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Jaciara faz mutirão da saúde e dá exemplo para o Estado

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

A Prefeitura de Jaciara (140km de Cuiabá) está realizando um trabalho que serve de exemplo para todo o Estado: um mutirão para reduzir a demanda de consultas, exames e cirurgias no Sistema Único de Saúde (SUS). Intitulado “A espera acabou”, o programa da Secretaria Municipal de Saúde pretende realizar 6.222 procedimentos e consultas.

Mato Grosso tem uma lei (Lei 11.619, sancionada em dezembro de 2021), que dispõe sobre a publicação na internet da lista de espera dos pacientes que aguardam por consultas e suas especialidades, exames, intervenções cirúrgicas e outros procedimentos nos estabelecimentos da rede pública de saúde. É a chamada “lei Botelho”, por ter sido idealizada pelo deputado Estadual Eduardo Botelho, que visa garantir a transparência e efetividade às filas de espera do SUS controladas pelas diversas esferas de governo.

Infelizmente a “lei Botelho” ainda não saiu do papel. Aqui em Cuiabá o Ministério Público Estadual (MP-MT) chegou a entrar com uma ação contra a prefeitura por não cumprir desta lei, que obriga a divulgação da lista de pacientes que aguardam por consultas com especialistas, exames e cirurgias na rede pública de saúde. A Ação Direta de Inconstitucionalidade por omissão foi proposta pelo procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira, na terça-feira (03.05), e encaminhada ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

EXEMPLO – Diante de questões como esta (em que o Ministério Público é obrigado a ir ao Tribunal para garantir o cumprimento de uma lei) é que o exemplo de Jaciara se torna importante.

O programa de Jaciara está promovendo atendimento de várias especialidades médicas, como endoscopia, ortopedista, endocrinologista, cardiologista, otorrino, ecocardiograma, neurologista, pediatra, neuropediatra, reumatologista, dermatologista, ginecologia, pneumologia e espirometria, diretamente nas Unidades de Básicas de Saúde (UBS’s) e no Centro de Especialidades Médicas (CEM).

“Criamos o programa para diminuir a demanda reprimida de consultas, exames e cirurgias e assim, promovemos todas as semanas os mutirões de especialidades, ao mesmo tempo em que acontecem as cirurgias de pequenas e médias complexidades no Hospital Municipal de Jaciara”, explicou a prefeita Andréia Wagner.

“Os agendamentos vem ocorrendo por ordem da fila de espera do SUS e avaliados pela regulação municipal. Até o momento já foram atendidos cerca de 1.100 pacientes que gerou 2 mil atendimentos entre cirurgias, exames e consultas. Estão previstos agendamentos até o dia 14 de maio deste ano, podendo ser prorrogado”, disse o secretário municipal de Saúde, Robson Casanova.

“Para mim foi ótimo. Só foram três meses aguardando, nem acreditei quando me ligaram. Acho que é um tempo normal. Pois, ano passado, tive que esperar por 3 anos um exame lá em Sorriso. Agora aqui, em Jaciara, tô gostando muito deste atendimento. A cidade está melhorando”, disse a paciente Lenir Conceição de Oliveira, do bairro Santa Luzia.

“Este mutirão está sendo bom. Porque nós estávamos esperando muito há tempo. Meu esposo aguardava por três meses. Hoje, é outra realidade, em comparação do que era antes. É nota 10 o atendimento”, disse a dona de casa, Maria Aparecida dos Santos Oliveira, que acompanhava o marido paciente.

 

 

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Saúde da mulher precisa de atenção e cuidados especiais

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Inauguração da unidade móvel de Saúde da Mulher da Santa Casa

Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

O Dia Internacional de Ação Pela Saúde da Mulher, que será comemorado neste sábado (28.05)  foi definido no IV Encontro Internacional Mulher e Saúde que ocorreu em 1984, na Holanda, durante o Tribunal Internacional de Denúncia e Violação dos Direitos Reprodutivos.

A data reacende a discussão sobre a defesa do pleno exercício dos direitos sexuais e dos direitos reprodutivos das mulheres e foi referendada também pela Organização Mundial de Saúde (OMS) visando conscientizar a sociedade acerca dos diversos problemas de saúde e distúrbios comuns na vida das mulheres e lembrar a necessidade de melhores condições de vida, no trabalho, em casa, em sociedade, sobretudo, para que a vida das mulheres não esteja sempre em maior vulnerabilidade.

Quase 70% de todas as pessoas que utilizam o Sistema Único de Saúde (SUS) são mulheres, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE. Isso reforça como o bem-estar, a qualidade de vida e a segurança delas merecem atenção, sendo fatores prioritários na rotina dos profissionais de saúde e das próprias pacientes.

A saúde da mulher exige cuidados muito próprios, que são indispensáveis para manter uma vida mais plena e livre de riscos. Os principais incluem:

  • Realização periódica de exames preventivos, principalmente contra o câncer de colo de útero a partir dos 25 anos de idade e contra o câncer de mama depois dos 50 anos;
  • Priorização da saúde mental, para evitar transtornos psicológicos (que explico melhor no item sobre burnout) e até para combater situações de vulnerabilidade (como possíveis pressões, negligências e até abusos);
  • Métodos contraceptivos, que podem ser diversos (DIU, pílula, camisinha, etc.) e demandam plena conscientização para evitar gestações indesejadas sem comprometer o bem-estar e a saúde;
  • Consultas ginecológicas, voltadas à prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, aos próprios métodos contraceptivos citados acima, aos cuidados próprios do sistema reprodutor feminino, à conscientização sobre abusos na juventude, entre outros aspectos igualmente importantes;
  • Assistência gestacional, com cuidados ligados às mudanças no organismo da mulher e à segurança do bebê durante a gravidez, por meio de uma assistência plena e humanizada;
  • Atenção à menopausa, que pode gerar alterações hormonais significativas, que devem ser assistidas para não afetar a qualidade de vida (fator que também me aprofundo neste artigo, no item sobre mudanças na saúde da mulher);
  • Estilo saudável de vida, que inclui a prática regular de exercícios, uma boa conduta nutricional, o auto cuidado, prevenção de doenças, saúde mental, entre outros aspectos decisivos (que também são cuidados importantes para os homens, mas podem fazer ainda mais diferença diante das particularidades ligadas à saúde da mulher).

Seja na prevenção de doenças, na conscientização sobre seu corpo, no combate a questões sociais, entre outros aspectos semelhantes, a saúde da mulher deve ser um compromisso de toda a sociedade.

 

 

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