POLÍTICA NACIONAL

Humberto Costa comemora decisões do STF favoráveis a Lula

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O senador Humberto Costa (PT-PE) afirmou, em pronunciamento nesta quarta-feira (5), que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conquistou duas importantes vitórias nesta terça-feira (4), em julgamentos no Supremo Tribunal Federal (STF).

Numa delas, a defesa do ex-presidente conseguiu retirar, dos autos relacionados à empreiteira Odebrecht, a delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci. O senador lembrou que a delação foi juntada ao processo e tornada pública pelo ex-juiz Sergio Moro, às vésperas do primeiro turno das eleições presidenciais de 2018.

Na opinião de Humberto, esse fato, associado à posterior nomeação de Moro ao cargo de ministro da Justiça por Jair Bolsonaro, comprova que o ex-juiz agiu por motivação política e com o intuito de interferir nas eleições daquele ano.

A outra decisão do STF que beneficia Lula foi a que garantiu à defesa dele o acesso à contabilidade da Odebrecht. O senador disse que, segundo informações, os dados foram alterados e utilizados como prova contra o ex-presidente, que agora terá condições de mostrar sua inocência.

— O próximo passo, agora, é a luta para que o Supremo Tribunal Federal reconheça a suspeição de Sergio Moro para julgar os processos em que ele atuou contra Lula e, com isso, conseguirmos a anulação desses processos e o restabelecimento dos direitos políticos do presidente Lula.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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POLÍTICA NACIONAL

FHC evita comparar Lula e Bolsonaro e diz estar disposto à união pela democracia

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FHC
Divulgação

Em entrevista, FHC comentou a conjuntura política brasileira.

Durante sua participação na edição do Roda Viva desta segunda-feira (28), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) evitou comparar o ex-presidente Lula (PT) com Jair Bolsonaro (sem partido). Além disso, o ex-mandatário disse estar disposto à união pela democracia.

Lula e Bolsonaro 

Ao ser perguntado sobre comparações as comparações entre Lula e Bolsonaro, FHC disse que não compara os dois líderes, citando que eles têm “temperamentos” diferentes e que ambos os políticos simbolizam coisas diferentes. 

“O Lula simboliza a inclusão de grupos e de trabalhadores que não estavam na vida social integradas e na vida política”, disse FHC, que continuou:” O Bolsonaro não precisou trazer ninguém. Ele me parece que pertence mais ao grupo que tem mais restrições do que o Lula. O Lula é mais maleável. Mas eu não to comparando um ao outro”, afirmou o ex-presidente.

União pela democracia

Logo depois, o presidente de honra do PSDB disse que, se for para fortalecer a democracia, ele não tem restrições em se aliar a outros políticos, partidos ou movimentos.

“Eu não to aqui fazendo previsão de que vamos precisar de uma frente única, ampla democrática. Tomara que não. Mas, se for, contem comigo. Não tenho nenhum problema em me juntar com quem quer que seja com um propósito que seja um propósito institucional para melhorar o Brasil, e não um propósito pessoal”, disse FHC.

Autocrítica do PSDB

O ex-presidente disse ainda que, na sua visão, o PSDB deveria passar por um período de reflexão e autocrítica. “Não dá mais para o PSDB fechar os olhos. Não vou personalizar, algumas são injustas outras são justas. Você não pode tapar o sol com a peneira”, argumentou o ex-presidente, que continuou: “No fundo, eu acho que de tempos em tempos, convém um balanço do que eles (partidos) fizeram”. 

FHC também explicou que, na sua visão, os partidos políticos brasileiros têm seus pilares e forças em suas lideranças. “Os partidos nascem e morrem. Eu espero que o PSDB não morra. Quando que eles não morrem, no caso brasileiro? Quando eles tem liderança. Enquanto houver vozes capazes de falar pelos partidos, eles seguem”, concluiu. 

O programa

O ex-presidente foi o convidado da edição especial de 34 anos do programa. Participaram do programa os ex-apresentadores Heródoto Barbeiro, Rodolpho Gamberini, Matinas Suzuki, Daniela Lima e Paulo Markun, que participou remotamente de Portugal.

Além de ter sido presidente do Brasil entre 1995 e 2002, FHC é sociólogo e cientista política e foi ministro da Fazenda e das Relações Exteriores do governo de Itamar Franco.

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