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IPCA-15: prévia da inflação sobe 0,59% em maio, maior salto desde 2016

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Prévia da inflação avança 0,59%, maior alta para o mês desde 2016
Agência Brasil

Prévia da inflação avança 0,59%, maior alta para o mês desde 2016

O IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, desacelerou na passagem de abril para maio. O índice registrou alta de 0,59% ante taxa de 1,06% no indicador fechado do mês. Ainda assim, indica preços pressionados, já que é a maior taxa para o mês desde 2016. Com o resultado, o IPCA-15 acumula alta de 4,93% no ano. Em 12 meses, chegou a 12,2%.

O resultado veio acima do esperado. Analistas ouvidos pela Reuters projetavam alta de 0,45% no mês. Os dados são do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) e foram divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (24).

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Todos os grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram aumento nos preços, exceto o grupo Habitação (-3,85%). A retração foi influenciada pela alteração da bandeira tarifária de Escassez hídrica para verde, o que levou a uma queda 14,09% na energia elétrica. Isso não significa, porém, que o consumidor não sinta um peso no bolso na hora de pagar a conta de luz. Em 12 meses, a energia elétrica subiu cerca de 20%.

Preços das passagens aéreas sobem 18,40%

A maior alta no IPCA-15 de maio veio do grupo Saúde e cuidados pessoais (2,19%), que contribuiu com 0,27 p.p. no indicador mensal. Os produtos farmacêuticos puxaram a alta, já que subiram 5,24% após o reajuste de até 10,89% autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Também pressionaram o resultado do grupo os itens de higiene pessoal, que apresentaram alta de 3,03%, com impacto de 0,11 p.p. no índice do mês.

O grupo Transportes, por sua vezes, avançou 1,8% em maio. A maior contribuição veio das passagens aéreas, cujos preços subiram 18,40% no mês. É a segunda alta seguida. Em abril, as passagens subiram 9,43%.

Os combustíveis também seguem em alta, embora a variação tenha sido inferior à registrada no mês anterior (alta de 2,05% em maio, ante 7,54% em abril). A gasolina subiu 1,24%, enquanto o etanol avançou 7,79%. O seguro do veículo também ficou mais caro: subiu 3,48% em maio e já acumula 18,24% de variação no ano.

Outros itens também pesaram mais no segmento Transportes. O táxi ficou 5,94% mais caro, por conta dos reajustes de 41,51% nas tarifas em São Paulo e de 14,10% em Fortaleza. O metrô também está pesando mais no bolso: subiu 2,17% em meio ao reajuste de 12,07% nas passagens no Rio. O ônibus urbano também subiu (0,17%), diante do reajuste de 11,11% no preço das passagens em Belém.

Inflação elevada por mais tempo

Em meio aos choques na economia global, como os recentes lockdowns na China por causa da Covid-19, e a guerra na Ucrânia, a persistência da alta dos preços tem levado analistas a projetarem um IPCA ainda mais elevado para este ano.

Analistas já esperam que inflação fique mais próxima de 9% em 2022, com um ciclo de alta dos juros mais duradouro. Atualmente, a taxa Selic está em 12,75% ao ano, maior patamar desde fevereiro de 2017. Desde a divulgação do IPCA de abril, que mostrou uma alta de preços generalizada, economistas estimam que os juros podem ir até 14% ao ano.

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Indefinições sobre texto faz Senado adiar votação da PEC das Bondades

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Senado retomará votação nesta quinta-feira
Reprodução: ACidade ON

Senado retomará votação nesta quinta-feira

O Senado adiou para a quinta-feira (30) a análise e votação da PEC das Bondades, que prevê aumento do Auxílio Brasil e Vale-Gás, além de criar um Auxílio-Caminhoneiro. Os senadores pediram mais tempo para analisar as mudanças na proposta feitas pelo relator Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

Em relatório divulgado nesta quarta-feira (29), Bezerra retirou as propostas sobre os combustíveis, como o ressarcimento aos estados que zerarem a alíquota de ICMS sobre o diesel e gás de cozinha, e recuperou a proposta que aumenta benefícios sociais. Chamado de “Pacotão de Bondades”, a proposta é uma alternativa encontrada por governistas para reduzir a pressão sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL) em ano eleitoral. O valor total para viabilizar os reajustes é de R$ 38 bilhões.

A matéria, segundo senadores e interlocutores ouvidos pela reportagem, deve ser aprovada com tranquilidade pela Casa, visto que as eleições estão se aproximando. No entanto, há inseguranças jurídicas sobre o tema, já que ultrapassaria os limites da lei eleitoral.

O relatório do senador Fernando Bezerra trazia uma cláusula em que colocava o país em estado de calamidade. A ideia foi criticada por líderes de oposição e ainda deverá ser discutida entre os parlamentares.

Se aprovada, a proposta irá reajustar o Auxílio Brasil para R$ 600 até o fim do ano, ou seja, os R$ 200 a mais serão disponibilizados até dezembro de 2022. Já os caminhoneiros terão um auxílio de R$ 1 mil para aliviar a alta no preço dos combustíveis.

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Beneficiários do vale-gás também devem ser beneficiados com a proposta. O valor do benefício será reajustado em R$ 53, mas ainda não atingirá a média do preço do GLP de 13 kg, que está em R$ 120, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Outras propostas

Os senadores ainda querem discutir uma emenda apresentada pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM) para liberar R$ 3 bilhões para um auxílio aos taxistas e motoristas de aplicativo. Embora alguns parlamentares tenham divergido da iniciativa, o governo abriu a possibilidade de negociação.

Outro ponto que ainda deve ser palco de discussões no Senado é a distribuição dos R$ 200 a mais do Auxílio Brasil. Enquanto alguns senadores querem liberar o valor para todos os beneficiários, outros defendem que o reajuste seja feito conforme o nível econômico familiar.

Se aprovado pelos senadores, em dois turnos, o texto será levado à Câmara dos Deputados antes da sanção do presidente Jair Bolsonaro.

Fonte: IG ECONOMIA

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