POLÍCIA

Inquérito eletrônico e investimentos tecnológicos são apresentados em encontro do TJ-MT

Publicado


Raquel Teixeira/Polícia Civil-MT

A Polícia Civil de Mato Grosso tramitou entre o mês de agosto deste ano, quando foi implantado o Inquérito Policial Eletrônico integrado ao Processo Judicial eletrônico (Pje), até os dias atuais mais de 19 mil procedimentos no sistema. Isso significa que todos os documentos relativos a investigações criminais e procedimentos de atos infracionais deixaram de ser encaminhados à Justiça de forma física e passaram a tramitar eletronicamente representando celeridade nas investigações e respostas entre as instituições e também economia em papel. Os números de procedimentos tramitados são atualizados instantaneamente e permitem o acompanhamento por unidade policial.

As informações sobre a implantação do inquérito eletrônico, assim como outras ferramentas tecnológicas desenvolvidas pela Polícia Civil, foram apresentadas pelo delegado-geral Mário Dermeval Aravéchia de Resende durante o 3o Encontro de Justiça Criminal promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, pela Escola de Magistratura com apoio das forças de segurança do Estado.

O painel coordenado pelo juiz auxiliar da Corregedoria Geral de Justiça, Otávio Affi Peixoto, trouxe também como convidados o promotor Tiago Afonso de Souza, da Corregedoria do MPE e o juiz Túlio Dualibi, auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça.

O delegado-geral da Polícia Civil destacou que o inquérito eletrônico é um dos produtos do sistema de módulos Geia, criado há dez anos e desenvolvido 100% na instituição. O inquérito começou a ser desenvolvido há dois anos, por profissionais da instituição, na antiga Fábrica de Softwares da Polícia Civil depois transformada em Centro Tecnológico com mais estrutura e equipamentos modernos, para atender as as necessidades e especificidades investigativas e dentro de uma plataforma que pudesse ser integrada ao sistema do Poder Judiciário.

“O funcionamento é full time de todos os módulos dentro da plataforma Geia, inclusive o IPE integrado e as funcionalidades do inquérito tem chamado atenção de Polícias Civis de outros estados. É um sistema próprio, pioneiro no País e desenvolvido por policiais e colocado em prática com auxílio de desenvolvedores contratados pelo Estado. É seguro, adequado e com custo zero”, destacou o delegado-geral, acrescentando que o desenvolvimento do IPE foi necessário para se antecipar a uma necessidade futura de que o Judiciário não teria mais processos tramitando em meio físico.

“A pandemia fez com que nos antecipássemos na conclusão de todo esse processo de implantação e entregar o produto como está sendo utilizado hoje na Polícia Civil, sistema que tem despertado o interesse de vários estados, como por exemplo Maranhão e Pernambuco”, pontuou Mário Dermeval.

O juiz Otávio Affi comentou que o modulo criminal do PJe trouxe funcionalidades mais adequadas às necessidades da justiça criminal e eliminando a tramitação física, fator que neste ano foi fundamental diante das restrições sanitárias impostas diante da pandemia do coronavírus. “O investimento em tecnologia feito pelo Tribunal de Justiça para rodar o PJe resulta também em rapidez nas ações pré-processuais e investigativas”, pontuou o magistrado.

Produtos da Polícia Civil

Além do inquérito eletrônico, o delegado Mário Resende apresentou diversas inovações tecnológicas criadas que permitirão ampliar o escopo de atendimento da Polícia Civil à sociedade, garantir mais segurança aos procedimentos policiais e informatização de atividades administrativas.

Foram criadas pelo Centro Tecnológico a assinatura digital para todos os delegados, as informações que circulam pelo sistema Geia tem armazenamento seguro e automatizadas funções das áreas administrativas como avaliação de desempenho, adicional noturno e gerenciamento de ensino. As ferramentas também permitem ter um panorama, atualizado instantaneamente, com dados sobre incidência de violência doméstica, ranking de produtividade das delegacias, números de furtos e roubo de veículos mapeados por regiões, entre outras informações necessárias ao planejamento operacional.

A Polícia Civil também implantou sistema de videoconferências nas 15 regionais, o que reduz custo quanto à necessidade de deslocamento para reuniões gerenciais.

As ferramentas que serão aportadas ao inquérito eletrônico, a partir do próximo ano, trarão melhorias nos procedimentos policiais, como a coleta biométrica associada ao reconhecimento facial possibilitando mais segurança nas informações.

O delegado-geral destacou que todas as ferramentas criadas e aquelas em processo de desenvolvimento, como a medida protetiva online, Delegacia do Consumidor virtual, aplicativos Salve Maria e Salve Polícia e totens de atendimento garantem à sociedade uma melhor r mais qualificada prestação de serviços. “As perspectivas de melhorias são grandes para o próximo ano e e queremos entregar produtos de qualidade e de forma célere para o Judiciário, e sociedade como um todo, e trazer um futuro mais promissor para a Polícia Civil”.

O promotor de Justiça Tiago Afonso afirmou que o avanço das instituições na implantação das ferramentas tecnológicas na justiça criminal trouxe ganhos a todos que atuam no sistema de justiça.

 

Fonte: PJC MT

Comentários Facebook
publicidade

POLÍCIA

Ação integrada prende grupo criminoso envolvido em roubo a fazenda em Brasnorte

Publicado


Assessoria/Polícia Civil-MT

Uma ação policial desencadeada pelas delegacias de Brasnorte e Tapurah e apoio da Polícia Militar de Tapurah foi deflagrada neste sábado (16.01)  pela manhã para cumprimento de dois  mandados de prisão. Durante as diligências, uma mulher também foi presa em flagrante por tráfico de drogas.

Os policiais também apreenderam durante o cumprimento das prisões, ocorridas na cidade de Tapurah, um rádio comunicador, um notebook, uma balança de precisão e uma porção de cocaína e dinheiro.

Os suspeitos presos têm 19, 25 e 26 anos.

De acordo com o delegado de Tapurah Eugênio Rudy Junior, em 17 de novembro  do ano passado, um grupo criminoso invadiu uma fazenda, localizada no município de Brasnorte, e com uso de violência física roubou do local defensivos agrícolas, um veículo, joias e dinheiro das vítimas.

Após investigações que culminou na identificação dos envolvidos no roubo, o delegado de Brasnorte, Hugo Montenegro, representou à Justiça pelo mandado de prisão dos suspeitos.

O delegado de Tapurah destacou a ação integrada entre as delegacias para chegar à localização  e prisão dos envolvidos, que contou com apoio da delegacia do município, onde os envolvidos residem. “A união das forças de segurança resulta em ações como essa de hoje, com resposta sobre o crime cometido e a prisão dos responsáveis”, destacou o delegado Eugênio Rudy.

Fonte: PJC MT

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

ENTRETENIMENTO

MATO GROSSO

Agronegocio

Política Nacional

CIDADES

Mais Lidas da Semana