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Ipea: inflação desacelera para todas as faixas de renda em abril

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A inflação de abril desacelerou em relação a março para todas as faixas de renda pesquisadas pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), que divulgou hoje (14) uma análise do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda.

Apesar disso, a pesquisa mostra que a redução no ritmo de aumento de preços foi mais forte entre as famílias de maior renda, que também acumulam menor inflação em um período de 12 meses, de acordo com o Ipea.

Com esse movimento, o aumento mensal de preços em abril foi mais intenso entre as famílias de renda muito baixa (menor que R$ 1.650,50), para quem a inflação passou de 0,71% em março para 0,45% em abril. Em 12 meses, essas famílias acumulam inflação de 7,71%, enquanto a inflação geral foi de 6,76%, segundo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para as famílias de renda baixa (de R$ 1.650,50 a R$ 2.471,09), a inflação de abril foi de 0,42%, enquanto a de março registrou índice de 0,85%. Essas famílias acumulam uma inflação de 7,5% em 12 meses, também acima da inflação média da economia brasileira.

Na outra ponta da tabela, as famílias de renda alta (mais de R$ 16.509,66) acumulam uma inflação anualizada de 5,21%, abaixo do índice geral. Para essas famílias, a inflação mensal caiu de 1% em março para 0,23% em abril.

O Ipea explica que, em abril, o grupo saúde e cuidados pessoais constituiu o principal fator de pressão sobre os preços, com a alta de produtos farmacêuticos.

Para as famílias de renda mais baixa, esse quadro se soma ao peso do aumento das carnes, aves, ovos, leites e derivados. Mesmo assim, contribuíram para a desaceleração da inflação entre os mais pobres as quedas de tarifas de energia elétrica, ônibus intermunicipais e botijão de gás.

Para as famílias mais ricas, o peso do encarecimento de alimentos e medicamentos é menor, o que se soma à deflação (redução de preços) de combustíveis e transportes por aplicativo.

Classe média

As famílias de renda média alta (R$ 8.254,83 e R$ 16.509,66) foram as que tiveram maior desaceleração da inflação entre todos os grupos de renda, já que o índice de março foi de 1,08%, e o de abril, de 0,20%. No caso dessas famílias, a variação de preços em 12 meses está em 5,85%, baixo da inflação geral.

Para o grupo de renda média (R$ 4.127,41 e R$ 8.254,83), a inflação de abril foi de 0,26%, enquanto a de março era de 1,09%. Em 12 meses, a inflação que incide sobre a cesta de compras dessas famílias acumula 6,61%, também abaixo do índice geral de 6,76%.

Assim como os grupos de renda baixa (R$ 2.471,09 e R$ 4.127,41), os de renda média-baixa experimentam uma inflação acumulada maior que os demais grupos de renda média. A inflação para essas famílias passou de 1,02% em março para 0,33% em abril e acumula 7,3% em 12 meses, acima do IPCA.

Inflação de 2021

Quando são analisadas somente as taxas mensais de 2021, a situação se inverte e os grupos de menor renda passam a acumular as menores variações de preço. Enquanto a renda muito baixa tem inflação de 2,06% desde janeiro, sobre a renda alta incide uma variação acumulada de 2,52%.

Segundo o Ipea, essa diferença repercute, basicamente, a desaceleração dos alimentos e a forte alta dos combustíveis ocorrida no primeiro trimestre de 2021.

A inflação acumulada em 2021 é mais intensa sobre a renda média, com uma taxa acumulada de 2,62% entre janeiro e abril.  

Edição: Valéria Aguiar

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G7 apoia taxa mínima global para multinacionais e buscará acordo final em julho

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O presidente americano Joe Biden e o premier britânico Boris Johson entre outros líderes no encontro do G7
Foto: LEON NEAL / AFP

O presidente americano Joe Biden e o premier britânico Boris Johson entre outros líderes no encontro do G7

Em seu comunicado final, os líderes do G7 apoiaram a proposta dos ministros de Finanças do bloco de criar um imposto mínimo global de 15% para as multinacionais, em especial as gigantes de tecnologia americanas como Google, Facebook, Apple e Amazon, e prometeram aprofundar o debate sobre a medida.

“Precisamos de um sistema tributário que seja justo em todo o mundo. Apoiamos o compromisso histórico assumido pelo G7 em 5 de junho”, diz o comunicado.

“Vamos agora continuar a discussão para chegar a um consenso sobre um acordo global visando a uma solução equitativa na atribuição de (…) um ambicioso imposto mínimo de pelo menos 15% em uma base país a país, por meio do quadro de inclusão do G20 e da OCDE. E esperamos chegar a um acordo na reunião de julho do G20”, acrescentou. o bloco.

O próprio presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, demonstrou apoiar a medida.

— Empresas demais têm recorrido a paraísos fiscais — afirmou Biden à Reuters. — Um imposto mínimo vai nivelar a competição. Vou avançar nesse tema nos EUA.

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Para o G7, os ministros de Finanças, na reunião preparatória, deram “um passo significativo para criar um sistema tributário mais justo para o século XXI”.

“Nossa colaboração criará um campo de jogo mais forte e nivelado, que ajudará a aumentar a receita tributária para apoiar os investimentos e acabar com a evasão fiscal”, afirmou a nota.

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