POLÍCIA

Homem é denunciado pelo pai por estupro contra irmãs menores

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Um homem identificado como autor de estupro cometidos contra duas irmãs menores de idade em Poconé (104 km ao sul de Cuiabá) teve o mandado de prisão cumprido pela Polícia Civil, nesta segunda-feira (21.06). O suspeito de 20 anos abusou sexualmente das irmãs, de 11 e de 15 anos de idade e responderá pelos crimes de estupro de vulnerável e estupro.

Segundo as informações, uma das menores brincava na rua, quando foi abordada pelo suspeito que a chamou para ir até o seu local de trabalho onde ocorreram os abusos. O mesmo fato também teria ocorrido com a irmã mais velha. As investigações iniciaram no dia 20 de maio, quando o pai das vítimas procurou a Delegacia de Poconé para relatando que as vítimas foram abusadas sexualmente e continuavam sendo assediadas pelo suspeito.

Durante as investigações, as meninas foram ouvidas e confirmaram os abusos, relatando que o suspeito tirava a roupa delas e praticava os atos libidinosos, chegando a consumar a conjunção carnal com a mais velha e tentar contra a mais nova.

Após a prática dos abusos, o suspeito continuava mandado mensagens para as menores através do aplicativo whatsapp, pedindo vídeos pornográficos e dizendo que queria manter relações sexuais com elas. Ao serem ouvidas, as menores demonstraram muito envergonhadas e amedrontadas com a situação.

Diante dos fatos, o delegado Maurício Pereira Maciel representou pelos mandados de busca e apreensão e prisão preventiva do suspeito que foram deferidos pela Justiça. O mandado de prisão preventiva foi cumprido nesta segunda-feira (21), na tornearia do pai do suspeito em Poconé.

Ele foi conduzido à Delegacia de Poconé, onde foi interrogado e tomadas as providências de praxe para cumprimento do mandado.

Fonte: PJC MT

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POLÍCIA

Justiça mantém demissão de secretários da Prefeitura de Cuiabá. Grupo é investigado por suspeita de desviar R$ 100 milhões

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A contratação de empresas fantasmas usadas para desviar mais de R$ 100 milhões da Saúde foi o motivo para a Justiça determinar  demissão dos secretários da prefeitura de Cuiabá, Célio Rodrigues da Silva, da Saúde e Alexandre Beloto Magalhães de Andrade, de Gestão,  sexta-feira (30/07). Segundo relatório técnico que o juiz da 5ª Vara Federal, Jeferson Schneider, teve acesso e se baseou para deflagrar a intitulada “Operação Curare” da Polícia Federal, só uma das empresas, Vip Serviços Médicos, foi contratada por R$ 4 milhões, de forma emergencial (sem licitação) para prestar serviços médicos na modalidade de terapia intensiva, mas investigações apontam que a empresa não prestou os serviços.

A empresa seria responsável pelo fornecimento de medicamentos, mão de obra, materiais médico-hospitalares e insumos para atender 20 leitos covid na UTI IV. “Contudo de acordo com o relatório de fiscalização, não houve qualquer mensuração sobre a referida empresa por parte do responsável técnico e das pessoas contratadas, as quais, ao prestarem esclarecimentos, informaram que trabalhavam para a empresa Hipermed Serviços Médicos & Hospitalares S.A., o que, conforme a autoridade representante, indica a subcontratação total ou mesmo a atuação como “testa de ferro” da empresa contratada”, diz parte do documento assinado por Jeferson.

O relatório ainda aponta que a empresa Vip Serviços Médicos não possui responsável técnico de UTI registrado no Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) cometendo assim uma infração e não estaria apta a assumir nenhum leito de UTI.

Ficou apurado também que os medicamentos e insumos fornecidos pela Vip eram provenientes da empresa Hipermed, aparentemente subcontratado. A empresa também não possui autorização para desenvolver atividades de compras de medicamentos e insumos farmacêuticos.

O contrato de R$ 4.008.000, 00 milhões foi firmado entre a Empresa Cuiabana de Saúde Pública e foi assinado pelo atual secretário Célio Rodrigues da Silva, Alexandre Beloto Magalhães de Andrade representante da unidade hospitalar e por Douglas Castro proprietário da Vip Serviços Médicos.

Caracterizando ainda um possível esquema de “laranja” foi investigado que a Vip foi constituída no ano de 2017, com sede na Rua Cândido Mariano, região central da capital, mas durante a fiscalização foi identificado que o imóvel está abandonado há pelo menos 3 anos.

Operação PF

A Polícia Federal continua trabalhando para desarticular a organização criminosa investigada pelo envolvimento em fraudes a contratações emergenciais e recebimento de recursos públicos a título “indenizatório”, em ambos os casos sem licitação. A atuação do grupo se concentra na prestação de serviços especializados em saúde no âmbito do Município de Cuiabá/MT, especialmente em relação ao gerenciamento de leitos de unidade de terapia intensiva exclusivos para o tratamento de pacientes acometidos pela COVID-19.

Entretanto, as contratações emergenciais e os pagamentos “indenizatórios” abarcam serviços variados como a realização de plantões médicos, disponibilização de profissionais de saúde, sobreaviso de especialidades médicas, comodato de equipamentos de diagnóstico por imagem, transporte de pacientes etc.

As empresas investigadas fornecem orçamentos de suporte em simulacros de procedimentos de compra emergencial, como se fossem concorrentes. Contudo, a investigação demonstrou a existência de subcontratações entre as pessoas jurídicas, que, em alguns casos, não passam de sociedades empresariais de fachada.

 

Com informações da Gazeta Digital

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