economia

Inflação da embalagem: produtos têm tamanho reduzido e preço mantido; entenda

Publicados

em


source
Empresas reduzem tamanho de embalagens e mantém produtos com o mesmo preço
Agência Brasil/EBC

Empresas reduzem tamanho de embalagens e mantém produtos com o mesmo preço

Além de prestar atenção nos valores dos produtos, os consumidores também devem ficar atentos às embalagens nas gôndolas dos supermercados. Isso porque empresas do setor alimentício utilizam uma estratégia chamada de “shrinkflation” (reduflação, em tradução livre) para disfarçar a inflação, que acumula alta de 9,68% nos últimos 12 meses .

A prática consiste em reduzir o tamanho das mercadorias sem aumentar os preços, o que significa que o cliente vai comprar uma quantidade menor pelo mesmo valor que adquiria, anteriormente, um produto maior.

“A prática da reduflação não é ilegal, mas a empresa deve apresentar todas as alterações de forma explícita ao consumidor de forma clara, precisa e ostensiva nas embalagens. As empresas que não seguirem as regras estão sujeitas à multa, conforme cada caso”, esclarece o advogado especialista em Direito do Consumidor Everson Piovesan, do escritório Piovesan & Fogaça Advocacia.

Segundo o consultor de varejo Marco Quintarelli, as principais categorias impactadas pelo fenômeno são a mercearia doce e a mercearia seca, ou seja, biscoitos, geleias, iogurtes, laticínios e alguns commodities como o arroz. “O consumidor vem comprando aquele item com determinada frequência e, de uma hora para outra, o produto tem que ter um aumento de preço devido à mão de obra ou à matéria-prima. Então, a opção seria oferecer o produto com volume menor, mas com o mesmo valor”, explica.

Você viu?

Economista e professor do Ibmec RJ, Tiago Sayão exemplifica outros alimentos que podem sofrer a reduflação nos supermercados: “Produtos como azeite (500 ml para 400 ml), embalagens congeladas de carne de frango (redução de 1 Kg para 800 g), embalagens de ovos (30 unidades para 20 unidades), embalagens de sabão em pó (redução de 2 quilos para um quilo e 600 gramas) e iogurte líquido (1000 ml para 900 ml)”.

Direitos dos consumidores

O advogado Everson Piovesan indica que o consumidor deve sempre se atentar ao que está sendo oferecido a ele. “A quantidade do produto deve ser explícita e também constar na etiqueta com o preço, se for o caso daquelas gôndolas que possuem etiquetas de preço abaixo do produto. Verificar também se o preço apresentado se trata daquele produto exposto à frente”, recomenda. Continua após a publicidade

Adriano Fonseca, especialista da Proteste, afirma que o Código de Defesa do Consumidor instituiu a informação como direito básico dos consumidores. “Diante disso, em um caso de prática de reduflação, por meio da qual o consumidor seja induzido a acreditar que está comprando um produto com maior quantidade – através das letras minúsculas, ou até a falta de indicativo na embalagem – poderá a empresa ser responsabilizada por prática abusiva”.

O advogado acrescenta que o cliente pode reclamar sempre que se sentir enganado. “Casos mais comuns de reclamações são aqueles cujo o consumidor acha que está comprando uma quantidade por um preço, quando, na verdade, está levando uma quantidade menor por um preço igual ou maior. O consumidor que verificar que a redução da quantidade do produto não estiver expressa na embalagem pode reclamar”.

“É importante reconhecer que o CDC estabelece que é dever das empresas cumprir com as ofertas indicadas na hora do anúncio do produto. Diante disso, é importante primeiro reconhecer se o que se está vendendo é exatamente aquilo que o consumidor vai receber. Em caso de mudança de quantidade significativa com cobrança pelo mesmo preço, o consumidor poderá buscar os órgãos do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, como a Proteste”, finaliza o especialista da associação.

Comentários Facebook
Propaganda

economia

Brasil reduzirá IOF de transações com moeda estrangeira ainda este ano

Publicados

em


source
Brasil reduzirá IOF de transações com moeda estrangeira ainda este ano
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Brasil reduzirá IOF de transações com moeda estrangeira ainda este ano

As operações com moeda estrangeira terão o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) reduzido gradualmente até ser zerado em 2029, confirmou hoje (28) o Ministério da Economia. O imposto começará a ser reduzido ainda este ano, para operações de entrada e saída de recursos estrangeiros de curto prazo, em até 180 dias.

O corte do imposto abrangerá quatro faixas de incidência do IOF cambial, com reduções graduais para cada faixa. O primeiro grupo envolverá as operações de curto prazo. O segundo abrangerá transações com cartões de crédito ou débito, cheques de viagem e cartões pré-pagos internacionais. O terceiro englobará operações de câmbio para compra de moeda estrangeira à vista no Brasil e para transferência de residentes no país para contas em seu nome no exterior. O quarto grupo, por fim, envolverá as demais operações de câmbio.

A medida foi exigida pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)  para a entrada do Brasil ao grupo, que reúne as economias mais industrializadas do mundo. Nesta semana, a organização internacional  formalizou o convite para o início do processo de adesão do país, abrindo caminho para um processo que durará anos.

As reduções de alíquotas do IOF serão estabelecidas por meio de decreto presidencial. A mudança é uma das obrigações a serem cumpridas pelo Brasil para adesão aos Códigos de Liberalização de Movimentação de Capitais e de Operações Invisíveis, instrumento exigido para os países que integram a OCDE.

Leia Também

De acordo com a Secretaria de Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, a eliminação do IOF sobre transações com o exterior tem o objetivo de acabar com a prática de “câmbios múltiplos”, em que a taxa efetiva de câmbio varia conforme o tipo de operação. Essa multiplicidade, explicou a pasta, favorece determinados tipos de transação em detrimento de outros e discrimina agentes econômicos que desejam operar no país, sendo condenada tanto pela OCDE como pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Segundo o Ministério da Economia, o Brasil está em estágio avançado de convergência com a OCDE, tendo aderido a 104 dos 251 instrumentos normativos do organismo internacional. O processo de adesão está mais acelerado que em outros países convidados a integrar o grupo ou que atuam como parceiros-chave, como Argentina (51 instrumentos), Romênia (53), Peru (45), Bulgária (32) e Croácia (28).

A adesão mais recente ocorreu ontem (27), quando o Brasil se comprometeu a adotar as recomendações da OCDE no tema “Crianças no ambiente digital”. Fundada em 1961, em Paris, a OCDE funciona como um organismo que avalia e recomenda práticas e políticas que promovam prosperidade, igualdade, oportunidade e bem-estar global. Com 38 países-membros, a organização reúne 61% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

ENTRETENIMENTO

MATO GROSSO

Política Nacional

CIDADES

Mais Lidas da Semana