus que causa a catapora em crianças e herpes zoster em adultos é reativado e provoca uma inflamação nos nervos da face e dos ouvidos.

Isso porque esse microrganismo permanece em células do corpo durante a vida, mas sem causar novas doenças. Porém, pessoas imunossuprimidas, com outros problemas médicos ou em situações de estresse contínuo podem ter o vírus reativado. Não se sabe ainda o que desencadeou o surto no caso de Bieber.

“Estou fazendo todos esses exercícios faciais para que meu rosto volte ao normal e ele vai voltar ao normal, só não sabemos quanto tempo vai demorar. Mas vai ficar tudo bem, tenho esperança e confio em Deus”, contou o cantor em sua publicação no Instagram.

Ao DailyMail, a especialista em paralisia facial da Escola de Medicina da Universidade de Washington, Nina Lu, explicou que, além da paralisia facial, o quadro da síndrome de Ramsay Hunt pode provocar perdas auditivas ou alterações na caixa de voz. Quando tratada de forma precoce, esses problemas tendem a ser temporários. Ela destacou que é improvável que a paralisia e outras sequelas sejam permanentes no caso do artista, ressaltando que cerca de sete em cada 10 pacientes se recuperam completamente.

O tratamento é realizado com medicamentos antivirais e antiinflamatórios. As sessões de treinamento com fonoaudiólogos podem ajudar a minimizar o impacto na audição e reverter a paralisia dos músculos da face.

Em casos mais extremos, quando um nervo facial está sendo comprimido, por exemplo, pode ser indicada também uma intervenção cirúrgica.

Além dos sintomas listados por Justin Bieber, a síndrome de Ramsay Hunt pode se manifestar por meio de dores intensas no ouvido e na cabeça, vertigens, febre e problemas na fala.

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Fonte: IG SAÚDE

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Covid aumenta risco de nevoeiro mental e outros transtornos cerebrais

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Covid aumenta risco de 'nevoeiro mental' e outros transtornos cerebrais, indica estudo
Reprodução: BBC News Brasil

Covid aumenta risco de ‘nevoeiro mental’ e outros transtornos cerebrais, indica estudo

Os diagnósticos de demência, epilepsia e “nevoeiro mental” são mais comuns dois anos depois de ter covid do que em outras infecções respiratórias, indica um estudo da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Outros quadros, porém, como ansiedade e depressão não se tornaram mais frequentes naqueles que foram infectados pelo coronavírus entre 2020 e 2021, segundo a pesquisa.

Mais trabalhos são necessários para entender como e por que a covid pode levar a outras condições que afetam o cérebro e o bem-estar.

Em linhas gerais, especialistas dizem que o vírus interrompeu a rotina e a vida, além de deixar as pessoas doentes.

Pesquisas anteriores haviam apontado que os adultos correm um risco maior de doenças cerebrais e mentais nos seis meses após ter contato com o coronavírus.

O estudo mais recente analisou o risco de sofrer com 14 distúrbios diferentes em 1,25 milhão de pacientes que tiveram covid há dois anos.

Em seguida, esse grupo foi comparado com outro, também de 1,25 milhão de pessoas, que foram diagnosticadas com outras infecções respiratórias (como gripe ou resfriado, por exemplo).

No grupo que teve covid há dois anos, foi possível observar mais casos de:

  • Demência, acidente vascular cerebral (AVC) e confusão mental em adultos com mais de 65 anos;
  • “Nevoeiro mental” em adultos de 18 a 64 anos. Esse é um termo genérico que os cientistas usam para descrever quadros de confusão e esquecimentos, como se o raciocínio e a memória estivessem embaralhados;
  • Epilepsia e distúrbios psicóticos em crianças, embora os riscos fossem pequenos.

O risco das crianças de desenvolver epilepsia após ter covid foi de 260 a cada 10 mil pessoas, por exemplo. Naquelas acometidas por outras infecções respiratórias, essa taxa ficou em 130 em 10 mil.

Já a probabilidade de desenvolver um transtorno psicótico também aumentou após a doença — ficou em 18 em 10 mil — mas ainda é considerada uma condição rara pelos especialistas

O estudo também revelou que alguns distúrbios tornaram-se menos comuns dois anos após a infecção, como:

  • Ansiedade e depressão em crianças e adultos;
  • Transtornos psicóticos em adultos.

De acordo com o levantamento, o aumento do risco de depressão e ansiedade em adultos no pós-covid dura menos de dois meses antes de retornar aos níveis considerados normais.

‘Preocupante’

O professor Paul Harrison, autor principal do estudo, considera “preocupante” que alguns distúrbios, como demência e convulsões, se tornem mais frequentes no pós-covid, mesmo dois anos depois de um diagnóstico positivo.

Mas o especialista, que integra o departamento de psiquiatria da Universidade de Oxford, classifica como “boa notícia” o fato de os casos de depressão e ansiedade terem uma “vida curta” e não serem observados em crianças.

Os pesquisadores indicam que os números de indivíduos afetados eram “difíceis de ignorar”, mas “não formaram um tsunami”. Alguns deles, porém, precisam de atenção médica, o que poderia aumentar ainda mais a pressão sobre os serviços de saúde.

O estudo, publicado no periódico científico The Lancet Psychiatry , não acompanhou cada participante ao longo de todo esse período — em vez disso, compilou e comparou o número de pessoas com um novo diagnóstico de transtorno nos dois anos que se passaram após a infecção.

O artigo também não analisou a gravidade de cada condição após o diagnóstico ou quanto tempo ela durou, e se as enfermidades descritas pós-covid são semelhantes às que ocorrem em outras infecções.

Os cientistas também optaram por não chamar essas condições de “covid longa”, embora o nevoeiro mental — ou os problemas de memória e concentração — seja um sintoma típico desse quadro.

A variante ômicron, que causou recordes de novos casos ao longo dos últimos meses, está relacionada com uma menor probabilidade de sofrer com sintomas de longo prazo em comparação com as linhagens anteriores do coronavírus, sugerem pesquisas recentes.

Porém, embora provoque um quadro agudo menos grave do que a variante delta, a ômicron parece levar a riscos semelhantes de doenças cerebrais e mentais, segundo o estudo da Universidade de Oxford.

‘Agitação social’

O estudo recém-publicado tem algumas limitações — não analisou, por exemplo, como a covid pode causar distúrbios cerebrais e mentais, embora alguns especialistas digam que isso possa ser explicado pelo desenvolvimento de pequenos coágulos no sangue.

Os professores Jonathan Rogers e Glyn Lewis, da University College London, também no Reino Unido, que não estiveram envolvidos na pesquisa, disseram que o estudo destacou “algumas características clínicas que merecem uma investigação mais aprofundada”, mas acrescentaram que mais trabalhos são necessários para confirmar as descobertas.

Já o professor David Menon, da Universidade de Cambridge (Reino Unido), calcula que o impacto de estar no hospital com covid é comparável a “20 anos de envelhecimento”.

Paul Garner, professor emérito da Escola de Medicina Tropical de Liverpool (Reino unido), aponta que a pandemia mudou a vida das pessoas de muitas maneiras.

Ele ressalva que os pequenos aumentos observados em problemas como demência e psicose podem estar mais relacionados “à agitação social e à distopia que vivemos, em vez de serem um efeito direto do vírus”.

Este texto foi publicado originalmente em https://www.bbc.com/portuguese/geral-62589473


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Fonte: IG SAÚDE

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