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Hospital das Forças Armadas recomendava kit Covid em receitas pré-assinadas

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Hospital das Forças Armadas, em Brasília
Reprodução/ FAB

Hospital das Forças Armadas, em Brasília


Médicos que trabalham no pronto-socorro do Hospital das Forças Armadas (HFA), em Brasília, e tinham posição contrária à prescrição do “kit Covid” foram orientados a usar receitas pré-assinadas e carimbadas por outros profissionais para prescrever os medicamentos. A ideia era entregar as receitas, que estavam prontas antes mesmo dos pacientes serem consultados, para aqueles que fizessem questão de ser tratados com os remédios sem eficácia comprovada contra a doença.

Segundo a TV Globo, que obteve acesso a uma das prescrições, o documento já indicava o uso de  hidroxicloroquina, azitromicina e ivermectina sem ter informações sobre um paciente específico.

Em resposta, o HFA disse que, no momento mais crítico da pandemia, os médicos puderam prescrever medicamentos por conta própria e que a autonomia desses profissionais foi respeitada. No entanto, a Associação Médica Brasileira (AMB) considera como infração ao código de ética o ato de preencher prescrições antes de atender o paciente. 

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De acordo com a publicação, médicos da unidade relataram que a orientação partiu do chefe do pronto-socorro, major Milson Faria. “Resolvemos deixar uma pasta com estrutura de receita já carimbada e assinada, e junto uma pasta com termo de consentimento”, disse ele em uma troca de mensagens obtida pela reportagem. “Pedimos àqueles colegas que não prescrevem as referidas medicações, que caso não tenha nenhum colega no turno que também prescreva, que procure a sala de prescrição médica para entregar ao paciente, tendo somente que preencher o nome e a data”, acrescentou em outra mensagem.


O registro das conversas mostra que uma médica rebateu a ideia, ao dizer que não se sentia confortável em entregar uma receita com remédio que ela não recomenda e questionou qual o motivo de passar por um médico se o paciente receberia o kit de qualquer forma. Mas apesar desses questionamentos, médicos da unidade afirmam que as receitas pré-prontas foram distribuídas pelo menos até julho deste ano.

Fonte: IG SAÚDE

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Com a falta de testes, saiba como medir tempo de isolamento

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Testagem Covid-19
Ascom/SMS

Testagem Covid-19

Em um cenário de explosão de novos casos de  Covid-19 e escassez de testes, a Ômicron deixou um rastro de dúvidas no país. Cada vez mais gente apresenta quadros gripais compatíveis com a doença, mas, sem diagnóstico preciso, tem que tomar decisões sobre o isolamento social na escuridão total. A situação se complicou depois que o Ministério da Saúde alterou as recomendações sobre o período de quarentena de infectados, na semana passada.

Segundo as novas regras, o isolamento pode ser abreviado para cinco dias desde que a pessoa esteja sem sintomas e tenha em mãos um teste negativo. Mas e se o teste estiver indisponível ? Para os especialistas ouvidos pelo EXTRA, o período de sete dias sem sair de casa pode ser considerado um parâmetro seguro. Ele deve ser contado desde o início dos sintomas ou de um diagnóstico positivo, no caso de pessoas assintomáticas.

“Mas nos outros três dias complementares, é importante usar máscara em período integral, evitar qualquer tipo de aglomeração e contato com pessoas de risco”, diz o infectologista Julio Croda, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e professor de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), referindo-se à recomendação mais conservadora de quarentena, adotada anteriormente, de dez dias.

Crise de testes

Um levantamento da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) e da plataforma online Clinicarx mostrou que, entre 3 e 9 de janeiro, o número de testes positivos para Covid-19 realizados em estabelecimentos do tipo foi quase duas vezes maior do que o alcançado em novembro. A semana de janeiro também superou os diagnósticos positivos em todo o mês de dezembro.

A alta demanda repentina por testes gerou risco de desabastecimento generalizado. Na última quarta, a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) recomendou que os laboratórios privados brasileiros cessassem a testagem de pessoas com poucos sintomas ou assintomáticas.

Essa crise fez com que médicos e entidades se voltassem para os parâmetros de mais fácil controle, como presença ou não de sintomas e tempo de isolamento. Como no caso da orientação da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). “Recomendamos para os pacientes com Covid-19 sintomáticos sete dias de afastamento em isolamento respiratório domiciliar, desde que estejam sem febre nas últimas 24 horas e com melhora dos sintomas. Para os que se mantém sintomáticos no sétimo dia, manter o isolamento por 10 dias”, diz a nota dos médicos associados.

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Vale dizer que a saída está liberada a partir do oitavo e não do sétimo dia.

Um estudo recente feito pela Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido (UKHSA) mostra que o risco de transmissão da doença após sete dias completos de isolamento é de 15,8%. Após dez dias, a probabilidade cai para 5,1%.

“Precisamos considerar que não há 100% de probabilidade de transmissão nem 0%, por isso sempre haverá algum risco. Mas evidências mostram que o maior pico de contágio ocorre um dia antes do aparecimento dos sintomas até cinco dias após o início”, explica o infectologista Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunicações (SBim).

Entretanto, ele acredita que o isolamento para sete dias deveria ser aplicado apenas a indivíduos vacinados e sem doenças imunocomprometedoras.

“Vacinados transmitem menos”, afirma.

Pessoas que tiveram um contato muito próximo com um indivíduo que testou positivo ou que vivem na mesma residência devem fazer quarentena assim que receberem a notícia. Se possível, realizar o teste RT-PCR cinco dias após o contato, mesmo sem sintomas. Se o resultado for positivo, recomeça a contagem. Na impossibilidade de realizar o exame, a recomendação é realizar a quarentena de pelo menos uma semana.


Fonte: IG SAÚDE

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