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Investigado por crimes ambientais em terra indígena é preso pela Polícia Civil

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Policiais civis da Delegacia de Confresa (1.160 km a nordeste de Cuiabá) cumpriram na tarde desta quarta-feira, 22 de setembro, a prisão preventiva de um homem de 44 anos investigado pela prática de crimes ambientais contra uma terra indígena da região.

O mandado judicial foi expedido pela Vara Federal de Barra do Garças e o investigado foi preso no distrito de Veranópolis, localidade conhecida como ‘Canta Galo’, a aproximadamente 30 quilômetros de Confresa.

A.L.S. é considerado nas investigações um dos principais responsáveis pela extração ilegal de madeira da Terra Indígena Urubu Branco, da etnia Tapirapé, área localizada entre os municípios de Confresa, Porto Alegre do Norte e Santa Terezinha.

Relatórios de investigação e de fiscalização ambiental na região apontam que A.L.S. esteve à frente de inúmeras extrações de madeira, inclusive, de espécies protegidas por lei, como o pau-brasil.

Em novembro de 2019, mesmo depois de ser detido em uma operação de combate a crimes ambientais, ele continuou a agir reiteradamente na prática de crimes ambientais. Após ser liberado, adquiriu um caminhão e voltou a retirar madeira da terra indígena. Em dezembro do mesmo ano, o madeireiro investigado usou três caminhões para extrair madeira na parte norte da Urubu Branco.

Em abril de 2020, mais dois caminhões foram retirados da área carregados com pau-brasil, espécie protegida por lei, portanto, não pode ser comercializada, e desde 2004 está na lista da flora brasileira ameaçada de extinção.

Uma ação realizada pela Delegacia de Confresa, em conjunto com a Funai, em maio do ano passado, prendeu duas pessoas extraindo madeira na terra indígena a mando do investigado.

O homem preso nesta quarta-feira é réu em processos por crime ambiental e reponde a outras ações penais em andamento pelos mesmos delitos cometidos na região.

Fonte: GOV MT

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Empaer testa capim kurumi como alternativa para produtores de leite

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Conhecido pelo valor nutritivo, o capim kurumi é a nova aposta da Empresa Mato-grossense de Pesquisa Assistência e Extensão Rural (Empaer) e vem sendo testado junto a produtores de leite da agricultura familiar de Juara, Terra Nova do Norte e Nova Bandeirantes. A equipe técnica segue na produção de mudas e avaliação do potencial nutritivo da cultivar, que pretende junto com o capiaçu ser uma das alternativas de baixo custo e auxiliar os produtores, principalmente durante o longo período de estiagem.

O técnico da Empaer em Terra Nova do Norte, Rodrigo Cezar Ribeiro, explica que quanto maior a produção de leite, maior a demanda energética e proteica. Independente das estações do ano, a alimentação dos animais devem ser uma constante e no caso do período de entressafra, quando a chuva diminui é quando o pasto e o cocho necessitam de uma redobrada atenção.

Ele destaca que as mudas de BRS Kurumi foram fornecidas o ano passado pela Embrapa Agrossilvipastoril de Sinop, multiplicadas e plantadas no sitio Nonoai do senhor João Luis da Rosa, na comunidade Quinta Agrovila.  Na propriedade, em uma área de 1 hectare, a cultivar foi desenvolvida conforme planejado e no dia 20 de novembro será realizado o primeiro pastejo e a avaliação do potencial produtivo do Kurumi com a produção das matrizes leiteiras que irão consumir o pasto.

Rodrigo frisa que insumos para produção da ração como a soja e o milho tiveram um grande aumento nos últimos anos. “Na teoria, o capim produz 20% de proteína bruta e, por este motivo, está sendo plantado na propriedade com a intenção de reduzir custos de produção, principalmente com a alimentação”, destaca.

Ainda em Terra Nova do Norte, 100 produtores já receberam as mudas de kurumi, mas a meta é chegar a 160, o mesmo público atendido nos últimos dois anos com capiaçu.

Trabalho semelhante dos técnicos da Empaer em Nova Bandeirantes, Luma Regina Maldaner e Eder José Barreiros, que vêm atendendo produtores dos Projetos de Assentamento de Japuranã e Japuranomann junto ao Programa REM.

Luma Maldaner destaca que as mudas foram trazidas do escritório regional de Juara através de um produtor. “Em Nova Bandeirantes, nós trabalhamos em parceria com a Secretaria de Agricultura, Meio Ambiente e Saneamento. Elas foram plantadas em uma área de 1 hectare no viveiro municipal e serão doadas posteriormente aos produtores da cidade”.

De acordo com Luma, o objetivo é buscar novas alternativas que sejam de baixo custo. O próximo passo será gradear a área para o plantio. “Temos bons exemplos de produtores dos estados de Goiás e da região sul país que o kurumi é uma boa alternativa por ser de pastejo. Em contrapartida, com o capiaçu de silagem. Duas boas alternativas para o produtor da agricultura familiar”.

Mudas sendo mutiplicadas para serem distribuidas e plantadas                              Foto: Empaer 

Fonte: GOV MT

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