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Jovem veste uniforme da mãe faxineira para homenageá-la em fotos de formatura

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Jovem de 25 anos usou uniforme de faxineira da mãe para fotos de formatura
Arquivo pessoal

Jovem de 25 anos usou uniforme de faxineira da mãe para fotos de formatura

Para homenagear a mãe faxineira, Roberta Mascena, recém-graduada no curso de Pedagogia em Santos (SP), utilizou seu uniforme de trabalho para a sessão de fotos de formatura. Aos 25 anos, Roberta contou ao portal G1 que Marlene de Oliveira, sua mãe, foi sua inspiração para concluir o ensino superior.

Roberta conta que a mãe, que precisou largar os estudos aos 13 anos para trabalhar na cidade de Afogados da Ingazeira, em Pernambuco, retomou os estudos depois de adulta, em 2010. “Quando eu estava na 8ª série, ajudei minha mãe a estudar. Ela cursava a EJA na Escola Barão do Rio Branco. Não sabia muito, mas ajudei no que pude. Lembro dela saindo superfeliz das provas de matemática porque tirava as notas mais altas da sala”, conta ao portal G1.

Já Roberta, que estudou em escolas públicas, contou com a ajuda da mãe faxineira e do pai taxistas para pagar o curso de pedagogia na Universidade Metropolitana de Santos. A homenagem, então, veio na sessão de fotos, único momento em que a mãe de Roberta poderia estar presente, já que a colação de grau ocorreu sem a presença de convidados devido à pandemia da Covid-19.

Roberta, então, usou o uniforme utilizado pela mãe por baixo da beca. “Na hora que fomos tirar a foto, eu abri a beca, ela viu a roupa. Ela começou a chorar e me abraçou. Ela não falou nada porque eu acho que não tem palavras que possam expressar qualquer tipo de sentimento que ela teve naquele momento”, disse Roberta.

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Caso George Floyd: promotores fazem argumentações finais

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Os promotores do caso George Floyd pediram nesta segunda-feira (19) aos jurados para que eles “acreditem em seus olhos” enquanto reproduziram nos argumentos de encerramento do julgamento o vídeo que mostra o ex-policial Derek Chauvin se ajoelhando sobre o pescoço de Floyd.

O principal advogado de Chauvin, Eric Nelson, contra-atacou dizendo que Chauvin se comportou como qualquer “policial razoável” faria, argumentando que o agente seguiu seu treinamento após 19 anos na polícia. 

Por várias vezes o promotor do Estado norte-americano de Minnesota Steve Schleicher repetiu uma frase: “Nove minutos e 29 segundos” – o tempo em que Chauvin foi gravado em vídeo no dia 25 de maio de 2020 com seu joelho pressionando o pescoço de Floyd até a morte. 

Embora o veredicto do júri possa oferecer uma avaliação sobre o uso do policiamento nos Estados Unidos contra a população negra, Schleicher enfatizou em comentários que duraram quase duas horas que o júri estaria avaliando a culpa de um só homem e não de todo um sistema. 

“Aquilo não foi policiamento; foi assassinato”, disse Schleicher aos jurados. Ele citou o lema do Departamento de Polícia de Mineápolis, que demitiu Chauvin e outros três agentes após o assassinato de Floyd: “Proteger com coragem e servir com compaixão”. 

“Enfrentar George Floyd naquele dia não necessitava de coragem, e nada de coragem foi mostrado naquele dia”, disse Schleicher, que falou em tom enfurecido e enojado. “Tudo que foi requisitado foi um pouco de compaixão, e nada de compaixão foi mostrado naquele dia”.

O juiz distrital do condado de Hennepin, Peter Cahill, deu as instruções finais aos jurados antes de eles deixarem o tribunal para iniciar suas deliberações.

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