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Imperial College: Taxa de transmissão da covid no Brasil é a maior desde junho

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Teste rápido para detecção da covid-19
Governo do Estado de SP

Teste rápido para detecção da covid-19

A taxa de transmissão (Rt) do  coronavírus no Brasil subiu para 1,03, segundo levantamento do Imperial College de Londres, atualizado nesta terça-feira. O índice é o primeiro acima de 1 desde 22 de junho. Na última semana, a taxa chegou a bater o menor valor desde novembro de 2020, com Rt de 0,81. Na semana anterior estava em 0,92.

O Rt atual significa que cada 100 pessoas contaminadas transmitem a doença para outras 103 pessoas. Quando está acima de 1, a taxa de contágio indica que o vírus avança sem controle.

Dentro da margem de erro calculada pela universidade britânica, o índice brasileiro atual pode variar de 0,91 a 1,22.

A taxa de transmissão é uma das principais referências para se acompanhar a evolução epidêmica do Sars-CoV-2 no país. No entanto, especialistas costumam ponderar que é preciso acompanhá-la por um período prolongado de tempo para avaliar cenários e tendências, levando em conta o atraso nas notificações e o período de incubação do coronavírus.

Por ser uma média nacional, o Rt também não indica que a doença esteja avançando ou retrocedendo da mesma forma nas diversas cidades, estados e regiões do Brasil. Além disso, a universidade britânica afirma que a precisão das projeções varia de acordo com a qualidade da vigilância e dos relatórios de cada país.

O Imperial College também projeta que o Brasil deve registrar 3.980 mortes pela Covid-19 nesta semana, um aumento em relação à anterior, quando foram contabilizados 3.727 óbitos pela doença.

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Transmissão pelo mundo

Segundo o levantamento da universidade britânica, o mundo registrou, até a última segunda-feira, mais de 228 milhões de casos de Covid-19, e mais de 4,69 milhões de óbitos.

As maiores taxas de transmissão da semana estimadas pelo Imperial College foram na Romênia (Rt 1,78), Ucrânia (Rt 1,37) e Sérvia (Rt 1,35).

Já as menores taxas de transmissão da Covid-19 estimadas foram na Suíça (Rt 0,55), Paraguai (Rt 0,57) e, empatados, Indonésia, Polinésia Francesa e Quênia (Rt 0,58).

Nos países da América do Sul, os maiores índices foram identificados na Argentina (Rt 1,05), Venezuela (Rt 1,01) e Brasil (Rt 1,03).

Fonte: IG SAÚDE

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Comitê científico de SP propõe uso obrigatório de máscaras

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O Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, que auxilia o governo de São Paulo nas decisões relacionadas à pandemia, concorda que este ainda não é o momento de retirar a obrigatoriedade do uso de máscara no estado paulista.

Em entrevista coletiva hoje (20), o coordenador executivo do centro, João Gabbardo, disse que, apesar dos indicadores de morte, casos e internações por covid-19 estarem em queda no estado devido ao avanço da vacinação, os integrantes do comitê concordam que o momento exige cautela.

“A posição do comitê científico de São Paulo é que não é o momento de flexibilizarmos a utilização das máscaras, apesar dos números estarem muito positivos. Ainda não é o momento porque estamos passando por momento de transição no Plano São Paulo, com flexibilização importante como volta às aulas [presenciais], frequência obrigatória dos alunos, presença de público nos eventos esportivos culturais e esportivos como nos estádios, redução de distanciamento. Temos que acompanhar qual será o impacto dessas modificações nos indicadores”, disse ele.

Segundo Gabbardo, o Centro de Contingência continua analisando o assunto, mas ainda não definiu uma data para a suspensão do uso de máscara. Isso, continuou, vai depender de uma análise de fatores relacionados à transmissibilidade da doença e à cobertura vacinal. Mas a ideia é que o fim da obrigatoriedade do equipamento de proteção seja feito gradualmente, começando pela retirada do uso de máscara em lugares abertos, ao ar livre, e sem aglomeração.

“O governo tem recebido pedidos de setores, como o de eventos, para não flexibilizarmos. Todos têm receio de ter que retroceder – e nós não queremos retroceder”, afirmou. Uma das ideias do comitê é estabelecer metas para os indicadores de forma que, ao atingir uma dessas metas, poderia ser liberado o uso de máscara em algumas situações, tal como ao ar livre.

O Centro também analisa a possibilidade de, no futuro, continuar exigindo o uso de máscara em ambiente hospitalar, mesmo com o fim da pandemia. “Nos hospitais, as UTIs [unidades de terapia intensiva] e principalmente os centros cirúrgicos, a máscara é obrigatória para evitar a transmissão de doenças. Então vamos propor ao governo que em ambiente hospitalar o uso da máscara seja obrigatório mesmo depois da pandemia”, explicou.

Dados

Segundo o secretário estadual da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, a taxa de ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) do estado de São Paulo está hoje em 28,5%, com 1.841 pessoas internadas em estado grave. “Para se ter uma ideia, este número significa 2,6 mil pessoas a menos do que no pico da primeira onda [entre junho e julho do ano passado] e 9,2 mil a menos do que no pico da segunda onda [entre março e abril deste ano]”, disse ele, reforçando que essa queda nas internações é resultado do avanço da vacinação.

Nos hospitais privados, a ocupação de leitos é ainda menor do que nos públicos. De acordo com o secretário, 80% dos hospitais privados de São Paulo têm hoje uma ocupação de 20% de seus leitos.

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Saúde

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