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Joelma aparece em show irreconhecível; saiba o que pode ter causado o inchaço no rosto da cantora

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Joelma está com edema no rosto
Joelma está com edema no rosto

 

A cantora Joelma, de 47 anos, ex-integrante da famosa banda Calypso, chamou a atenção dos fãs ao aparecer com o rosto inchado em um show que realizou em Parauapebas, no Pará, no último sábado (28). Segundo a assessoria da artista, o inchaço seria uma sequela da Covid. Joelma já teve a doença quatro vezes, sendo a mais recente delas em janeiro deste ano.

Em entrevista ao iG , os infectologistas Alexandre Barbosa, vice presidente da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) e Carlos Fortaleza, membro da SPI (Sociedade Paulista de Infectologia), afirmaram que, pelas fotos divulgadas na mídia, é possível supor que Joelma esteja com o rosto edemaciado, ou seja, com um edema no rosto. O problema, de acordo com os médicos, é um inchaço provocado pelo excesso de líquido nos tecidos do corpo, e pode ter diversas causas.

“Estabelecendo uma conexão com a Covid, esse edema pode estar ligado, por exemplo, ao excesso de corticoide, um medicamento de ação anti-inflamatória indicado para pacientes que desenvolvem a forma grave da doença”, diz Barbosa.

“O uso prolongado ou em alta dose de corticoide, sobretudo de forma inadequada, pode levar ao edema facial. Mas, isso é apenas uma hipótese. Não é possível fazer um diagnóstico apenas por meio de uma foto”, completa.

Segundo Barbosa, outras causas comuns do edema incluem, por exemplo, insuficiência renal (condição na qual os rins perdem a capacidade de realizar suas funções básicas) e insuficiência adrenal (resultado da deficiência na produção hormonal pelas glândulas adrenais, que fazem parte do sistema endócrino). Mas, além dessas, existem muitas outras. “A medicina não é uma matemática exata”, diz.

Fortaleza também tem o cuidado de enfatizar que não é possível afirmar o que pode ter ocasionado o edema sem conhecer os detalhes do caso. Mas, para ele, “a Covid, por si só, já explicaria tudo”. Assim como há complicações pulmonares e neurológicas diversas da doença, também existem as complicações de pele, como os edemas, que têm sido relatados com certa frequência nos consultórios.

“O coronavírus tem como alvo diversas células humanas — a maior parte delas do trato respiratório, mas também do tecido subcutâneo, intestinal e assim por diante. O vírus penetra nessas células e causa inflamação. Por isso, algumas pessoas apresentam diarreia, por exemplo, e inflamações nessas áreas, gerando edemas”, afirma.

“Várias ações diretas do vírus que provocam lesões teciduais, que, por sua vez, levam a inflamações. Mesmo que o vírus já não esteja mais lá, a infecção pode persistir por semanas”, completa.

De acordo com os médicos, esse tipo de sequela é percentualmente raro — mas, como dito, tem sido relatado com certa frequência nos consultórios. Isso porque, no Brasil, foram registrados dezenas de milhões de casos da doença. Para se ter uma ideia, se os pacientes com esse tipo de sequela correspondessem a, por exemplo, 1% dos positivos, já seriam mais de 300 mil casos, ao todo. Reinfecção por Covid pode potencializar esse tipo de sequela?  Se a causa por trás do edema for a infecção provocada pela Covid, e não o uso de corticoides, a reinfecção por coronavírus é um fator que pode, sim, potencializar esse tipo de sequela, segundo Fortaleza. O médico explica que as sequelas são como “cicatrizes internas” de inflamações. Desta forma, quanto mais vezes um paciente contrair a doença, mais ele acumula infecções e cicatrizes.

“Muitas dos pacientes tiveram inflamação no pulmão, por exemplo, e mesmo depois de se recuperarem, ficaram com uma espécie de ‘cicatriz’. O órgão não volta mais a se expandir da mesma forma que uma pessoa saudável. O indivíduo se cansa mais fácil, não consegue praticar atividade física. No caso do edema, é a mesma lógica. Os vasos linfáticos que obstruídos e, muitas vezes, também não voltam a funcionar em sua plena capacidade”, diz.

Como proceder ao apresentar essa sequela?  Ao apresentar esse tipo de sequela, o paciente deve, antes de mais nada, procurar atendimento médico especializado para obter um bom diagnóstico e entender o motivo por trás do edema. É importante ressaltar que, apesar de esteticamente desagradável, não se trata de algo particularmente grave, como as sequelas pulmonares ou neurológicas.

Fortaleza afirma que alguns médicos costumam prescrever medicamentos, como anti-inflamatórios, para melhorar a circulação do sangue e da linfa (líquido transparente e alcalino semelhante ao sangue e que circula pelos vasos linfáticos) para aliviar o inchaço e resolver o problema mais rapidamente. Mas, se nada for feito, em geral, o edema se resolve espontaneamente dentro de algumas semanas.

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Fonte: IG SAÚDE

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Cachorro é diagnosticado com varíola dos macacos na França

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Micrografia eletrônica de transmissão colorida de partículas do vírus da varíola dos macacos (amarelo) encontradas dentro de uma célula infectada (verde), cultivadas em laboratório
Reprodução/NIAD 13.08.2022

Micrografia eletrônica de transmissão colorida de partículas do vírus da varíola dos macacos (amarelo) encontradas dentro de uma célula infectada (verde), cultivadas em laboratório

Um cachorro foi infectado pela varíola dos macacos na França. Um estudo publicado na revista científica “The Lancet” apresentou o caso e informou que o animal provavelmente contraiu a doença de seus donos, que também testaram positivo para o vírus.

Os tutores do cachorro são um casal homossexual que não tem uma relação monogâmica, ou seja, tem um relacionamento aberto. O animal dormia com os donos e começou a ter as lesões cutâneas 12 dias após o casal. Os sintomas foram feridas no abdômen e uma ulceração anal fina.

Segundo os cientistas, o animal macho de quatro anos de idade foi realmente infectado pelo vírus dos donos. A análise deu 100% de compatibilidade com o vírus dos humanos.

Além do cachorro, apenas animais selvagens (roedores e primatas) foram vetores de transmissão do vírus monkeypox e, até então, o vírus não havia sido identificado em um animal doméstico.

Segundo a Lancet, os donos não deixaram que o cão tivesse contato com outros animais ou pessoas desde quando eles testaram positivo para a varíola.

O estudo concluiu que “a cinética do início dos sintomas em ambos os pacientes e, subsequentemente, em seu cão sugere a transmissão do vírus da varíola do macaco de humano para cão”.

“Nossas descobertas devem estimular o debate sobre a necessidade de isolar animais de estimação de indivíduos positivos para o vírus da varíola do macaco”, finalizam os cientistas.




Fonte: IG SAÚDE

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