caceres

Ipês Roxos “espocam” nas serras de Mato Grosso

Publicados

em

Por João Arruda | Cáceres

Nesta primeira semana do inverno quem viaja pelo Oeste de Mato Grosso, região compreendida entre Barra do Bugres; Cáceres; Cuiabá e Poconé, percebe nas dobras das Serras das Araras; Quilombo; Oncinha e Mangaval um cenário de rara beleza são as piúvas roxas que espocam tingindo as matas com suas cores fortes.

O colorido dá um contraste ao final do outono quando às árvores fazem a transição para a chamada ” reserva de água “, algumas espécie da vegetação como a aroeira,  o manduvi e o gonçaleiro se revestem num tom de ferrugem diversificado e embelezando mais ainda as matas nativas ainda preservada na porção Oeste de Mato Grosso.

Tanto na Rodovia Federal 070 como na MT 343, é comum notar viajantes gravando essas matas para compartilhar nas redes sociais.

Carlos Carvalho Schubert, 47 anos é natural de Porto Alegre, em viagem entre seu estado nos pampas até o Acre, disse que riscou o Sul do Brasil para visitar parentes em Rio Branco, desde a sua saída ficou surpreendido com a beleza das Serras de Mato Grosso. ” desde o Rio Grande do Sul cruzando Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, tinha avistado grandes lavouras de soja milho, somente na parte da fronteira de Mato Grosso, o cenário mudou, muito bonito, muito preservado “, avaliou.

O casal Doriane Paravá e Indalecio Lançoni possue um restaurante encravado entre a Serra do Mangaval e Morro da Perdiz, chegam a brincam com estação dizendo que quando são procurados para vender a área respondem e tom humorado afirmando que “só vendem a vista ” se referindo a visão que tem horizonte.

A região Oeste deste estado é uma das únicas a não ceder espaço ao plantio de grãos. Enquanto que às regiões norte, Sul e do Araguaia cidades inteiras são tomadas pelo plantio de grãos, tanto que os pantaneiros as chamam de cidades sojificadas. O termo piúva é do glossário pantaneiro, é sinônimo de Ipês Roxos.

João Arruda é repórter em Cáceres | Mato Grosso

 

 

 

Comentários Facebook
Propaganda

caceres

Projeto de intercâmbio Alemanha e Brasil é retomado pós pandemia

Publicados

em

Por João Arruda | Cáceres 

Após dois anos suspenso o “Projeto Gonçalinho”, por restrições impostas pelo Covid- 19, intercâmbio entre jovens alemães e moradores de Cáceres. a 210 quilômetros a Oeste de Cuiabá, foi retomado nesta semana, no município pantaneiro.

A delegação germânica é composta por 12 membros, sendo três professores e nove estudantes alemães basicamente da cidade de Baden, Wünttember, situada no sudoeste germânico, apontada como um dos principais pólos da indústria europeia.

O projeto Gonçalinho é coordenado pela professora Katja Polnik, foi criado em 1999 com ações nos bairros periféricos da cidade, prevê cooperação em diversas áreas como esporte, cultural, criação de aves, ainda cultivo de hortas urbanas voltadas para o consumo das famílias, sendo também distribuído nas escolas públicas e outras entidades.

Os alemães fizeram um longo percurso até aterrissagem na cidade mato-grossense de Cáceres, localizada na fronteira com a Bolívia, ao todo foram 9.744 km, com mais  seis horas de fuso horário a menor em relação a capital de Baden- Wettemberg, desde a Capital da Mercedes até Cáceres, numa jornada cansativa a qual Katja já percorre por mais de 23 anos,  desde que aportou aqui com o apoio do Centro dos Direitos Humanos Dom Máximo Biennes,  ao final da década de 1990.

A época Katja obteve a cooperação da professora Leila Jacob Bisinoto, e ainda dos professores Lourivaldo Abich, Carlos Alberto Reyes Maldonado e Dimas Santana,  Abich e Reyes já faleceram.

Os intercâmbistas germanos tiveram dois dias para se recompor da viagem e, ainda duas tarefas difíceis, a primeira o idioma e a segunda, não menos fácil o calor que beira 45 graus centígrados na cidade que é considerada umas das mais quentes do Brasil. Os alemães como diriam os pantaneiros estão “suando prá Catiça “.

Nesta terça feira (27), os estrangeiros realizaram um City Tour, na área do Centro Histórico,  visitando principalmente o Marco do Tratado de Madri de 1750, e de lá dirigiram até a quituteira dona Regina Maria,  no Bairro Quebra Pau, responsável pela confecção de bolos de arroz uma iguaria muito apreciada em todos os municípios pantaneiros de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Os jovens alemães também visitaram a sede da Colônia dos Pescadores, onde ouviram da categoria a preocupação com obras e projetos para a retomada da navegação no Rio Paraguai em larga escala.

De acordo com pescador João Furtado a navegação para exportação de grãos- pode- na avaliação dele alterar o ciclo reprodutivo dos cardumes além de afugentá-los, tornando a cada dia a pesca mais escassa.

O professor William Marques que atua no município de Nova Mutum (Médio Norte de MT), acompanha as ações desenvolvidas no projeto Gonçalinho, destacou a importância desse intercâmbio, apontando os avanços e ainda o fascínio dos europeus pelo imenso potencial turístico que possa futuramente render ao município e ao estado. Marques que é agrônomo por formação atua também em consultoria ambiental e Turismo.

Nesta quarta feira, pela manhã, os visitantes tomam parte de uma palestra no Auditório do Colégio da Imaculada Conceição- Chamado de Irmãs Azuis-, área central da cidade.

 

João Arruda é repórter em Cáceres | Mato Grosso

 

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

TECNOLOGIA

MATO GROSSO

Política Nacional

Mais Lidas da Semana